sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Vai 2010 e vem 2011! Menos um ano para a vinda do Reino de Deus em sua plenitude. Por isso, oremos mais intensamente: Pai nosso ... Venha o Teu Reino!

Por Rev. Adriano Gama

Amados irmãos,

Vai 2010 e vem 2011! Menos um ano para a vinda do Reino de Deus em sua plenitude. Por isso, oremos mais intensamente: Pai nosso ... Venha o Teu Reino!
Jesus nos ensinou oramos ao Pai dizendo (Mt 6.10): "Venha o teu reino". O reino de Deus é a soberania de Deus. É o estado de coisas no qual Deus é de boa vontade e amavelmente reconhecido como Rei pelas criaturas, pelos anjos e homens.
No Éden o reino de Deus estava sendo executado com perfeição na terra. O homem no Éden, de boa vontade e amavelmente, reconhecia o SENHOR Deus como o seu Rei. Porém, não durou muito tempo esse estado de boa vontade e de reconhecido amável.
O que aconteceu?
O diabo estimulou o homem a se rebelar contra o domínio de Deus. O homem pecou contra o SENHOR Deus. Por causa disso, o coração do homem se tornou rebelde contra Seu Rei. Então, após a Queda em pecado, o reino de Deus desapareceu de sobre a terra.
Satanás, os demônios e os homens rebeldes se aliaram e formaram o reino das trevas. Esse reino é liderado por Satanás que luta contra o domínio de Deus. Assim, desde o Éden, o reino de Deus é atacado e o coração dos homens caídos não se submetem amorosamente a Deus.
Isso não significa que há dois reinos de igual poder: o reino de Deus e o reino das trevas. A Escritura revela que o SENHOR Deus é soberano e reina soberanamente sobre toda a criação.
O SENHOR Deus está sentado acima dos querubins e do Seu trono comanda os reinos da terra. A Escritura revela que o SENHOR Deus frustra os intentos do império das trevas. O SENHOR Deus tem o coração de todos os homens em suas mãos. O SENHOR Deus por seu poder tem mantido uma igreja viva através dos séculos. Apesar da rebelião do diabo e do mundo, o nosso Deus continua a reinar com força e poder (Sl 96).
A vinda de Jesus Cristo faz parte dessa obra de restauração do domínio de Deus sobre a criação. Jesus é o Rei prometido que veio para restaurar o reino de Deus. Jesus Cristo é o Rei Ungido que veio para restaurar o domínio de Deus no coração do homem. Jesus Cristo veio para subjugar toda a criação à vontade de Deus. Jesus Cristo veio para, com Sua obra na cruz, acabar com o império das trevas e implantar o Seu reino, que é o reino de Deus ou reino dos céus.
Jesus Cristo nos ensinou que esse reino está no coração daqueles que reconhecem a majestade, o governo e a soberania de Deus (Lc 17.21). Esse reino é a completa salvação, todas as bênçãos para a alma e para o corpo (Mc 10.25,26). Esse reino se expressa na Igreja que é a comunidade que reconhece Deus como seu Rei (Mt 16.18,19). Esse reino que será o universo redimido (Mt 25.34).
Assim, pela Escritura, então, podemos entender que o reino de Deus é um reino presente, mas que será concretizado plenamente no futuro.
Jesus ordena que oremos pela vinda do reino de Deus. A vinda do reino de Deus e a oração estão ligados. O Senhor quer trazer o reino de Deus usando as orações dos Seus discípulos. Se não fosse assim, então, Jesus Cristo não nos ensinaria a orarmos: “Pai nosso, que estás nos céus ... Venha o teu reino”.
Jesus nos ensinou sempre a buscarmos, em primeiro lugar, o reino de Deus e a sua justiça, confiando que as outras coisas nos serão acrescentadas (Mt 6.33).
Lembre-se, que os hipócritas buscavam, em primeiro lugar, seus interesses nessa terra. Suas orações eram a expressão de seus interesses. Eles não se importavam com o reino de Deus. Na verdade, os hipócritas nem oravam a Deus. Pelo contrário, oravam de si para si e trabalhavam contra o reino de Deus.
Meus irmãos em Cristo, somos filhos de Deus por causa da Fé em Cristo Jesus (Jo 1.12,13). Somos herdeiros do Reino por causa de Cristo. Somos discípulos do Rei Jesus. Por isso, devemos tomar o cuidado para que as nossas orações não sejam semelhantes a dos hipócritas. Em oração não busquemos somente os nossos interesses nessa terra. Em oração pedir os interesses de Deus, a vinda do reino de Deus, a sua soberania em nós e no mundo.
Jesus nos ensinou a orarmos diferentemente dos hipócritas. Jesus nos ensinou a orarmos conforme a vontade de Deus, a orarmos pela vinda do Reino de Deus. É usando as orações da Igreja que o SENHOR tem trazido o Seu Reino sobre nós.
Meus amados irmãos, vamos reformar as nossas orações conforme a Palavra de Jesus. Sendo assim, nesse novo ano de 2011, precisamos tomar o cuidado de priorizarmos a vinda do reino em nossas orações e em nossas vidas.
Nossas orações muitas vezes são cheias de nossas prioridades para essa vida. Mas, precisamos orar mais pela vinda do reino de Deus. Então, precisamos orar para que a soberania de Deus seja reconhecida amorosamente em nossa vida e no mundo.
Amados irmãos em Cristo, precisamos orar a Deus conforme o ensino de Jesus Cristo.
Sendo assim, encerro esse ano de 2010 com uma oração. Convido você, amado irmão em Cristo, a fazer o mesmo: incline sua cabeça e, com o coração sincero e confiante, oremos conforme a Palavra de Jesus:
Pai nosso, que estás nos céus, venha o Teu reino.
Ó Pai, subjuga e domina tudo e todos:
Ó Pai, governa-nos, pela Tua Palavra e pelo Teu Espírito Santo, de tal maneira que nos coloquemos debaixo do Teu domínio cada vez mais! Oramos a Ti para que a nossa velha natureza, com suas paixões pecaminosas, seja mais e mais mortificada pelo Teu poder.
Ó Pai, nós a Ti oramos para que Cristo reine em nossos membros, a fim de que, prevaleça em nós a nossa nova natureza em Cristo Jesus.
Suplicamos, também, que Tu protejas a Tua igreja! Guarda o teu povo dos ataques de Satanás, do mundo e de nossa fraqueza humana. Protege-nos, Bondoso Pai: de escândalos, de partidarismos e de heresias. Guarda-nos na comunhão e no amor fraternal que vem de Ti. Rogamos pelas famílias da Tua igreja, para que o SENHOR proteja nossos casamentos e a criação de nossos filhos, os filhos da Aliança. Oramos pelo crescimento espiritual e numérico da Tua igreja. Por isso, Ó Pai, dá-nos mais casamentos entre crentes, dá mais filhos da aliança aos casais do Teu povo e converte o coração de nossos filhos ao Senhor.
Rogamos pela Escola da Igreja. Oramos pela paz interna de nosso país e do mundo!
Oramos, especialmente, pela a obra de Evangelização: do ensino da Palavra e missões. Que o SENHOR Jesus faça crescer o Teu domínio na terra por meio da Pregação da Palavra.
Ó Pai, converte muitos pecadores ao Senhor Jesus Cristo. Que famílias inteiras sejam tiradas do império das trevas, transportadas para o Reino do Teu Filho Jesus e reconheçam a Tua soberania!
Ó Pai Celestial, destrói as obras do diabo, todo poder que se levanta contra Ti e toda conspiração contra a Tua Palavra. Dessa forma, aniquila, SENHOR Deus, com Tua Palavra e Espírito Santo, os governos anticristãos, os sistemas e as filosofias que lutam contra Ti e contra a Tua Palavra. Ó Pai, combate as falsas religiões e as seitas que conspiram contra a Palavra de Deus.
Ó Pai Celestial faz tudo isso até o Dia da volta do Teu Amado Filho Jesus Cristo. Ó Pai, preserva a nossa esperança em Tua promessa fiel e em Tua soberania, para que possamos aguardar esse dia maravilhoso. Esse dia que é o Dia do Senhor, o Dia da vinda do nosso Rei Jesus Cristo. Nesse maravilhoso dia, para Tua Igreja, subjugarás debaixo dos pés de Jesus todos os Teus e os nossos inimigos. Nesse Dia glorioso, o Teu reino será pleno e serás tudo em todos.
Bondoso e Todo Poderoso Pai, nós a Ti oramos: venha o teu reino! Maranata, ora vem Senhor Jesus!
Em Nome de Jesus Te pedimos todas

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O Anúncio do Natal traz esperança ao povo de Deus, pois nos ensina: Uma inimizade imposta, uma divisão definida e uma vitória prometida

Sermão preparado pelo Rev. Adriano Gama para preparação do Natal

Leitura: Gn 3.1-24; Lc 2.8-20

Texto: Gn 3.15

Amada congregação do Senhor Jesus e demais ouvintes,

Estamos no mês de dezembro. Quando chegamos nessa época do ano, então, tudo é luz e cores, presentes, palavras de fraternidade – Isso tudo para anunciar a chegada do Natal.

Até grande parte do mundo não cristão tem recebido essa época como um tempo especial e propício para se pensar no próximo, em esperança para um futuro mais fraterno e melhor entre os homens.

Mas, infelizmente o anúncio do natal não tem sido feito pela igreja cristã, mas pelo o mundo anticristão.

Por isso, o anúncio do natal que ouvimos e vemos tira o significado e importância da anunciação do natal tanto para a igreja como para a humanidade.

Será que o mundo nos ensina por que é importante o natal para o homem?

Por que o natal nos foi anunciado?

Que mensagem o mundo traz às nossas famílias quando nos fala sobre a chegada do natal?

Quais os sentimentos que o natal anunciado pelo mundo produz em nossos corações?

Quando pela primeira vez foi ouvido o anúncio do natal e qual o objetivo desse anúncio?

O que há de importante nessa mensagem para o cristão e para o mundo?

A igreja e o mundo necessitam ouvir o que a Escritura revela sobre o Natal.

A anunciação do Natal que começou a ser contada não pelo mundo anticristão, mas por nosso SENHOR Deus. Um Natal que foi anunciado ainda dentro de um Jardim e não somente em Belém. Um natal anunciado para trazer esperança no meio do sofrimento.

Por isso, para manter a nossa Fé firme, os nossos corações consolados na esperança de salvação, então, anuncio as Boas Novas de Cristo no seguinte tema:

O Anúncio do Natal traz esperança ao povo de Deus, pois nos ensina:

Uma inimizade imposta

Uma divisão definida

Uma vitória prometida

Amados irmãos em Cristo, se desejamos aprender a importância do anúncio do Natal para nós, então, devemos ir para o Livro de Gênesis.

Moisés, pelo Espírito Santo, escreveu ao povo de Deus que havia sido salvo do Egito. Moisés escrevia para um povo que era peregrino, que ainda sofria as durezas da peregrinação nessa terra. Uma terra cheia de inimizade contra a igreja, lutas, sofrimentos, pecado. A igreja que estava sendo desafiava a continuar na esperança da vitória futura.

Então, o Espírito Santo queria fortalecer a esperança da Igreja na Salvação, explicando ao povo os motivos de tanto sofrimento na terra.

Se coloque no lugar de um pai ou de uma mãe israelita dos dias de Moisés, então, seus filhos (criancinhas israelitas) começam a perguntar:

Por que somos peregrinos nessa terra quente?

Por que estamos num deserto?

Por que temos que lutar para sobrevivermos nessa terra?

De onde vem os sofrimentos e dor?

De onde vem tanta violência e morte?

O Espírito Santo em Gênesis 2.4 a 4.26 respondeu essas perguntas. Moisés, pelo Espírito, ensinou como Deus criou o Seu Reino sobre a terra. Depois disso Moisés ensinou o que aconteceu com o Reino de Deus sobre a terra:

A Rebelião da humanidade contra Deus, o SENHOR Deus expulsa o homem do paraíso, Caim assassinando Abel, a maldade de Caim e dos seus descendentes e a continuidade da descendência de Adão e Eva na pessoa de Sete.

Ao ouvir ou ao ler as Palavra de Deus, então, Israel pôde compreender melhor a origem do seu sofrimento e do sofrimento provado pela humanidade. A igreja pôde compreender melhor os seus pecados, compreender melhor toda a inimizade das outras nações contra a Igreja, a diferença da Igreja com os povos da terra.

Mas, o SENHOR Deus anunciou algo mais. O SENHOR anunciou pela primeira a mensagem de esperança para a Igreja e para a salvação do homem perdido.

Essa primeira mensagem de esperança se encontra em Gn 3.15. Assim, em Gn 3.15 temos o primeiro anúncio do natal.

O anúncio do natal não começou em Bélem, mas no Éden.

O primeiro anúncio do natal não foi feito a José ou a Maria, nem aos pastores de Belém, mas ao diabo, a Eva e a Adão no Éden.

Esse anúncio de Gn 3.15 ensinava três coisas à igreja: “inimizade”, “divisão” e “vitória”:

Falar de inimizade na época de Natal pode ser considerado politicamente incorreto. Mas, a realidade é que nunca aprenderemos nem apreciaremos verdadeiramente o anúncio do natal sem começarmos sem falarmos de inimizade.

A Escritura nos fala do natal falando de inimizade. O homem na sua desobediência se aliou com o diabo e se fez inimigo de Deus. Essa aliança aconteceu quando Eva e Adão creram na palavra do diabo e comeram do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal.

Porém, o Todo Poderoso, o SENHOR Deus, quebrou a aliança do homem com o diabo (que possuia a serpente). O SENHOR pôs uma inimizade permanente entre a serpente e a mulher, a descendência da serpente e o descendente da mulher.

Essa inimizade posta por Deus em Gn 3.15 é fruto da soberania de Deus e da Sua graça. O SENHOR Deus não deixou Satanás e o homem tirarem a Sua glória. O SENHOR Deus é soberano e o diabo e o homem são criaturas. O SENHOR Deus revela o Seu poder ao quebrar a aliança do diabo com o homem e ao garantir a salvação.

Como garantir a salvação?

Garantir a salvação, pois nem todos os homens serão amigos do diabo, crerão no diabo e viverão em aliança com Satanás. O SENHOR Deus deixou claro para o diabo que haveria uma parte da humanidade, uma descendência da mulher, que seria mantida em inimizade, hostilidade, rivalidade, antagonismo permanente.

Essa Palavra do SENHOR em Gn 3.15 nos revela também uma divisão imposta pelo SENHOR Deus, pois lemos: “Porei inimizade entre … a tua descendência e o seu descendente”.

O SENHOR Deus dividiu o mundo em duas partes: Os descendentes da Serpente e os descendentes da mulher.

A descendência da Serpente são todos os que permanecem crendo em Satanás: Isso inclui os espíritos que seguiram Satanás (demônios) e todos os seres humanos que mantêm-se incrédulos ao evangelho de Cristo e dão crédito a mentira.

Então, essa descendência da serpente não é carnal, mas espiritual. Podemos dizer isso, pois, a Escritura revela que junto com Satanás vários anjos o seguiram. Também, a Escritura mostra que Jesus Cristo chamou os judeus, que não creram nEle e o odiavam, de “filhos do diabo” (Jo 8.44).

Agora quem é a descendência da mulher?

São aqueles que, pela graça de Deus, creram e foram preservados na verdadeira Fé. É a igreja de Deus formada por aqueles que, pela graça de Deus, desde do início da humanidade têm confiado na Palavra de Deus, por exemplo: Adão, Eva, Abel o primeiro martir, a descendência que seguiu por Sete, Noé, Abraão, Isaque, Jacó, Judá; e no Israel que confiava no SENHOR.

O ensino da Palavra de Deus sobre as duas descendências, sobre a inimizade entre essas descendências, sobre a divisão definida na humanidade, poderia ser entendido por qualquer criança pequena de Israel como a luta e sofrimento, fruto da guerra do diabo e do mundo contra Deus e; que a igreja, pela graça e soberania de Deus, e mediante a Fé, gozava do amor e da amizade graciosa de Deus.

As crianças de Israel poderiam entender melhor a circuncisão e todas as leis que mostravam a diferença que havia entre Israel e os povos estrangeiros. A igreja de Israel poderia entender a graça de ser uma propriedade especial dentre todos os povos da terra.

É muito importante os pais da Igreja de nossos dias aproveitarem a época do natal para ensinar Gn 3.15 aos seus filhos:

Seus filhos são membros do povo de Deus. Por isso, nessa essa época que o mundo fala de irmandade e fraternidade independente da Fé, um mundo de igualdade e unidade fora de Cristo e sem Deus, então, apresente aos seus filhos Gn 3.15, que é o primeiro anúncio do natal.

Nossos filhos necessitam aprender, especialmente nessa data, que o diabo e o mundo caído são seus inimigos. E que eles querem ganhar o nosso coração e nos destruir. E isso há muito tempo.

Use o anúncio do natal em Gn 3.15 para falar que Deus separou os filhos dos crentes dos filhos dos incrédulos. Assim os pais podem aproveitar para falar da soberania de Deus, da graça, da salvação pela fé e do batismo infantil. Esse batismo é a circuncisão no Novo Testamento e o selo da promessa que nossos filhos foram separados do mundo inimigo de Deus.

Amados irmãos, o anúncio do natal em Gn 3.15 é para manter viva a esperança da Igreja na vitória prometida. O SENHOR Deus disse a velha serpente: “Este [descendência ou descendente da mulher] te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”.

Moisés ensina que um representante da raça humana ferirá mortalmente o diabo e o derrotará. O povo, apesar do muito sofrimento, podia ter esperança que a vitória seria certa, pois o descendente da mulher ferirá a cabeça da serpente.

Israel no deserto e durante toda sua história podia ter a certeza que a igreja venceria, pois a vitória foi prometida pelo SENHOR. Essa vitória prometida é a boa notícia, ou seja, o Evangelho anunciado aos nossos primeiros pais, aos patriarcas, a igreja no deserto e a igreja de hoje.

Agora a vitória prometida custaria um preço.

A serpente ferirá o calcanhar do descendente da mulher.

O Espírito ensinou a Israel em Gn 3.15 que a vitória vem por meio do sofrimento alheio. Claro que os sofrimentos de Israel eram parte da luta do diabo contra o descendente da mulher. Mas, não seria o sofrimento de Israel que venceria o diabo. A salvação de Israel viria do SENHOR, do descendente da mulher que sofreria pela vitória da Igreja.

O Espírito Santo com Gn 3.15 prepara Israel para receber a Jesus Cristo, o Vencedor prometido.

Jesus Cristo foi anunciado em Gn 3.15?

Sim, claro.

Toda a Escritura fala de Jesus Cristo. E a passagem claramente nos fala de Jesus Cristo, pois, nos fala do descendente da mulher que vencerá o diabo e dará a vitória à igreja.

Nas genealogias nos Evangelhos aprendemos que Jesus Cristo é o descendente de Adão e Eva. Aprendemos que Ele nasceu de uma mulher: a virgem Maria. Jesus nasceu como o Servo sofredor:

Aprendemos que Jesus Cristo sofreu as limitações de um corpo debaixo das consequências do pecado. Aprendemos que Jesus sofreu por causa da fúria do diabo e do mundo contra ele: Herodes tentou matar o menino Jesus, o ódio do mundo e dos judeus contra Ele. No Evangelho aprendemos sobre a morte maldita de Cristo na cruz e acerca do seu sepultamento dentre os mortos.

Toda humilhação e sofrimento de Jesus Cristo nessa terra revelam que Ele foi “ferido” no seu calcanhar. Esses sofrimentos foram feitos por causa das obras do diabo. Nesse sentido Jesus estava sendo ferido pelo diabo.

Mas, Jesus Cristo foi ferido para desfazer as obras do diabo. Na cruz Jesus venceu o diabo e pagou a Deus o preço para resgatar filhos para Deus. Foi na cruz que os principados e potestades foram humilhados e expostos ao ridículo. Foi na cruz que os nossos pecados foram perdoados. Foi na cruz que o SENHOR Jesus começou o esmagamento da cabeça do diabo.

Esse esmagamento terminará na volta do SENHOR Jesus, pois na Sua volta todos os inimigos de Deus serão colocados debaixo dos pés de Cristo. Nesse Dia que breve vem, o Deus da paz, esmagará Satanás debaixo de nossos pés (Rm 16.20).

Na volta do SENHOR Jesus o primeiro a ser julgado será Satanás (Ap 20.10) e todos os inimigos de Deus serão destruídos (isso inclui a morte). Então, no dia final aquilo que a igreja espera será cumprindo: Deus será tudo em todos. Não haverá mais o diabo, os inimigos de Deus, o pecado, doenças, nem dor e nem a morte. Não havará mais tristeza e lágrimas, pois, Deus enxugará dos nossos olhos todas as lágrimas e provaremos a plenitude da vitória prometida em Gn 3.15.

Concluindo:

O anúncio do natal de Jesus Cristo em Gn 3.15 animava a esperança de Israel. Sendo assim, se foi ânimo para a igreja no Antigo Testamento, quanto mais para nós que provamos da realidade do nascimento, morte, ressurreição e ascensão de Jesus Cristo?

A mensagem do evangelho de Gn 3.15 nos leva a agradecer a Deus pelo nascimento daquela criança em Belém.

Aquele pequeno menino era o cumprimento da promessa de Deus e na sua pessoa estava a boa nova que a inimizade com Deus seria removida com o Seu sangue. Aquela criança trazia nas suas veias o sangue que seria derramado, para nossa vitória sobre Satanás.

Aquela criança tinha em suas veias o Sangue que selaria a paz entre Deus e os seus eleitos, aqueles a quem Deus quer bem.

O Natal anuncia a criança humilde que nasceu em Belém, para nos falar do homem anunciado no Éden e que vencereu na cruz.

Agora pergunto:

Em que você pensa quando ouve o anúncio do natal?

Muitos pensam:

No seu 13º salário, na pintura da casa, na compra de roupas novas ou de um carro, na ceia de natal?

Mas, meu irmão em Cristo, o anúncio do natal não é para nos estimular o consumo e uma vida melhor nessa terra amaldiçoada pelo pecado.

Você não se comporte e viva o espírito do natal mundano, que só ensina você a querer viver um consumo idólatra, uma vida sem Deus e com uma fraternidade com o mundo caído. O natal anunciado pelo mundo não anuncia ao homem: A vitória de Cristo, a derrota do diabo e não diz ao pecador impenitente: Você será morto por Cristo se não se arrepender e confiar somente em Jesus.

Somente a Igreja de Cristo se alegra com o anúncio do natal:

Porque o anúncio do natal, feito conforme a Escritura, renova a nossa esperança na nossa vitória final em Jesus Cristo.

O anúncio do natal feito conforme a Escritura é o anúncio da soberania e graça de Deus em Cristo Jesus, o Vitorioso SENHOR e Salvador da Igreja.

Meus irmãos em Cristo, a igreja no púlpito e em sua vida, especialmente na época do natal, precisa ensinar que a esperança do homem não está baseada na fartura de amigos, nas roupas bonitas no natal, nem uma casa pintada ou uma mesa farta. A esperança da Igreja não está nessa terra.

A esperança do cristão está baseada na Palavra de Deus, que nos anuncia a nossa vitória em Cristo Jesus sobre o diabo, o mundo e o pecado. A esperança do cristão está na promessa da salvação pela Fé somente e na graça de Deus em Cristo Jesus.

Por isso, os cristãos necessitam mostrar ao mundo inimigo de Deus que, pela graça de Deus e pela verdadeira Fé, cremos que Jesus nasceu para cumprir a Palavra de Deus e garantir a vitória da Igreja.

Os cristãos, para glória de Deus, precisam transformar o natal em suas casas uma verdadeira celebração da vitória de Cristo.

Meu irmão em Cristo, aproveite o natal para anunciar a nossa esperança no nosso Senhor Vitorioso: Jesus Cristo. Maranatha, ora vem Senhor Jesus. Amém.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Reforma Protestante do Século XVI: Um Movimento de Deus

Caros leitores,


Coloco para vocês a palestra de abertura do I Encontro da Fé Reformada realizado pela Igreja Reformada do Grande Recife nos dias 28 a 30 de outubro do corrente.

Espero que você seja edificado com essa mensagem e passe a ver a Reforma Protestante do Século XVI como um moviemento de Deus.


Fraternalmente em Cristo,


Rev. Adriano Gama


Reforma Protestante: Movimento de Deus


Introdução:


A minha palestra tem como objetivo levar vocês a olharem a Reforma Protestante do Séc. XVI como um movimento de Deus.

Isso é muito importante para os protestantes no Brasil, pois em nossa nação temos pouco conhecimento sobre o que foi a Reforma Protestante e sobre as consequências da Reforma para a Igreja de Cristo e para o mundo ocidental. No Brasil a educação formal é muito influenciada pelo Catolicismo Romano, pelas idéias do Ilumismo, os conceitos da Revolução Francesa (nenhum Senhor sobre nós) e pela interpretação marxista da história, então, a Reforma é passada como um movimento fruto do Resnascimento, de revolta de um monge alemão, algo onde Deus estava ausente, ou uma revolução social e econômica produzida pela classe burguesa na Europa.

Claro que a Reforma envolveu o Renascimento, a revolta de Martinho Lutero contra o abandono das doutrinas cristãs fundamentais. Claro que a Reforma recebeu muita ajuda da burguesia (não uso de forma pejorativa esse termo). Mas, os cristãos no Brasil precisam olhar a Reforma por meio não das perspectivas, ou conceitos sociológicos e econômicos que colocam o SENHOR Deus fora da História da humanidade.

Os cristãos precisam olhar a Reforma Protestante como um movimento de Deus.

Portanto, para olharmos para a Reforma como um movimento de Deus precisamos reconhecer que Deus é o SENHOR da história.

E para reconhecer Deus como SENHOR da história devemos ir para a Escritura, pois ela é a única regra de Fé e Prática do Cristão.

Segundo a Escritura a história da humanidade não é fruto do acaso, nem da soberania do homem.

A Escritura revela que a história da humanidade está debaixo do domínio de Deus e segue o Plano de Deus. Esse domínio de Deus sobre a história é enfatizado em várias passagens da Escritura:

O SENHOR Deus da história falou pelo profeta Isaías o seguinte (por favor, veja Is 46.8-10):

“Lembrai-vos disto e tende ânimo, tomai-o a sério, ó prevaricadores. Lembrai-vos das coisas passadas da antiguidade: que eu sou Deus, e não há outro, eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade, as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade”

Quando Isaías profetizou essas palavras a Igreja e a humanidade estavam no meio de eventos internacionais catástróficos:

As superpotências da época (Assíria e Babilônia) se enfrentavam em batalhas grandes e terríveis. As nações e os povos estavam sendo abalados por crises políticas, econômicas e militares. A sobrevivência da Igreja, humanamente falando, parecia que iria acabar.

Porém, o profeta Isaías proclamou palavras que mostraram quem era Aquele que estava sobre o controle da História não só da Igreja, mas de toda humanidade.

As palavras do profeta revelam que o Eu Sou estava no controle dos acontecimentos catastróficos que ocorriam no mundo. Era o SENHOR Deus que estava levantando e abatendo os reinos, abalando as nações, colocando reis e tirando reis dos seus tronos, escravizando e libertando povos inteiros.

O SENHOR Deus fala à Igreja uma palavra que revela que Ele é o SENHOR da Igreja e da história da humanidade. Isaías, segundo a Palavra do SENHOR, chamou o povo para lembrar da sua história. O SENHOR chamou o povo a ver que, apesar de todas as catástrofes que estavam acontecendo no mundo e toda a ameaça contra a Igreja, Ele é o Eu Sou, o SENHOR Soberano, que existe por Si Só, um Deus que não pode ser comparado com os falsos deuses das nações pagãs.

Essas palavras são palavras de ânimo para a Igreja.

A Igreja é chamada a confiar que a história da humanidade desde o início está sendo regida pelo Plano de Deus. Um plano, ou, Conselho da Sua vontade, que prevalecerá e que será executado até a consumação dos séculos. Um plano dAquele que controla a criação, a redenção e a consumação da História da humanidade.

Essa verdade que glorifica Deus como SENHOR da história foi exaltada por Nabucodonosor. Nabucodonosor, Imperador da Babilônia, depois de ser humilhado pelo SENHOR Deus, louvou ao Soberano e Altissímo Deus dizendo (Dn 4.36):

“Todos os moradores da terra são por ele reputados em nada; e, segundo a sua vontade, ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes?”

Nabucodonosor reconheceu o poder de Deus sobre toda a criação, pois o imperador louva o Deus que olha para reis e súditos, grandes e pequenos, para homens e anjos, e os considera como nada. Nabucodonosor reconhece que o SENHOR Deus está operando sem ninguém que possa deter esse Deus soberano nem questionar as suas ações.

O Senhor Jesus Cristo ensinou essa soberanina de Deus em diversas partes. Especialmente quando ele ensinou sobre a redenção final e a restauração da Criação.

Jesus Cristo apresentou a Sua vitória sobre Satanás, o mundo caído e o pecado como a execução do plano de Deus (claramente isso é visto nos evangelhos). E saliento as palavras de Jesus em Lucas 24.44:

“A seguir Jesus lhes disse: São estas as palavras que eu vos falei, estando ainda convosco: importava se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos.”

O SENHOR Jesus ensinou que os profetas anunciavam o plano de Deus para redenção da Criação. Esse plano de redenção foi planejado por Deus e está sendo executado na história da humanidade, por isso, as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja de Cristo.

O Apóstolo Paulo exalta essa soberania de Deus em Cristo dizendo em Efésios 1.11:

“nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade, a fim de sermos para louvor da sua glória, nós, os que de antemão esperamos em Cristo”.

E o mesmo Apóstolo Paulo consola a Igreja em Roma dizendo (Romanos 8.28):

“Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”.

Assim, o Espírito Santo na Escritura tem ensinado a Soberania de Deus na história da humanidade, pois todas as coisas trabalham juntas para que o plano redentor do SENHOR seja executado nos seus mínimos detalhes.

Foi conforme esse plano que Deus prometeu o Salvador em Genesis 3.15, que nasceria da mulher para ferir a cabeça da Serpente e redimir a Criação.

Foi conforme esse plano que o SENHOR Deus anunciou a Abraão a posse da Terra de Canaã (Gn 15);

Foi conforme esse plano que o SENHOR enviou o Seu povo para o Egito e o libertou para depois libertá-lo da escravidão. Conforme o decreto de Deus o SENHOR estabeleceu a monarquia e anunciou o Reinado de Davi que era uma sombra do Rei Jesus Cristo. Pelo plano soberano de Deus os cativeiros aconteceram e o retorno de Israel a sua terra aconteceu. Foi conforme esse plano que Jesus Cristo, veio na plenitude do tempo, nascido de mulher e sob a Lei, para resgatar o Seu povo do pecado deles. O Apóstolo João, na ilha de Patmos, viu a execução desse plano e temos suas visões no Livro de Apocalípse.

A Escritura revela que a história da humanidade está debaixo do controle de Deus. Por isso, Ele anuncia desde o início o que acontecerá. Por isso, a Igreja pode olhar para cada evento na história da humanidade como o desenrolar do Plano Redentor de Deus para Sua criação.

Essa é a crença judaico-cristã, pois essa é a revelação da sagrada Escritura do Antigo e do Novo Testamento. A revelação da Escritura não desconecta o SENHOR Deus da criação nem da história da humanidade. Porém, a Escritura revela um Deus que intervem e guia o mundo conforme o Conselho de Sua soberana vontade.

Lembro nesse momento as palavras de Benjamin Warfield, um teólogo presbiteriano, que disse palavras que mostram a soberania de Deus na história:

“Na infinita sabedoria do Senhor de toda a terra, cada evento se realiza com precisão no seu próprio lugar, no desdobramento do seu plano divino. Nada, por pequeno e estranho que seja, ocorre sem estar prescrito, ou em sua particular adequação ao seu lugar, na realização do seu propósito; no fim de tudo, será manifestada a sua glória e aumentado o seu louvor.

Está é a filosofia do Universo, tanto no Velho como no Novo Testamentos, uma visão do mundo que alcança unidade num absoluto decreto, ou propósito, ou plano do qual tudo o que acontece é apenas o seu desdobramento no tempo”.

Essas palavras você não vai aprender nas escolas e universidade de hoje. A acadêmia moderna coloca Deus fora da história. Por isso, dentro do currículo escolar de a história é apresentada como a soma de eventos frutos do acaso e cujo o fator determinante é a vontade do homem.

Essas palavras você não ouvirá na maioria dos púlpitos de nossos dias, pois a maioria dos púlpitos ensinam um Deus que não é soberano, que tem um plano estabelecido por Ele, mas um plano que se alinha as escolhas dos homens. Na maioria das denominações Deus depende dos crentes decretarem a derrota aos demônios para que a vitória da Igreja aconteça.

Entenda que qualquer abordagem da história que retire Deus de cena ou minimize a soberania de Deus na história, não é uma abordagem cristã, pois não honra a Glória da Soberania do Deus que é Senhor da história.

Por isso, os cristãos no Brasil precisam manter seus olhos e ouvidos atentos para o que a Escritura revela sobre a soberania de Deus.

Não devemos ter receio de dizer, com base na Escritura, que os eventos na história da humanidade obedecem um plano determinado por Deus, que é santo, sábio e perfeito em tudo que faz.

Possa ser que eu não entenda por que ocorreu a queda dos anjos e a queda de Adão no Éden. Possa ser que não entenda o que ocorre na história da minha vida, ou do meu país ou do mundo. Mas, o que, pela verdadeira Fé, aceito é que Deus é soberano, que todas as coisas ocorrem segundo o seu Conselho, segundo o propósto da Sua vontade, que todas as coisas cooperam para o bem dos seus eleitos, que esse Plano de Deus desde a eternidade vem sendo executado e que na consumação dos séculos, então, tudo e todos glorificarão a Deus Pai e ao Senhor Jesus Cristo.

Podemos cantar o Salmo 46.1-3,8-11:

“Deus é nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações. Portanto, não temeremos ainda que a terra se transtorne e os montes se abalem no seio dos mares; ainda que as águas tumultuem e espumejem e na sua fúria os montes se estremeçam. … Vinde contemplai as obras do SENHOR, que assolações efetuou na terra. Ele põe termo à guerra até aos confins do mundo, quebra o arco e despedaça a lança; queima os carros no fogo. Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus; sou exaltado entre as nações, sou exaltado na terra. O SENHOR dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio”.

Somente aqueles que, pela verdadeira Fé, crêem em Deus como SENHOR da história podem cantar com o coração esse Salmo. Pergunto a você:

Você crê que Deus é o Soberano, o Todo Poderoso?

Você crê que Deus é o SENHOR da história da humanidade?

Você crê que a história é o desenrolar da vontade soberana de Deus?

Você crê que o SENHOR Deus desde a eternidade tem executado um plano perfeito e bom?

Você tem glorificado ao SENHOR Deus por tudo que tem acontecido na história de sua vida, do seu país e do mundo?

Se reconhecemos a Deus como SENHOR da história, então:

Não tenha medo de dizer isso, mesmo diante de um mundo que tenta retirar Deus da vida do homem, que tenta destronar o SENHOR Deus como o regente da história da humanidade.

Não temeremos glorificar ao SENHOR Deus, dizendo que Deus é Senhor da História mesmo quando as crises e catástrofes estão varrendo o mundo incrédulo.

Dessa forma, consequentemente, não podemos olhar para a Reforma como um movimento de revolta de monges da Alemanhã, ou de uma classe social revoltada, ou de intelectuais universitários ou coisas parecidas. Não temos como retirar a autoria de Deus do evento histórico chamado Reforma Protestante.

A Reforma foi um movimento que estava no plano de Deus, para retirar a Igreja Cristã das profundas trevas de superstição, da ignorância da verdade, do pluralismo teológico, da corrupção dos homens e do desvio das verdades reveladas na Escritura.

Reconhecendo a Glória de Deus como o Senhor da história, então, reconheceremos que o Renascimento, o desenvolvimento teológico, as crises fora e dentro da Igreja, o crescimento da religião popular na idade média, as insatisfações com a corrupção do clero, as descobertas e a expansão marítimas, as mudanças no pensamento econômico, a adesão da burguesia aos pensamentos dos reformadores eram fermentos lançados conforme o plano de Deus, para o surgimento de uma grande Reforma na Sua Igreja e que tem influenciado o mundo ocidental até hoje.

Uma Grande Reforma que levaria a Igreja de Cristo a glorificar SOMENTE a Deus.


Conclusão:


Por isso, de entre todos os movimentos na História da Humanidade após pentecostes, a Reforma de modo especial pode ser destacada como um movimento de Deus. Pois:

Foi a Grande Reforma que levou a Igreja de volta à Escritura: A Escritura antes da Reformada tinha deixado de ser a única regra de Fé e Prática dos cristãos. Os decretos da igreja, a tradição da Igreja e a superstição popular tinham se tornado autoridades junto ou superior a Escritura. Mas, a Reforma restaurou a Escritura como a Única Regra de Fé e Prática do cristão.

Essa ênfase na autoridade suprema da Escritura levou os homens a Glorificarem Somente a Deus, que se revela na Sua Palavra.

Foi a Grande Reforma que, com base na Escritura, enfatizou que somente ao SENHOR Deus devemos dar a Gloria na pregação, na salvação, no culto, na igreja e na evangelização.

E oramos ao SENHOR Deus para que toda essa verdade que mostra a Reforma Protestante como movimento de Deus, seja mostrada a vocês nessas três noites do nosso I Encontro da Fé Reformada no Recife.

O nosso objetivo com esse I Encontro não é fruto de um saudosismo histórico e que somente nos leve a ver um período glorioso da história da humanidade. O nosso objetivo é que toda a sua vida e seja movida para o alvo que o SENHOR Deus, em Cristo, destinou para você que é: conhecer a Deus corretamente, ama-lO de coração, e viver com Ele em eterna felicidade para O louvar e glorificar”. Esse alvo de Deus foi ensinado pelos reformadores e tem sido confessado pelas igrejas de Cristo da época da Reforma e que ainda hoje existem.

Oro para que o SENHOR Deus, Senhor da história, com a verdade da Palavra de Deus e pelo poder do Espírito Santo, mude a história de sua vida que veio para esse encontro.

Que o SENHOR Deus faça, por Sua graça e poder, um verdadeiro movimento de reforma no seu coração e na sua Igreja, a fim de que você dê somente ao SENHOR toda glória e busque somente a glória dEle em todo seu viver.

Creia no SENHOR Deus que tem revalado o Seu poder na história, especialmente, na Reforma Protestante que foi um grande movimento de Deus, para a glória do Seu nome. Amém.