sexta-feira, 17 de julho de 2009

Somos justificados somente pela Fé, independentemente de obras

Sermão preparado pelo Rev. Adriano Gama na doutrina bíblica exposta no Dia do Senhor 24 do Catecismo de Heidelberg

Texto: Dia do Senhor 24
Leitura: 143.2; Sl 32.1; Rm 4.1-8


Amada Congregação de Jesus Cristo e demais ouvintes,

O Apóstolo Paulo escreveu a Carta Aos Romanos para instruir à igreja em Roma na Doutrina da Salvação. E a igreja em Roma era composta de membros judeus e não judeus (gentios) que abraçaram a Fé em Jesus Cristo.
A Carta tem três grandes divisões: A primeira fala de nossa miséria e pecado em Adão, a segunda sobre nossa salvação em Cristo do pecado e da miséria, a terceira sobre nossa gratidão a Deus pela salvação graciosa em Cristo. O Catecismo de Heidelberg seguiu essa mesma divisão.
E a passagem que lemos fica na segunda divisão de Romanos. O Apóstolo Paulo instrui sobre como Deus justifica o homem em Cristo. E o Apóstolo, pelo Espírito Santo, enfrentou com essa doutrina duas heresias que estavam tentando acabar com a Igreja: O legalismo dos judeus; e a libertinagem dos libertinos.
Os judeus, como “bons” judeus, vangloriavam-se diante dos cristãos não judeus por sua descendência, pela circuncisão e pelas promessas pactuais que aos judeus haviam sido dadas na Antiga Aliança. Os judeus achavam que a salvação era de Israel e a justificação diante de Deus era uma obra humana.
Por isso, os judeus caluniavam o Evangelho da Justificação pela fé somente, humilhavam os gentios como um sub-povo. Este ataque intimidava a igreja e poderia levar os judeus e gentios cristãos a desfalecer na fé.
Do outro extremo estavam os libertinos, que eram membros da igreja cristã de origem gentílica (não judeus), falavam e viviam contra a Lei de Deus resumida nos Dez Mandamentos. Achavam que uma vez em Cristo o cristão podia viver em pecado, para fazer abundar a graça de Deus mais e mais em sua vida. Esta libertinagem e não aceitação da Lei é chamada de antinomismo.
E a igreja de Cristo no meio desse tiroteio entre judeus e libertinos tem que ser defendida com a Verdade acerca da justificação que é pela fé somente sem auxílio das obras humanas. E Paulo, pelo Espírito Santo, vai usar a doutrina da justificação pela Fé tanto para desmentir o legalismo dos judeus como a libertinagem dos libertinos, ou, antinomistas.
E, meus amados irmãos em Cristo, para a glória de Deus, da Sua doutrina e a integridade da Sua igreja proclamo a todos o mesmo Evangelho pregado pela Escritura do Antigo e Novo Testamento no seguinte tema:

Somos justificados somente pela Fé, independentemente de obras

1. O exemplo de Abraão
2. A declaração de Davi

1. Somos justificados somente pela Fé, independentemente de obras: O exemplo de Abraão


Meus irmãos em Cristo e demais ouvintes, o Apóstolo defende a igreja da heresia dos judeus, usando a Escritura do Antigo Testamento que era reconhecida pelos judeus que odiavam o Evangelho da Graça de Cristo que Paulo pregava. E o Apóstolo começa com o patriarca Abraão (v.1). E qual a importância de Abraão nessa história?
Ora, Abraão era o pai carnal dos judeus, todos judeus descendiam dele. Abraão foi aquele que havia recebido a Promessa de Deus, o sacramento da circuncisão e era por meio de Abraão e seu descendente que os povos da terra iriam ser abençoados. Por isso, Abraão era tão estimado pelos judeus e um dos motivos de vanglória para eles diante dos gentios (não judeus). E (veja o v.1):
Paulo começa a ensinar sem negar a sua descendência judia, pois chama Abraão “nosso pai segundo a carne”, ele mostra o Evangelho da graça de Deus não anula sua ligação carnal com Abraão e com as promessas pactuais. Mas, não somente isto … .
O Apóstolo Paulo, quer provar a todos que a doutrina por ele ensinada tem base na Escritura recebida pelos judeus e que não é estranha a experiência de vida do pai carnal deles, daquele em quem eles se gloriavam, Abraão.
Paulo estava dando uma cutucada forte na consciência dos judeus. O Apóstolo diz que eles, que tanto se orgulhavam de serem filhos de Abraão, não seguem a Fé de Abraão. Paulo estava como que acusando os judeus de serem filhos desobedientes e desviados do ensino do Deus da Aliança e daquilo que seu pai cria e vivia em fidelidade.
Então, o Apóstolo Paulo pergunta (v.1): O que foi que Abraão achou? A resposta a pergunta é: a justiça de Deus. Os judeus ensinavam que Abraão havia achado justiça, ou seja, tinha sido justificado por suas obras e não pela fé somente. E a pergunta do Apóstolo vai dizer que isto não é totalmente verdade.
Meu amado irmão em Cristo e demais ouvintes, em certo sentido é verdade que Abraão havia achado justiça pelas obras. E em que sentido é verdade? No sentido terreno, isto é, diante dos homens.
Se você ler Gênesis verá Abraão obedecendo Deus, deixando a sua terra e a sua parentela, e indo para uma terra que Deus o havia revelado. Verá Abraão obedecer o mandamento de Deus, circuncidando os seus. Observará Abraão obedecendo a Deus ao ponto de ir sacrificar o seu filho Isaque. A justiça de Abraão foi vista pelos homens e, neste sentido, podemos dizer que foi justificado pelas obras e não somente pela Fé.
O Espírito Santo fala nesse mesmo sentido nas palavras de Tiago (veja por favor Tg 2.18-24). Tiago, pelo Espírito Santo, fala da justificação de Abraão diante dos homens. Abraão em sua obediência a Deus mostrava uma fé viva em Deus. Por isso, não há contradição entre as Palavras de Deus ditas por Paulo e por Tiago nas suas cartas.
E sabe por que não há contradição entre Paulo e Tiago? Porque Paulo afirma (veja o v. 2): “Porque se Abraão foi justificado por obras, tem razão de se gloriar, porém não diante de Deus.
Meu amado irmão em Cristo e demais ouvintes, se você nunca assassinou ninguém, então, você tem toda razão de dizer diante dos homens: Sou justo, pois não sou um assassino! Nesse sentido você está coberto de razão diante dos homens. Mas, será que diante de Deus você pode dizer o mesmo? … Se você tem dúvida vamos ler 1 Jo 3.15: “Todo aquele que odeia a seu irmão é assassino; ora, vós sabeis que todo assassino não têm a vida eterna permanente em si”. João, o Apóstolo, repete aqui o que ele aprendeu de Jesus Cristo (veja em casa Mt 5.21-26)!
Meu amado irmão, você pode ter alguma razão de ser considerado justo diante dos homens, MAS NÃO DIANTE DE DEUS! O Apóstolo Paulo fala isto apontando para Abraão, o pai carnal dos judeus orgulhosos. Os judeus deveriam entender que diante de Deus a situação de todos os homens, isto inclui Abraão, é “não há justo, nem um sequer” (vamos ler Rm 3.10-18).
Em resumo: Os judeus deviam entender que pela Lei Deus impossibilitou o homem de ser justo diante de Deus com auxílio de obras e méritos humanos, na lei Deus revela que (veja Rm 3.23): “Todos pecaram e carecem da glória de Deus”! Os judeus deveriam entender que Deus é justo e justificador daquele que tem Fé em Jesus (Rm 3.26).
Sendo assim, meu amado irmão e demais ouvintes, pergunto a você: Se não há um justo sequer, um que não faça o bem, se todos pecaram e carecem da glória de Deus, então, como Abraão por si e por suas obras poderia ser justos aos olhos de Deus? Por que a Escritura diz que Deus é justo e justificador daqueles que tem fé em Jesus Cristo?
Por isso, o Apóstolo fala que “se Abraão foi justificado por obras, tem razão de se gloriar, porém não diante de Deus! E no verso 3, o Espírito Santo diz: “Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça! Justiça diante de Deus pela Fé sem o auxílio das obras!
E a Igreja de Deus confessa no dia do Senhor 24 essa justificação pela Fé independentemente de obras, pois a igreja confessa a incapacidade de nossas boas obras em nos justificar diante de Deus (veja o Catecismo, Dia do Senhor 24, P e R. 62).
Meu amado irmão em Cristo e demais ouvintes, por acaso a Escritura revela que Deus deve a salvação a aqueles que não bebem, não fumam, não adulteram, não assassinam, não roubam, ou seja, Deus por causa de obras deve o perdão e, consequentemente, a justificação a algum homem?
Se alguém tem dúvida então leia, por favor, os vs. 4 e 5 para responder essa pergunta. … Agora, com base no Evangelho, responda: Deus deu a justificação a Abraão como um salário por seu fiel trabalho? O Apóstolo diz não! A justiça que Deus atribuiu a Abraão é um dom da Sua graça que vem mediante a Fé independente das obras!
Esse é o Evangelho da Escritura exemplificado pelo Espírito Santo na vida de nosso Pai Abraão. Esse é o Evangelho da Graça de Cristo e que você deve crer para sua salvação em Cristo.
O diabo e os homens orgulhosos (judeus, pelagianos, semi-pelagianos e os arminianos) lutaram e lutam contra esse Evangelho e contra a pregação dele. Por isso, os hereges na história da Igreja corromperam e corrompem o Evangelho, para iludir a muitos com a mesma doutrina dos judeus ou com a mentira de uma salvação que é fruto das boas obras junto com a graça de Deus!
O Espírito Santo na Escritura mostra o exemplo de Abraão e diz: “Porque se Abraão foi justificado por obras, tem razão de se gloriar, porém não diante de Deus. E o Apóstolo conclui: “Mas, ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça”.
Isto é visto no testemunho de Abraão e ouvido no Salmo de Davi. Vamos para o segundo ponto.

2. Somos justificados somente pela Fé, independentemente de obras: A declaração de Davi (vs. 6-9)

Os Salmos são os cânticos inspirados por Deus. E dentre esses cânticos encontramos a Palavra de Deus saindo da boca do Seu Povo, para expressar os mais ricos e precisos louvores de gratidão pela salvação.
E o Apóstolo usa o mesmo Salmo 32 que cantamos, para mostrar a tremenda felicidade “do homem a quem Deus atribui justiça, independentemente de obras (veja o v. 6).
E note que pelas palavras do Apóstolo o ato de Deus atribuir justiça significa a não imputação de pecado pela uma ação da graça de Deus. E o Apóstolo mostra essa verdade na Declaração do Rei Davi de quem Israel esperava o Messias, que é Jesus Cristo. … Mas, não somente isto:
Davi tinha caído em pecados feios: adultério e assassinato! Mas, o Salmo 32 mostra que Davi era um homem que, pelo Espírito Santo, confiava na justificação pela Fé sem o auxílio de obras, pois diz: “bem-aventurados aqueles cujas iniquidades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos; bem-aventurado o homem a quem o Senhor jamais imputará pecado”!
Meu amado irmão, Somente quem confia no Evangelho da justificação pela Fé independentemente de obras pode louvar a Deus dessa forma! Deus revelou a Davi que ele não podia confiar sua felicidade em suas obras e, que é Deus quem dá ao homem a justiça da Fé!
Meus amados irmãos em Cristo, o homem só pode ser feliz quando descobre que a sua justiça diante de Deus não depende das suas boas obras! Neste momento pergunte no seu coração:
Qual a fonte da minha felicidade? Qual o motivo de eu viver feliz nesta vida? Qual o motivo de eu estar neste culto cantando alegremente os Salmos e adorando a Deus? São as minhas obras ou o perdão gracioso mendiante a fé somente?
O cristão responde pelo Evangelho: A fonte da minha felicidade é saber que pela Fé, independente de obras tenho meus pecados perdoados e escondidos dos olhos de Deus! Minha alegria e motivo de adoração é que o “Senhor jamais imputará, atribuirá, contabilizará, pecado a mim! … A minha alegria é que isto é um dom de Deus que recebi somente mediante a Fé em Cristo Jesus! Essa é a fonte da alegria e consolo do povo de Deus de todas as épocas, que podemos ouvir e cantar nos Salmos. Glórias somente ao Senhor Deus e ao Seu Cristo!
Agora, amado irmão e demais ouvintes, o homem orgulhoso odeia a expressão “Deus atribui justiça, independentemente de obras (v. 6c). E o que o homem orgulhoso faz para negar essa verdade? Tenta argumentar, apontando para a recompensa prometida na Escritura para nossas boas obras.
E Deus promete recompensar nossas boas obras? Sim, Deus promete isso em diversas partes da Escritura (por exemplo veja em casa Ap 22.8-15)! … Mas, você lendo as promessas de recompensa pergunte ao orgulhoso: Essa recompensa é por mérito ou é um dom da graça de Deus? Como assim? …
Abra, por favor, Efésios 2.10 e leia. Segundo esse texto as boas obras são dons de Deus em nossas vidas (Deus preparou de antemão para que andássemos nelas). Então, veja que quando Deus promete abençoar as nossas obras, na verdade, Ele está sendo DUPLAMENTE ABENÇOADOR, pois Deus preparou as boas obras para nós, Ele nos faz andar nelas, Ele nos promete nos abençoar por praticar as obras que Ele, por graça, fez para que nós andássemos nelas!
Meu irmão em Cristo, quando Deus recompensa nossas boas obras Deus está coroando, recompensando a Sua própria graça em nós! Veja como o Seu Deus em Cristo é SUPREMAMENTE GRACIOSO! E a igreja crê nesse Deus que é supremamente gracioso quando confessa o que está escrito no Catecismo, P e R. 63.
Mas, meus irmãos, quando falta argumentos para provar a mentira, o homem orgulhoso usa a calúnia! E os judeus fizeram isto com o Apóstolo e contra o Evangelho da justificação pela Fé (veja o Rm 3.8). Saiba, que enquanto a igreja pregar o Evangelho da justificação pela fé sempre será caluniada de incentivar o antinomismo, ou seja, uma vida de libertinagem. Esse fato faz a igreja confessar o que está escrito no Catecismo, Pergunta e Resposta 64.
Amados irmãos, a calúnia dos homens orgulhos é desmentida quando se mostra o ensino do Apóstolo em Rm 6.1,2. … Leu essa passagem? Por acaso, essa passagem ensina a você que “uma vez salvo, salvo para sempre viver em pecado? As palavras do Apóstolos ensinam você a viver uma vida descuidada e ímpia na Igreja? De modo nenhum!
Saibam todos: Aqueles que foram enxertados em Cristo mediante a Fé NÃO vão viver vidas entregues ao pecado, pois “É impossível que os que são enxertados em Cristo pela verdadeira fé não produzam fruto de gratidão!
Meus irmãos em Cristo, a verdadeira Fé, é obra do Espírito Santo, por isso, frutifica em nossas vidas levando o cristão a uma nova vida, uma vida de libertação do pecado (veja Rm 6.4-6). Essa verdadeira fé leva você a fazer por amor a Deus as boas obras e não por amor a você mesmo ou por medo de ser condenado por Deus! Essa verdadeira Fé é viva e atua pelo amor!
Saibam que é uma calúnia terrível e abominável dizer que você pela justificação pela fé tem um passaorte para se entregar aos seus desejos carnais! E se dissermos que a justificação pela fé é um passaporte para uma vida descuidada e ímpia, então, fazemos de Jesus Cristo o ministro do pecado! Isto é blasfêmia maldita!
O chamado de Deus para aqueles que entenderam o Evangelho da justificação pela Fé sem auxílio das obras é viver como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus. Este viver é uma consequência da gratidão por entender que seus pecados foram perdoados por pura graça, somente pela Fé em Cristo sem o auxílio de obras!
Meus irmãos e demais ouvintes, depois de ler e ouvir estes texto você acha que a doutrina da justificação pela Fé independente das obras pode levar o homem a ser confiante em suas obras e descuidado e a ter uma vida de impiedade? Não, de modo nenhum!

Conclusão:

Meus amados irmãos, você como filho de Deus pela Fé em Cristo deve fugir e repudiar os extremos do legalismo e da libertinagem. Permaneça firme confiado que a justificação é pela Fé independentemente de obras e praticando uma viva de santidade.
E chamo atenção para que você não deixe os homens orgulhosos e o diabo serem ajudados a manchar a doutrina bíblica pregada hoje aqui. Por isso, chamo a você a notar se dentro da igreja há libertinos que promovem escandalos entre os irmãos e entre os de fora da igreja.
Se você conhece membros que estão em libertinagem você tem o dever de aplicar Mateus 18 e chamar os presbíteros para corrigir a vida desses irmãos libertinos, para que eles sejam levados ao arrependimento.
Agora, digo para você que deseja viver uma vida piedosa: Meu amado irmão, não deixe o diabo encher seu coração de tristeza por causa de um pecado que você cometeu e já foi perdoado. Também não fique triste por que: você não tem dinheiro, um bom emprego, uma família, um cônjuge crente, uma namorada ou namorada!
Pecado e a falta dessas coisas entristecem de verdade, mas você pela Fé em Cristo, tem O motivo de viver eternamente FELIZ: Deus, em Cristo, mediante a Fé, declarou você justo e “jamais imputará pecado a você! Essa é uma promessa do Evangelho que Abraão provou, que Davi declarou e que o Apóstolo pregou e que Cristo sela a você nos Sacramentos!
Veja a Santa Ceia que será servida a você. Note que na Ceia Deus chama você a fixar seus olhos em Jesus Cristo o Autor e Consumador da Fé e se alegrar sempre no SENHOR!
Meu amado irmão, Deus chama você a cantar o Salmo 32 e Ele convoca você a cear sabendo que pela Fé em Cristo nada mais pode condenar você, pois pela Fé em Cristo independente de obras, Deus jamais imputará pecado aos Seus eleitos, Deus considera você um justo. Amém.

Um comentário:

Anônimo disse...

"O chamado de Deus para aqueles que entenderam o Evangelho da justificação pela Fé sem auxílio das obras é viver como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus.", com essas palavras há uma contradição em tudo o mais dito, pois viver como sacrifício vivo não é viver mediante a vontade de Deus de sermos corretos e justos para com ele? Como viver sem obras? Fazer o bem sem olhar a quem, não mediante troca, porque a salvação não é uma troca, mas viver na fé é fazer o bem. Não adianta matar, roubar, enganar, trair, e ter fé em Deus.
Assim estaremos coniventes com os homicidas e suicidas com bombas que matam em nome de Deus, eu creio em Deus e meus atos exprimem minha fé.
marcella.lacerda@bol.com.br