quarta-feira, 26 de março de 2008

Pregação no Catecismo: Uma prática reformada antiga e edificante

Introdução:

Uma das coisas que chama muito a atenção na prática reformada é a exposição de sermões que têm como texto as divisões do Catecismo de Heidelberg. Essa prática muitas vezes não tem sido bem compreendida e bem recebida por muitos até mesmo nos meios reformados.
Este breve artigo tentará lançar luz sobre a prática reformada de se fazer pregações usando como texto as divisões do Catecismo de Heidelberg.
Este artigo tem a finalidade de fazer você compreender a origem, os motivos e o proveito desta prática tão antiga e edificante para as igrejas de Cristo que a adotaram.

Uma antiga prática reformada

A pregação no Catecismo é algo que está bem ligado à história das igrejas herdeiras da Reforma do Séc. XVI.
Os reformadores escreveram vários catecismos que foram usados para instrução, especialmente, dos jovens das suas igrejas.
O grande reformador João Calvino (1509-1564) tinha o costume de ensinar o catecismo na Igreja de Genebra (Suíça). Ele requeria dos pais trazerem seus filhos a estas aulas e a atenderem as instruções do Catecismo.
O Livro de Ordem da Igreja de Genebra estabeleceu que as instruções do Catecismo de Genebra deveriam ser feitas “na presença da Igreja”. Desse modo, a instrução no Catecismo passou a ser usada na pregação. Em Londres como em Heidelberg havia uma prática semelhante à de Genebra.
As Igrejas Reformadas da Holanda no Século XVI assimilaram essa prática de outras igrejas reformadas e luteranas do exterior, que já praticavam a exposição do Catecismo em seus cultos.
Na Holanda as pregações no Catecismo tiveram início no ano de 1566. O Rev. Pedro Gabriel foi quem começou pregando a cada domingo, no culto da tarde, o Catecismo para sua congregação em Amsterdã.
Com o passar do tempo essa prática foi sendo estabelecida oficialmente através dos sínodos de Dort nos anos de 1574 e 1578. Contudo, é no sínodo de Gravenhage no ano de 1586 que encontramos, no Art. 61 do seu Livro de Ordem (Regimento), a primeira decisão sendo formulada e definida como uso oficial, para a prática de pregações no Catecismo dentro das Igrejas Reformadas na Holanda.
Porém, com o passar do tempo e pelo advento do arminianismo na Holanda, a prática de expor o Catecismo foi sendo negligenciada e combatida. Por isso, este assunto foi colocado também como ponto de pauta no Grande Sínodo de Dort do ano de 1618-19.
A decisão do Grande Sínodo de Dort de 1618-19 foi reiterar a decisão do sínodo em Gravenhage de 1586 e assim resguardar o uso das pregações no Catecismo para o bem das igrejas. Isto pode ser visto no Art. 68 do Regimento aprovado pelo Grande Sínodo de Dort, que praticamente é uma repetição do artigo 61 do Livro de Ordem adotado em 1586.
A prática de pregações no Catecismo no Brasil também não é nova. Nos anos da dominação holandesa (1630-1654), o Nordeste do Brasil conheceu a prática da pregação no Catecismo por meio do trabalho missionário das Igrejas Reformadas da Holanda em solo brasileiro.
As igrejas fruto dessa obra missionária no Brasil guardavam o Regimento adotado pelo Sínodo de Dort nos anos de 1618-19. Isto garantiu que os crentes desse período áureo de nossa história pudessem ser edificados com a exposição das consoladoras doutrinas bíblicas ensinadas no Catecismo de Heidelberg.
Estes dados históricos revelam que esta prática das Igrejas Reformadas hoje, tanto no Brasil como em outros lugares do mundo, não é uma invenção moderna, mas uma prática antiga que tem suas raízes na época da Grande Reforma Protestante do Século XVI.

A Prática de pregações no Catecismo é edificante

O Catecismo de Heidelberg é um sumário sistemático e prático do plano de salvação revelado na Escritura. Este sumário é apresentado em três grandes divisões, com 52 subdivisões denominadas como Dia do Senhor e constituídas de 129 perguntas e respostas.
Essas três grandes divisões do Catecismo tem os seguintes títulos: Nossos Pecados e Miséria (Dia do Senhor 2-4), Nossa Salvação (Dia do Senhor 5-31) e Nossa Gratidão (Dia do Senhor 32). Estas divisões seguem a mesma estrutura da Carta do Apóstolo Paulo Aos Romanos que são as seguintes:

Nosso Pecado e Miséria (Rm 1-3:20);
Nossa Salvação (Rm 3.21-11.36);
Nossa Gratidão (Rm 12-16);

O alvo do Príncipe Frederico III, o Piedoso (1516-1576), quando encarregou a Zacarias Ursino (1534-1583) e Gaspar Oleviano (1536-1587) de escrevem o Catecismo de Hedelberg foi que este catecismo servisse para instrução dos jovens e para orientação de pastores e de professores.
Os autores do Catecismo de Heidelberg queriam que ele fosse “um eco da Escritura”. Este desejo é evidenciado na grande quantidade de passagens bíblicas citadas dentro do texto do Catecismo e nas bases bíblicas expostas no rodapé das respostas.
Também parece que este desejo tenha norteado os autores do Catecismo de Heidelberg a apresentar o documento em forma de um catecismo (perguntas e respostas) e não de uma confissão como a Confissão Belga ou a Confissão de Westminster adotada pelas Igrejas Presbiterianas.
A palavra catecismo vem de uma palavra grega (katecheo) que dá o sentido de “soar em direção a”, “falar a alguém com o desejo de receber uma resposta de volta como um eco”.
Na maioria das bíblias em língua portuguesa a palavra “katecheo” normalmente é traduzida como “informar” (Lc. 1.4; At 21.21,24), “instruir”, “ensinar” (At 18.25; Rm 2.18; 1 Co 14.19). E podemos ver em Gl 6.6 as palavras “catequizado” e “catequizador” juntas, sendo traduzidas como “aqueles que estão sendo instruídos” e “aquele que o instrui”.
Estes detalhes mostram que o sentimento, o conteúdo e a forma do Catecismo de Heidelberg atingiu um dos seus alvos básicos que era ser um “eco da Escritura”. Um eco daquilo que o Espírito Santo revela na Escritura sobre a Salvação que Deus em Cristo opera no homem caído.
Quando uma igreja pratica a pregação do Catecismo ela está garantindo que o povo de Deus seja instruído (catequizado) de modo sistemático na Doutrina Bíblica da Salvação durante todo o ano. Esta prática enriquece a Igreja de Cristo com a doutrina da Palavra de Deus e a protege de heresias.
Os arminianos do Séc. XVII sabiam do edificante valor da pregação do Catecismo para a Igreja na Holanda. Por isso, não foi à toa que eles começaram a criticar e lutar contra a pregação no Catecismo.
Os arminianos acusavam as Igrejas Reformadas de praticarem uma pregação não bíblica, pois o Catecismo é um documento feito por homens. Eles diziam que alguém deveria pregar sermões somente da Bíblia, a Palavra de Deus, e não de um documento feito por um homem. Este argumento aparentemente parece muito piedoso, mas não é.
A malícia travestida de piedade dos arminianos conseguiu influenciar as autoridades de sua época e foi a causa do enfraquecimento da pregação no Catecismo e do serviço de culto nas tardes dos domingos na Holanda.
O Catecismo de Heidelberg não é a Palavra de Deus, mas é um sumário fiel da Palavra de Deus. Portanto, devemos entender que quando um Ministro da Palavra prepara um sermão no Catecismo ele não toma o texto do catecismo como Palavra de Deus, mas toma a doutrina da Palavra de Deus exposta na divisão do Catecismo que será pregada à sua congregação.
Desta forma quando um Ministro do Evangelho prega sermões no Catecismo ele está proclamando plenamente as Boas Novas de Jesus Cristo e expondo a verdadeira Doutrina da Sagrada Escritura.
As Igrejas Reformadas nos seus regimentos desde da época da Reforma do Século XVI têm deixado bem claro seu entendimento quanto à natureza do conteúdo das pregações no Catecismo.
O Regimento das Igrejas Reformadas do Brasil, por exemplo, cuja raízes estão no Livro de Ordem aprovado pelo Grande Sínodo de Dort diz no seu Artigo 42, “Pregação Sobre o Catecismo”:

“O conselho cuidará de que, via de regra, a doutrina da palavra de Deus, resumida no catecismo de Heidelberg, seja ensinada uma vez a cada domingo”.

As Igrejas Reformadas na História sempre tiveram o cuidado de dar ênfase à pregação da “doutrina da Palavra de Deus”, resumida no Catecismo de Heidelberg e nunca deram ênfase à pregação de um documento humano.
Além disto, as Igrejas Reformadas confessam no Art. 7 da Confissão Belga que: “Não nos é permitido considerar quaisquer escritos de homens, por mais santos que tenham sido, como igual valor ao das Escrituras Divinas”.
Os arminianos já conheciam os artigos do Livro de Ordem Gravenhage e da Confissão Belga, mas mesmo assim, com sua falsa piedade tentaram camuflar o seu real interesse: afastar dos púlpitos das igrejas de Cristo na Holanda a pregação do Catecismo. Assim fazendo eles estariam eliminando mais um meio das Igrejas receberem o ensino bíblico da Salvação. Devemos lembrar que um dos objetivos do arminianismo era perverter a doutrina da salvação ensinada na Escritura.
O Grande Sínodo de Dort de 1618-19, para o bem das Igrejas na Holanda, frustrou o intento dos arminianos quando manteve a edificante prática da pregação no Catecismo, que foi sendo gradualmente aceitada como um costume.

Conclusão:

Esperamos que este artigo tenha trazido mais esclarecimento sobre a antiga e edificante prática reformada de pregações no Catecismo. Não apenas isso, mas fazendo você amar e aceitar essa boa prática.
No nosso amado país temos muita necessidade de sermos instruídos e de instruir outros sobre a Obra Salvadora de Cristo e as conseqüências dessa Obra em nossas vidas.
O Brasil está cheio de ensino equivocado e herético sobre a Miséria natural do homem em Adão, sobre como podemos ser salvos dessa miséria e da ira de Deus e como podemos viver em santidade de modo grato a Deus pela salvação graciosa em Cristo.
A pregação no Catecismo será mais um meio para manter a igreja bem instruída sobre essas doutrinas maravilhosas da Palavra de Deus, para proteger a igreja das heresias e retirar muitos dos enganos e também ser um eficaz instrumento na evangelização daqueles que estão perdidos em seus pecados.
A pregação do Catecismo na História tem mostrado a sua eficácia nessas áreas. Portanto, devemos orar para que Deus continue a usar esse bom instrumento para a Glória de Cristo e para o bem de Sua amada Noiva, no Brasil e no mundo.

Rev. Adriano Gama




Bibliografia pesquisada:

As Três Formas de Unidade das Igrejas Reformadas: Confissão Belga, Catecismo de Heidelberg e Cânones de Dort – CLIRE: Recife

Beeke, Joel R. – Trazendo O Evangelho aos Filhos da Aliança: Em Dependência do Espírito Santo – Série Orientação Familiar – Guia Nº 1 – Edições O Perigrino: Campinas (SP) Brasil - 2003

Beeke, Joel R. & Ferguson, Sinclair B. – Harmonia das Confissões Reformadas – Cultura Cristã: São Paulo.

Church Order of the Canadian Reformed Churches

Degier, K. De – Explanation of The Church Order of Dordt: In Questions and Answers – Netherlands Reformed Book and Publishing Committee - Grand Rapids – Michigan - USA

Dellen, Idzerd Van & Monsma, Martin – The Church Order Commentary – Zondervan Publishing House – Grand Rapids – Michigan – USA

Gingrich, F. Wilbur & Danker, Frederick W. – Léxico do N.T. Grego/Português – Vida Nova: São Paulo

Guerra, Manuel – Diccionario Morfologico Del Nuevo Testamento – Ediciones Adecoa: Burgos, España - 1979

Schalkwijk, Frans Leonard – Igreja e Estado no Brasil Holandês (1630-1654) – Cultura Cristã: São Paulo

Stam, Clarence – Living in the joy of faith – Inheritance Publications: Winnipeg – Canada


Pregações em Malaquias (Parte VI): Tornai-vos para mim, e eu me tornarei para vós outros

Sermão pregado pelo Rev. Adriano Gama sobre Ml 3.7

Texto: Ml 3.7
Leitura: Ml 3.7-12; 2 Co 9.1-15

Amada Congregação de Cristo e visitantes,

Apesar da linda declaração de amor que Deus faz ao Seu povo no cap. 1.1-5 a igreja a quem Malaquias fala está bastante desviada da Vontade de Deus e pratica pecados de todo tipo e tamanho:
O povo em geral não manifesta a honra que Deus merece, os sacerdotes são negligentes, descuidadosos, defeituosos em seus deveres no culto, no ensino e são a causa de muitos crentes tropeçarem na fé.
E o problema não está somente localizado nos oficiais da igreja, mas também a vida particular e familiar na igreja apresenta pecados abomináveis: existem crentes que se casam com ímpios e praticam o divórcio fora da vontade de Deus.
Assim se vê uma igreja que prova os problemas resultantes do seu pecado, uma igreja desviada da Vontade de Deus.
Mas Deus não fica calado quando a igreja se desvia da Sua Vontade. O nosso Deus é um Deus que fala com o Seu povo.
Por isso, nos capítulos 1 e 2 do Livro de Malaquias Deus fala sobre os pecados e o abandono da fé que Seu povo tem praticado. E nestes dois últimos capítulos (3 e 4) Deus fala do juízo que virá sobre o pecador rebelde e as bênçãos que receberão aqueles que se arrependem dos seus pecados.
E neste culto eu vos proclamo a Mensagem de Deus no seguinte tema:

Tornai-vos para mim, e eu me tornarei para vós outros

1. O chamado
2. O pecado
3. A promessa

1. Tornai-vos para mim, e eu me tornarei para vós outros: O chamado

“Desde os dias de vossos pais, vos desviates dos meus estatutos e não guardastes; tornai-vos para mim, e eu me tornarei para vós outros, diz o SENHOR dos Exércitos; mas vós dizeis. Em que havemos de tornar?”

Deus revela que há muito tempo o Seu povo tem se desviado. No v. 7 o profeta diz: “Desde os dias de vossos pais, vos desviates …”.
Aqui neste texto Deus revela algumas verdades sobre o relacionamento pactual do SENHOR com o seu povo:
Deus revela que pesa sobre os PAIS uma responsabilidade muito grande:
Você oficial, pai e mãe são os “pais espirituais” das gerações futuras do povo de Deus. Você é responsável por estas gerações!
A geração dos dias de Malaquias seguem o caminho dos seus pais rebeldes que tanto entristeceram o SENHOR desde a saída do povo de Deus do Egito, e desde o dia quando Deus os levou para o Cativeiro.
Deus chama você que é oficial e pai a se manterem fiéis e a guardarem em doutrina e vida os estatutos do SENHOR AGORA, pois é o AGORA que marcará o caminho que será seguido pelos seus filhos AMANHÃ.

Outra coisa, você note nesta mensagem de Deus para a Igreja dos dias de Malaquias:
O SENHOR DOS EXÉRCITOS diz: “… Tornai-vos para mim, e eu me tornarei para vós outros”. Veja que Deus chama a GERAÇÃO PRESENTE E NÃO A GERAÇÃO PASSADA PARA “TORNAR-SE A ELE”!
Se a igreja vem pecando contra o SENHOR há muito tempo, então, você não pode dizer: Ah, meu irmão, a igreja está desviada há muito tempo e os problemas são antigos e não sou eu hoje que vou mudá-los!
Deus não aceita esta desculpa seja você oficial ou membro! Deus CHAMA é a geração dos dias de Malaquias: “… tornai-vos para mim, e eu me tornarei para vós outros, diz o SENHOR dos Exércitos”.
Você e sua geração é que são chamados a saírem do seu comodismo no pecado e a fazer a igreja SE TORNAR para o SENHOR”. Este é o chamado de Deus para a igreja e para qualquer membro da Aliança que esteja em pecado ou no meio de uma igreja desviada: “Tornai-vos para mim”.
Deus chama a presente geração da Aliança ao arrependimento, mudança de rumo, mudança de mente e de atitude. Assim o SENHOR Deus diz a Sua amada igreja: Mude sua mente e sua atitude para comigo!

2. Tornai-vos para mim, e eu me tornarei para vós outros: O pecado

Mas, apesar da igreja dos dias de Malaquias ouvir o chamado do SENHOR, a igreja parece não reconhecer o seu pecado. A igreja pergunta ao SENHOR (v. 7): “Em que havemos de tornar?
A igreja se considera justa aos seus próprios olhos: Ei Deus, eu não reconheço que tenho pecado contra Ti, por isso, não sei em que devo tornar-me para Ti!
Meu irmão em Cristo, este é um dos sintomas quando alguém não quer reconhecer seus pecados!
Mas, o SENHOR é bem direto e revela O PECADO da igreja (veja os vs. 8):

“[8] Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas.”

O pecado da Igreja era defraudar, enganar, esconder os dízimos e as ofertas do SENHOR! Este é o sentido da palavra “roubará” que o Espírito Santo usou no texto.
Veja que o pecado de não ofertar os dízimos da Antiga Aliança é o mesmo que roubar a Deus. E este pecado trouxe consequências seriíssimas para a igreja daquela época: Trouxe a Maldição da Aliança sobre o povo (veja o v. 9):
Deus mostra algumas coisas neste texto: primeira coisa, pecado traz a Maldição. Segunda coisa, a Maldição sempre é culpa do homem e não de Deus.
É tolice pensar que se pode viver em pecado na Aliança sem ser amaldiçoado por Deus. Veja as palavras de Deus à igreja dos dias de Malaquias: “[9] Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais”.
Meu irmão em Cristo, SE você um dia quiser viver em pecado contra Deus, então: aguente as consequências e não reclame das MALDIÇÕES, nem ponha a culpa dessas Maldições em Deus.
Poupe os ouvidos de Deus dos seus gemidos, tais como: Oh meu Deus! Por que o SENHOR me faz passar por todo esse sofrimento? Seja honesto e reconheça que os SEUS pecados fazem você sofrer e não Deus!
Amada Igreja, Deus não gosta de amaldiçoar o Seu povo. O SENHOR em amor e para livrar Seu povo da Maldição chama a igreja: “Tornai-vos para mim”!
Agora como a igreja tornará para o SENHOR? (Veja o que o SENHOR diz no v. 10)
A igreja tornará para o SENHOR, quando trouxer “todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha casa;”.
O trazer o dízimo será a marca externa do verdadeiro ARREPEDIMENTO DO POVO.
Meu irmão em Cristo, Deus mostra que arrependimento de verdade não são meras palavras, mas atitudes verdadeiras.
Ninguém pode dizer que se arrependeu de um pecado SEM MUDAR suas atitudes para o pecado! Deus diz: “Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro”
Deus diz a você meu irmão: O pecado traz a maldição, mas o arrependimento traz a bênção. E aqui chegamos no tão desejado e temido dízimo.
O que era o dízimo da Antiga Aliança: “As crianças vão responder: é a décima parte que o povo deve dar ao SENHOR”.
Mas esta resposta é parte da resposta, porque quando Deus falava do Dízimo da Antiga Aliança não estava falando de porcentagens e de obrigações, mas estava falando de AMOR.
Amor? Sim porque os ministérios que mantinham a comunhão dEle com a Sua igreja e comunhão entre os irmãos eram mantidos pelos DÍZIMOS. E quando o povo levavá seus dízimos estava mostrando amor obediente e grato ao SENHOR.
Ai você deve estar pensando: Que ministérios são os sustentadores da comunhão na igreja? O ministério da Reconciliação e o Ministério da Misericórdia e Comunhão!
Pelo dízimo o SENHOR sustentava os sacerdotes, os levitas e o culto garantindo e mantendo a sua comunhão com seu povo (ministério da Reconciliação).
Pelo dízimo o SENHOR sustentava a comunhão fraternal entre os irmãos, sustentando a viúva, o órfão e estrangeiros (ministério da misericórdia e comunhão). Abra a Escritura em Nm 18.21,24 e em Dt 14.28,29 e veja essa verdade.
O pecado do povo prejudicava os ministérios da Reconciliação e de Misericóridia e a assim a comunhão entre Deus e a igreja, a comunhão entre os membros da igreja estava quebrada nos dias de Malaquias.
E, meu irmão em Cristo, prejudicar a comunhão entre Deus e a igreja e entre os irmãos é pecado e traz Maldição.
Por isso, se há problemas nesses dois ministérios causados pela infidelidade dos crentes nas ofertas a igreja deve se arrepender e mudar sua atitude para Deus.
Em nossos dias o Ministério da Reconciliação não é mais exercido pelos sacerdotes e sacrifícios sangrentos, mas continua em sua essência e propósito no Ministério da Palavra, no trabalho dos ministros da Palavra que pregam do Evangelho de Cristo.
Também o ministério da misericóridia e comunhão permanece hoje na igreja pelo ministério dos diáconos. E a pergunta que todos esperam: E o dízimo?
O Dízimo na forma de 10% ficou na Antiga Aliança, mas a essência e o propósito dos dízimos continuam nas ofertas oferecidas pelos cristãos ao SENHOR nos cultos de hoje.
Veja as palavras do Apóstolo em 1 Co 9.13,14 e em 2 Co 9.6. Paulo se refere as ofertas como meio de sustento do ministério da Palavra e da Diaconia da Igreja na Nova Aliança. Então, é responsabilidade dos cristãos manter estes ministérios ainda hoje.
Amada igreja, também você não pense que o roubo a Deus ficou restrito a igreja dos dias de Malaquias. Não! A igreja é sempre a igreja, ou seja, continua a mostrar as mesmas fraquezas de sempre, “desde os dias de nossos pais”.
Os oficiais devem sempre mostrar atenção na QUANTIDADE de ofertas, não por preocupação na quantidade de DINHEIRO que entram no caixa da Igreja. Mas, por preocupação na quantidade de AMOR que sai do CORAÇÃO dos membros e congregados!
Os problemas no Ministério da Palavra e na Diaconia muitas vezes não são produzidos pela falta de entrar DINHEIRO no CAIXA, MAS PELA FALTA DE AMOR AO SENHOR no coração dos crentes!
Meu irmão, SE você tem faltado nas ofertas a Deus e deixa de suprir as necessidades do ministério da Palavra e da diaconia não é falta de dinheiro a causa desse problema, MAS É FALTA DE AMOR AO SENHOR E AOS SEUS IRMÃOS!
Você tem sido um bom mordomo dos recursos que o SENHOR tem dado a você? Você tem dado a Deus o primeiro lugar no orçamento de sua casa ou você tem trazido ao SENHOR o que resta do seu cartão de crédito, das contas e do seu divertimento?
Amada Igreja, é muito mais grave para você do que para os crentes dos dias de Malaquias não mostrar o amor nas ofertas, porque você faz parte de uma Aliança Superior: a Nova Aliança no Sangue de Jesus Cristo.
O ministério da Palavra hoje é o meio usado por Deus para anunciar e manter a verdadeira comunhão com Deus e entre os homens por meio de Cristo.
Por isso, ARREPENDA-SE caso você esteja pecando nas ofertas, porque pecado traz a Maldição da Aliança. E essa Maldição já é manifestada na falta de recurso em sua casa e na igreja para sustentar os ministérios da Palavra e da Misericórdia.
Essa maldição poderá ser notada no culto, nos oficiais, nas famílias e na falta de comunhão dentro da igreja.
Foi isto que aconteceu nos dias de Malaquias é isto que acontece em muitas igrejas cristãs em nossos dias e a mensagem do SENHOR é: “Tornai-vos a mim”… trazendo “todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha casa;”

3. Tornai-vos para mim, e eu me tornarei para vós outros: A promessa

“Desde os dias de vossos pais, vos desviates dos meus estatutos e não guardastes; tornai-vos para mim, e eu me tornarei para vós outros, diz o SENHOR dos Exércitos; mas vós dizeis. Em que havemos de tornar?”

Amada Igreja, o SENHOR agora faz uma Promessa ao povo. Deus PROMETE: “Eu me tornarei para vós outros, diz o SENHOR dos Exércitos”.
Deus promete mudar de atitude para com a igreja, mas essa promessa é condicional.
Deus mudará Sua atitude para com o povo SE o povo mudar sua atitude para com o SENHOR. Aqui salta diante dos seus olhos mais um detalhe do modo de relacionamento pactual do SENHOR com a igreja.
O SENHOR tem uma Aliança com o Seu povo e nesta Aliança Deus chama o Seu povo a RESPONSABILIDADE.
Você é responsável diante de Deus para mudar seu pensamento e sua atitude para com o pecado que você cometeu contra Deus.
Não espere que Deus retirará de você o peso de Sua mão enquanto você permancer no pecado. O SENHOR diz: “tornai-vos para mim, e eu me tornarei para vós outros, diz o SENHOR dos Exércitos;…”.
Alguns reformados evitam enfatizar a responsabilidade humana de se arrepender com medo do arminianismo. Outros por causa do pentecostalismo pensam que Deus não amaldiçoa Sua igreja.
Mas, você não caia nesses erros! Não é antibíblico chamar pecadores e a igreja ao arrependimento. Não é antibíblico dizer que Deus amaldiçoa um crente que vive em pecado
Deus prática o chamado ao arrependimento e Deus amaldiçoa o pecador que não se arrepende. Veja em Malaquias que Deus chama o povo à responsabilidade. Veja em Malaquias Deus amaldiçoando a igreja.
O SENHOR neste momento diz para você: Você quer tirar de sobre você a minha Maldição, então, torne-se para mim e eu me tornarei para você! Arrependa-se do seu pecado e CONFIE que Eu retirarei de você a minha Maldição: Eu abrirei as janelas do Céu (v.10)!
Quem faz esta promessa para a igreja e para você não é um mero homem é o SENHOR dos Exércitos! É Aquele que é o Deus da Aliança e que comanda e sustenta todo o Exército da Criação.
O pecado do povo em Malaquias estava se manifestando externamente no defraudar o SENHOR no dízimo. O arrependimento seria manifestado externamente no trazer os dízimos à casa do Tesouro!
E qual a manifestação externa da retirada da Maldição de Deus sobre a igreja dos dias de Malaquias? O SENHOR derramaria a Sua bênção sem medida por sobre o povo (veja os vv. 10,11).
A bênção pactual seria derramada sobre o povo e manifestada externamente em prosperidade na vida.
Amada Igreja, o SENHOR diz ao povo: Eu retirarei de você a maldição e derramarei Minha bênção.
Esta promessa não se limita à Antiga Aliança, mas também se estende à Nova Aliança (abra a Escritura em 2 Co 9.6-15). O Espírito de Cristo dá nas palavras do Apóstolo Paulo promessas de abundância para os que por amor dão ofertas ao SENHOR.
Assim, na Nova Aliança há promessas de bênçãos para você que mostra AMOR ao SENHOR, ofertando fielmente para o sustendo do ministério da Palavra e da diaconia.
Se você, meu irmão em Cristo, está em pecado de má mordomia e não consegue ofertar ao SENHOR o quanto você pode ofertar, então: Arrependa-se e mude de atitude e você provará a bênção de Deus.
Em nome do Senhor digo uma coisa para toda a igreja: Saiba que Deus usa meios para restaurar você deste pecado de má mordomia. E um dos meios é a diaconia!
Muitos crentes pensam que a diaconia só serve para dar dinheiro e, por isso, só chamam os diáconos quando precisam de socorro financeiro.
Mas a diaconia não serve só para isto. Use a diaconia também para receber conselhos e instrução como você poderá administrar melhor os recursos que Deus dá a você.
Os diáconos foram ordenados por Cristo e fazem parte dos meios que Deus usa para restaurar você e para mostrar a igreja como ela pode mostrar mais amor para com os ministérios da Palavra e da Misericórdia.
Então, nesta palavra Deus diz a você: não fique tímido para mostrar mais amor pelo SENHOR e seu irmãos, peça uma visita diaconal em sua casa.

Conclusão:

Meu irmão em Cristo, sabe qual a consequência final quando a Igreja torna-se para Deus e cumpre a Vontade de Deus, quanto ao sustento dos ministérios da Palavra e diaconia?
O mundo é levado a glorificar o Nome do SENHOR reconhecendo as bênçãos do SENHOR na vida da Igreja! (veja o v. 12):

“Todas as nações vos chamarão felizes, porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o SENHOR dos Exércitos.”

Quando a igreja mostra amor pelo SENHOR, deixando de roubar a Deus nas ofertas não faltará recursos na vida dos crentes para investir na Pregação do Evangelho e no socorro dos necessitados.
Então, o mundo poderá ouvir e ver no culto e na vida dos cristãos a Glória de Deus como o resultado do trabalho de pastores bem preparados, que pregam poderosamente o Evangelho da glória de Cristo.
Quando a igreja mostra amor pelo SENHOR trazendo Suas ofertas para suprir a diaconia da Igreja, então o mundo verá os necessitados, mesmo sendo NECESSITADOS, desfrutando de felicidade no SENHOR, porque são supridos pelo ministério da Misericórdia.
Deus chama sua igreja: “Tornai-vos para mim, e eu me tornarei para vós outros”. Amém.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Pregações em Malaquias (Parte V): O Senhor virá ao Seu povo para julgamento

Sermão preparado pelo Rev. Adriano Gama sobre Ml 2.17-3.6

Texto: Ml 2.17-3.6
Leitura: Mt 3.1-12

Amada Congregação do Senhor Jesus Cristo e visitantes,

Não existe na terra uma igreja perfeita em si mesma, mas uma igreja que dentro dela ocorre pecados e problemas de todo tipo e tamanho na vida dos crentes.
E a situação fica pior quando os pecados e problemas na igreja começam a estimular o surgimento de descontentes e murmuradores.
Meus irmãos, a atitude de clamar a Deus é uma demostração de dependência e reconhecimento da soberania de Deus para resolver os pecados e problemas na igreja.
Mas murmurar contra Deus é rebelião, que não resolve o pecado e os problemas, pelo contrário, aumenta o pecado e problema na igreja.
E se você quer um exemplo de uma igreja cheia de pecados, de problemas e murmuradores vou dar agora: a igreja dos dias de Malaquias.
Até agora Malaquias revela que dentro da igreja havia problemas no culto, sacerdotes infiéis que disviaram o povo com suas instruções, crentes se casando com descrentes e crentes se divorciando dos seus cônjuges: Pecado e problema para dar e vender na vida dos crentes.
E ao invés do povo clamar a Deus o povo murmurava contra Deus, questionando a justiça e santidade do SENHOR.
E qual a resposta de Deus a esta murmuração tão séria e horrível? A resposta de Deus é que o SENHOR virá ao Seu povo para julgar.
Por isso, proclamo neste culto a mensagem de Deus no seguinte tema:

O Senhor virá ao Seu povo para julgamento

1. O Motivo do Julgamento;
2. O Executor do Julgamento;
3. O Objetivo do Julgamento;

1. O Senhor virá ao Seu povo para julgamento: O Motivo do Julgamento

“Enfandais o SENHOR com vossas palavras; e ainda dizeis: Em que o enfadamos? Nisto, que pensais: Qualquer que faz o mal passa por bom aos olhos do SENHOR, e desses é que ele se agrada; ou: Onde está o Deus do juízo?”

O motivo da vinda do SENHOR para julgamento não é somente a vida desmantelada e pecaminosa da igreja, mas também porque a igreja levanta contra o SENHOR palavras seriíssimas de acusação!
A igreja toda-torta vê a sua tronchura, fica descontente porque tudo está errado e começa a murmurar contra o SENHOR (veja Ml 2.17): “Qualquer que faz o mal passa por bom aos olhos do SENHOR, e desses é que ele se agrada”.
Estas palavra do povo atacam diretamente o SENHOR em duas coisas: Primeira coisa: a justiça do SENHOR, pois é o mesmo de dizer: Deus tu és injusto, pois consideras o homem mau como homem bom!
A segunda coisa atacada é a santidade do SENHOR, pois acusa Deus de Se agradar naqueles que praticam o mal. É o mesmo de estar dizendo: Tu, SENHOR, tens prazer no ímpio!
Mas não para por aqui, a igreja tem a ousadia de ser mais desaforada ainda: “Onde está o Deus do juízo?”, ou seja, Deus tolera pecado!
Saiba que a pergunta no final do v. 17 não é um clamor ao Deus. Não é uma pergunta de um justo que se entristece pelos pecados e deseja que Deus resolva estes pecados rápido!
Essa pergunta é uma afronta e blasfêmia contra o Deus que é o Justo Juiz de toda terra!
Meus irmão e visitante, se há uma coisa que enfada, cansa, aborrece o SENHOR são pensamentos, palavras e ações que acusam Deus de ser acobertador de pecadores, dos pecados e problemas na igreja.
E sabe quando essas acusações a Deus começam? Quando você olha as tronchuras da igreja e ao invés de clamar a Deus pela solução você só reclama, só murmura a Deus sobre os pecados e problemas que você vê.
Meu irmão em Cristo, entenda que: Clamar não é reclamar! Quando você clama a Deus pela solução dos erros da igreja, você estimula Deus a agir em favor da igreja.
Mas, meu irmão, quando você reclama ou murmura dos erros, você cansa, aborrece o SENHOR. E qual o resultado disto? É o julgamento de Deus sobre a Igreja.
Meu irmão, quem quer resolver os pecados e problemas na igreja não reclama, mas clama!
Quando tempo você investe em oração e quanto tempo você gasta reclamando da igreja? Sua resposta a estas perguntas vão dizer se você é um blasfemador ou adorador do SENHOR!
O SENHOR não quer que você seja orgulhoso e fique reclamando daquilo que você acha errado ou de fato seja errado.
Deus quer que você auxilie os seus oficiais com oração e com sugestões e até exortações em humildade!
Com essa mesagem de Malaquias Deus quer que você veja que as palavras de descontentamento, reclamação ou murmuração são blasfêmias e cansam, aborrecem o SENHOR e faz o julgamento de Deus agir sobre você e sua igreja!

2. O Senhor virá ao Seu povo para julgamento: O Executor do Julgamento

Deus não somente responde o clamor do Seu povo, mas Deus também responde as reclamações ou murmurações do Seu povo!
E como o povo murmurou o SENHOR resolve responder de acordo com a reclamação do povo: “Onde está o Deus de juízo? Deus responde (veja Ml 3.1):

“Eis que eu envio o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de mim; de repente, virá ao seu templo o Senhor, a quem vós buscais, o Anjo da Aliança, a quem vós desejais; eis que ele vem, diz o SENHOR dos Exércitos”

A resposta do SENHOR as palavras murmuradoras e blasfemas é: Virei acertar as contas com a igreja. Mas antes dessa vinda o SENHOR enviará, mandará um arauto, um mensageiro (veja o texto): “Eis que eu envio o meu mensageiro, …”
Este mensageiro do SENHOR preparará o caminho diante do SENHOR”, preparar a chegada do Senhor. O Senhor que vem acertar as contas com o Seu povo.
Esta palavra lembra a passagem de Isaías onde o SENHOR diz a mesma coisa (abra sua Bíblia em Is 40.3).
A igreja tinha que prestar atenção no surgimento do mensageiro, porque logo depois do mensageiro virá “de repente” o Senhor buscado, o Anjo ou Mensageiro da Aliança que é desejado, o Executor do Julgamento (olhe para o v.1):

“de repente, virá ao seu templo o Senhor, a quem vós buscais, o Anjo da Aliança, a quem vós desejais; eis que ele vem, diz o SENHOR dos Exércitos”

E note que este é “O” Mensageiro, o mensageiro especial. Notem que O Mensageiro é da Aliança: da Aliança que o SENHOR firmou com o Seu povo e que inclui bênção e maldição.
O SENHOR nos mostra que o Mensageiro da Aliança é Aquele que virá para executar o julgamento: aplicar a bênção e a maldição da Aliança sobre o povo de Deus!
Meu irmão em Cristo, ninguém pense que Deus tolera pecado. O SENHOR pode ser paciente, mas nunca tolerante com o pecado.
Deus pega os pecadores rebeldes “na virada”, com a mão-na-massa quando menos esperam o SENHOR chega para acertar as contas. O texto diz que o SENHOR vem “de repente”!
Este é um alerta para aqueles que pensam que Deus não vê suas rebeldias e nem ouve suas murmurações.
Quando estes rebeldes menos esperam é quando Deus chega para acertar as contas e fazer justiça. É assim que o Senhor fala a Igreja dos dias de Malaquias e aos sacerdotes daquela época.
O Senhor virá “de repente” e começará o acerto de contas com os líderes do seu povo! Na Igreja e no local onde os sacerdotes rebeldes fazem suas abominações.
E não haverá quem possa suportar a vinda do Mensageiro da Aliança (olhe o v.2). Estas perguntas são retóricas, ou seja, já têm uma resposta certa: NINGUÉM!
Este ninguém inclui os murmuradores: os murmuradores pensam que só eles são os certinhos e que todos na igreja estão errados: O Conselho está errado, os errados estão errados, mas eu não!
Deus diz: Ninguém (isto inclui os murmuradores) vai poder suportar o dia da chegada do Executor do Julgamento e o seu julgamento!
O Mensageiro da Aliança é com fogo do ourives e ao sabão (potassa) dos lavandeiros.
Não tem impureza que suporte o fogo ardente do ourives, nem sujeira que resista ao sabão do lavandeiro. Não tem impureza na igreja que possa suportar a obra do Mensageiro da Aliança.
O SENHOR diz que: O Mensageiro da Aliança purificará o seu povo, pois Ele tem autoridade e poder para retirar os rebeldes e pecados do seu povo!
Agora: Este Mensageiro da Aliança veio depois de 430 anos de Malaquias ter profetizado.
João Batista apareceu no deserto, pregando batismo de arrependimento para a remissão de pecados. E o Espírito Santo revela, no Novo Testamento, que as profecias de Isaías 40.3 e Ml 3.1 estavam se cumprindo em João Batista, o mensageiro preparador do caminho do SENHOR (veja Mc 1.2-4).
E achando João Batista achamos quem é o Mensageiro da Aliança. João Batista falou ao povo (abra Mt 3.11,12):

[11] Eu vos batizo com água, para arrependimento; mas aquele que vem depois de mim é mais poderoso do que eu, cujas sandálias não sou digno de levar. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo.
[12] A sua pá, ele a tem na mão e limpará completamente a sua eira; recolherá o seu trigo no celeiro, mas queimará a palha em fogo inextinguível”

João Batista proclamava JESUS CRISTO, Aquele que é o Senhor da Igreja, o Mensageiro da Aliança, o prometido por Malaquias, o Executor do Julgamento do povo de Deus.
De “repente” Jesus Cristo apareceu, os judeus não perceberam que em Jesus Cristo cumpriasse a mensagem de Malaquias sobre o Mensageiro da Aliança.
E Cristo Jesus purificou a Sua igreja na Cruz com Seu sangue e Espírito Santo e ainda virá uma vez para com fogo queimar aqueles que são rebeldes a Deus.
Assim vemos que quando Jesus Cristo surgiu não veio como um coitadinho, pobrezinho, entregue na mão de uma igreja toda-torta e líderes corruptos, mas quem estava ali era o Executor do Julgamento de Deus sobre o Seu povo!

3. O Senhor virá ao Seu povo para julgamento: O Objetivo do Julgamento

O SENHOR no texto vem julgar a igreja e não o mundo. Uma igreja que está cheia de oficiais e membros que querem viver quebrando a Aliança do SENHOR.
O SENHOR vem resolver os pecados e não reclamar dos pecados da Igreja! Os murmuradores veêm os pecados, reclamam e não resolvem nada e só pioram a situação da igreja.
Mas O SENHOR vê os pecados, revela a igreja os pecados e vêm solucionar esses pecados.
O SENHOR quer que você pense no seguinte:
O que você faz quando vê os pecados acontecendo na igreja? Como você tenta resolver aquilo que você vê de errado conforme a Escritura? Você vê, revela e busca resolver os pecados ou você vê, se cala e começa a murmurar?
Irmão em Cristo, nem um crente pode desejar ser mais justo que o seu SENHOR! Por isso, você é chamado pelo SENHOR a não mumurar e sim buscar solucionar os pecados de forma bíblica, para glória de Deus e para o bem dos seus irmãos!
O Mensageiro da Aliança vem para resolver o problema da igreja, por isso, o objetivo do julgamento é purificar, tirar da Igreja a impureza, a imundicie para que a igreja possa servir, adorar e honrar a Deus em justiça, conforme sua Lei, conforme a Aliança.
Mas tem um detalhe: Por quem o trabalho de purificação na igreja vai começar? Veja o v.2:

“Assentar-se-á como derretedor e purificador de prata; purificará os filhos de Levi e os refinará como ouro e como prata; eles trarão ao SENHOR justas ofertas.”

O Mensageiro da Aliança começará o seu trabalho na fonte de onde vem as impurezas que contaminam povo: os filhos de Levi, os sacerdotes, os oficiais.
Essa obra do Mensageiro nos sacerdotes trará resultados para toda a igreja (olhe o v. 4):

“Então, a oferta de Judá e de Jerusalém será agradável ao SENHOR, como nos dias antigos e como nos primeiros anos.”

Assim como a obra pecaminosa dos sacerdotes trouxe maldição para a igreja, a obra purificadora do Mensageiro da Aliança trará bênção para o povo!
O homem com o pecado incapacita a si mesmo e o seu povo de servirem a Deus ofertas em justiça.
Mas o Mensageiro da Aliança com Sua obra de purificação capacita novamente os sacerdotes e o povo a servirem obras em justiça a Deus!
Veja o amor e misericórdia de Deus para com a igreja: Amor que leva o SENHOR a buscar sua igreja! Misericórdia, porque Deus viu a incapacidade da igreja servir a Ele em justiça e Deus vem e tornar esse serviço possível, por meio da obra do Mensageiro da Aliança!
Meus irmãos e visitantes, sem a pessoa e obra do Mensageiro nem os sacerdotes e nem o povo seriam capazes de trazerem ofertas em justiça para Deus e de agradarem o SENHOR com suas obras!
Existem ditos “cristãos” que querem se purificar fazendo boas obras, mas o que o Espírito Santo revela na Escritura é o contrário:
Você deve ser purificado primeiro, para que depois você possa oferecer a Deus obras em justiça, ou seja, servir e adorar a Deus com sua vida!
O Espírito Santo diz a todos, especialmente, para aqueles que não tem um compromisso com o SENHOR ainda:
“Sem o Mensageiro da Aliança você não tem condições de se purificar por suas obras!
Sabe que esta verdade significa para sua vida? Significa que você precisa da obra purificadora de Cristo Jesus, que é o Mensageiro da Aliança, para você ofertar a Deus obras em justiça.
Não se engane, se Cristo não purificou você pelo Seu Sangue e pelo Espírito Santo, Deus não aceita nem aceitará suas esmolas, sua presença nos cultos, os hinos que você canta, suas orações.
Para Deus aceitar estas coisas é necessário que Jesus Cristo purifique você primeiro. Então, você pode perguntar: Como posso ser purificado por Jesus Cristo?
É simples: Arrependa-se e creia no Evangelho de Cristo! Creia em Jesus Cristo como aquele que tem o poder de purificar você com o Seu Sangue e Espírito Santo. Creia na obra de Jesus Cristo que torna você aceitável diante de Deus!
Deus fala também para você que está em Cristo:
Cuidado com Satanás, pois ele tenta colocar no seu coração quando você passa por momentos de fraqueza: “Quando “eu” me ajeitar dos meus pecados, voltarei a servir a Deus.”
Não deixe Satanás encher seu coração com esse pensamento, porque pela Escritura você não pode se auto-purificar. Purificação é uma obra de Jesus Cristo, o Mensageiro da Aliança!
Você na fraqueza e na queda deve cair aos pés de Cristo e confessar seus pecados (veja 1 Jo 1.9):

“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”

O que você está esperando para ser restabelecido para o serviço a Deus? O Mensageiro da Aliança, Jesus Cristo, está aqui para purificar você, para você poder servir a Deus em justiça.
Confesse e abandone os pecados e creia no poder purificador do Sangue de Cristo.

Concluindo:

Deus quer nos despedir com duas certezas: Primeira certeza: Se a igreja quer viver quebrando a Aliança o SENHOR virá a ela em Juizo (veja o v. 5):

“Chegar-me-ei a vós outros para juízo; serei testemunha veloz contra os feiticeiros, e contra os adúlteros, e contra os que juram falsamente, e contra os que defraudam o salário do jornaleiro, e oprimem a viúva e o órfão, e torcem o direito do estrangeiro, e não me temem, diz o SENHOR dos Exércitos.”

Veja até onde o povo de Deus chegou nos dias de Malaquias: no seu meio tinha feiticeiros (advinhadores), adúlteros, crentes que quebravam os seus juramentos, exploradores dos assalariados, da viúva e órfão, pessoas que tiravam o direito do estrangeiro e aqueles que não temiam o SENHOR!
O SENHOR testemunhará contra você se você quer viver em pecado. Jesus Cristo está vindo para julgar os vivos e os mortos e para batizar com fogo os rebeldes de dentro e de fora da igreja.
“De repente” o céu será rasgado e Cristo Jesus, o Mensageiro da Aliança, virá! Você acha que você vivendo em pecado vai escapar do julgamento caso não se arrependa do seus pecados? Então, abandone o pecado e viva para Deus em Cristo.
Segunda certeza que você deve levar para casa é: O SENHOR não destrói a Sua igreja, não porque a igreja é perfeita e boazinha, mas porque Ele não muda!
Esta palavra é um conforto para os cristãos que reconhecem suas fraquezas, lutam contra o pecado em sua vida e querem servir ao SENHOR com fidelidade (veja o v. 6):

“Porque eu, o SENHOR, não mudo; por isso, vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos”.

O SENHOR quer dizer a você: “Confie em mim, porque Eu não mudo! Por isso não destruo você imediatamente quando você cai e me aborrece.
Meu irmão em Cristo, Deus diz a você: Eu não mudo! Meu amor por você não muda! EU SOU fiel a Minha Aliança! Por isso, mandei Jesus Cristo, para com seu Sangue e Espírito purificar um povo para mim!
Cristo Jesus, o Mensageiro da Aliança, batizou você com o Espírito Santo e purificou você para o serviço do SENHOR!
Cristo Jesus fez isto com Seu Sangue, por isso caso você tenha caído em algum pecado tenha certeza: Deus promete a você perdão e purificação de pecados!
Se levante e continue a caminhada da Fé, lute para não desonrar mais a Aliança e viva fielmente para o SENHOR. Amém



segunda-feira, 10 de março de 2008

Pregações em Malaquias (Parte IV):Guardem-se para não serem infiéis ao SENHOR

Sermão preparado pelo Rev. Adriano Gama sobre Malaquias 2.10-16

Texto: Ml 2.10-16
Leitura: 1 Co 7.39; Mt 5.31,32


Amada Congregação do Senhor Jesus Cristo e visitantes,

Com a ajuda das novelas, dos filmes e da vida dos astros da tv, cinema, esporte e cultura o casamento e divórcio tornaram-se coisas vãs, vulgares e sem peso nenhum para a sociedade.
E essa vulgarização do casamento e do divórcio está penetrando na Igreja de Cristo. Quer ver uma coisa: É espantoso como tem crescido o número de crentes que olham o casamento como um simples contrato e olham com simpátia o divórcio.
E quando falo de divórcio não me refiro aos divórcios lícitos, aqueles produzidos por adultério ou abandono do lar. Nestes dois casos a Escritura permite que a parte traída e abandonada busque o divórcio, caso a reconciliação não seja possível.
Refiro-me ao divórcio sem a aprovação de Deus na Escritura aquele que é justificado, porque o marido diz: “Ah, estávamos nos desentendo todo dia, acabou o “amor” e para minha tranquilidade e tranquilidade dela busquei o divórcio!
Faça uma pesquisa entre os crentes: O que você acha sobre o divórcio? Você acha que a igreja deve permitir o divórcio entre os seus membros?
Não se espante se muitos crentes responderem: Ah, acho algo normal o divórcio, ou, Ah se o casamento não está dando certo, se falta amor, então, não vejo problema os membros da igreja se divorciarem!
Os membros da igreja de Cristo devem ter uma visão clara sobre casamento e divórcio para se protegerem dos ataques de Satanás, do mundo e da carne.
E para o bem da Igreja de Cristo e glória de Deus: Eu proclamo a todos a mensagem do SENHOR no seguinte tema:

Guardem-se para não serem infiéis ao SENHOR, por isso:

1. Cuidado com quem você vai se casar!

2. Cuidado para não se divorciar!

1. Se guardem para não serem infiéis ao SENHOR: Cuidado com quem você vai se casar! (10-12)

Parece que pensar de forma raza e vã sobre casamento não era o ÚNICO problema da igreja dos nossos dias mas também dos dias de Malaquias.
Havia também nos dias da igreja de Malaquias um outro problema ligado a vulgarização do casamento: Era o problema de com quem os crentes buscavam se casar.
Em Ml 2.10-12 o SENHOR diz que dentro da igreja havia crentes que não se preocupavam com quem iam se casar. Membros que estavam buscando mulheres fora da igreja para serem suas esposas, ou seja, buscavam casamentos mistos.
Agora digo uma coisa importante: o casamento misto que falo não se refere ao casamente daquele irmão ou irmã, que já eram casadas com descrentes e foram alcançados por Cristo e a verdade do Evangelho.
Digo isto para tranquilizar você meu irmão e irmã que têm marido ou esposa descrente: relaxe pois Deus reconhece na Nova Aliança em Cristo essa sua relação e diz a você que não se separe, Deus santifica seu cônjuge e filhos por meio desta relação (1 Co 7.10-17)!
Agora vamos voltar para questão: Deus não vê a busca por casamento misto com bons olhos! Por que? Veja o texto (Ml 2.10):

“Não temos nós todos o mesmo Pai? Não nos criou o mesmo Deus? Por que seremos desleais uns para com os outros, profanando a aliança de nossos pais?

Para Deus casamento misto é a profanação da Aliança de Deus com o seu povo! Porque é casar com uma pessoa que não tem Deus como seu Pai, que não faz parte do povo que Deus criou para Si, de alguém que não é seu irmão espiritual!
Meu irmão em Cristo, Deus vai mais fundo e diz algo que deve arrepiar qualquer um que pense ser leve buscar casamento com pessoas fora da Aliança (veja Ml 2.11):

“Judá tem sido desleal, e abominação se tem cometido em Israel e em Jerusalém; porque Judá profanou o santuário do SENHOR, o qual ele ama, e se casou com adoradora de deus estranho”

Deus diz aos crentes infiéis que se casar com descrentes é: ABOMINAÇÃO. Quando Deus usa essa palavra Deus diz que para ele casamento misto é igual a idolatria, as condutas sexuais ilícitas!
Assim o casamento misto não é algo leve e aceitável para Deus, mas algo pesado e inaceitável! E o SENHOR dá o motivo para você porque o casamento misto é uma abominação: Porque profana “o santuário do SENHOR, o qual ele ama”.
O Santuário do SENHOR nesse texto é o povo do SENHOR. O SENHOR separou para Ele uma Sua porção de pecadores dentre toda massa da humanidade.
O SENHOR separou e consagrou essa porção de pecadores para que estes pecadores santificados pudessem servir a Deus e provar o Seu amor e cuidado paternal.
E o casamento misto profana essa porção santa! E por que profana? Porque no casamento o homem e a mulher ambos se tornam uma só carne!
Assim, quando um crente, que faz parte da “porção santa”, se casa com um descrente ocorre a mistura do santo com o profano, do puro com o impuro e assim a igreja é violada.
Meu irmão em Cristo, o SENHOR ama tanto a Sua igreja que Ele não suporta ver esta Igreja sendo violada por ninguém! E por isso veja o que o SENHOR promete a aqueles que buscam casamento misto (Ml 2.12):

“O SENHOR eliminará das tendas de Jacó o homem que fizer tal, seja quem for, e o que apresenta ofertas ao SENHOR dos Exércitos.”

O SENHOR promete “eliminar das tendas de Jacó o homem que fizer” o casamento misto. A “tenda de Jacó” é a igreja de Deus e o cortar é o mesmo que excomungar.
Então, os que profanam o Santuário de Deus se casando com pessoas fora da Aliança, recebem a promessa de serem colocados para fora do povo de Deus!
Agora olhe para o texto e veja a expressão “seja quem for”. Esta expressão no original indica que o SENHOR excomungará da Sua Igreja aqueles que praticam, aqueles que estimulam e aqueles que consentem com o casamento misto de crentes com descrentes.
Meu irmão em Cristo você deve pensar numa coisa: Se a igreja dos dias de Malaquias, antes da morte de Cristo, já era considerada a “porção santa” do SENHOR.
Então, quanto mais agora quando Deus para santificar Sua Igreja matou o Seu Unigênito para santificar um povo para si, zeloso e de boas obras?
Se o casamento misto já era abominação ao SENHOR antes de Jesus Cristo ser morto e cumprir a promessa da Aliança, quanto mais agora depois do Amado Filho de Deus sofrer e derramar Seu sangue na Cruz para santificar você?
Por isso, ainda hoje, quando um membro da Igreja começa a namorar com pessoas de fora da Igreja toda a santidade da Igreja é ameaçada e posta em risco, porque este membro é parte da “porção santa” do SENHOR no Sangue de Jesus Cristo!
Saiba de uma coisa: Possa ser que você não tenha praticado o casamento misto, mas se você estimula, consente ou fica calado você é participante da profanação do santuário de Deus e, por isso, recebe do SENHOR a promessa de excomunhão da igreja.
Por isso, não somente os oficiais, mas é uma tarefa de cada membro da igreja reprovar e exortar em amor os seus irmãos que buscam se casar com descrentes!
Agora vou para você que tem filhos: Você tem ensinado aos seus filhos e filhas que o SENHOR abomina o namoro e casamento de crentes com descrentes?
Não espere ensinar ao seu filho ou filha quando seu filho ou filha chegar para apresentar o gatinho ou gatinha descrente, adorador de deus estranho, como seu namorado ou namorada.
Veja o que o SENHOR promete ao seu filho: Excomungarei você do meu povo! Você deve buscar ensinar a seus filhos o mais cedo possível que casamento misto é abominação ao SENHOR, para livrar seu filho da dor da excomunhão.
O Conselho da Igreja também deve ensinar sobre namoro e casamento misto e ter regras definidas, para tratar com membros e congregados, que namoram e buscam se casar com incrédulos.
Veja que em Ml 2.12 o SENHOR alerta os oficiais, pois Deus diz que não tem dois-pesos-e-duas-medidas, por isso, nem os pastores e líderes da igreja serão poupados da excomunhão caso busquem o casamento misto ou sejam omissos em alertar o povo!
Nestas palavras o SENHOR mostra Seu amor pela igreja. O Senhor quer afastar você do perigo com estas palavras e quer preservar Seu povo santo, por isso promete algo tão pesado.
Deus chama a Sua igreja: Se guarde para não ser infiel ao SENHOR tendo o Cuidado com quem você vai se casar!

2. Se guardem para não serem infiéis ao SENHOR: Cuidado para não se divorciar!

Havia um segundo e seriíssimo problema na igreja nos dias de Malaquias: Muitos crentes praticavam o divórcio.
Veja que o problema de divórcio na igreja não é uma praga dos tempos modernos, mas já está presente na igreja dos tempos de Malaquias.
Parece que os crentes daqueles dias estavam considerando o casamento como algo leve, um simples contrato que poderia ser terminado quando não fosse mais do interessante às partes.
Incrível que hoje muitos ditos cristãos também têm esta mesma consideração sobre o casamento.
Hoje não se pensa muito para se acabar o casamento: Ah, se não der certo agente se separa, acabou o amor acabou o casamento! São justificativas que hoje são usadas por cristãos.
Saiba que se você tiver uma baixa consideração sobre o casamento seu fim será o divórcio: Essa é uma verdade na época de Malaquias ou na nossa época (veja nos vs. 13-16).
Mas o SENHOR queria e quer guardar o seu povo desse mal abominável e mostra as consequências do divórcio para a igreja e seus membros (veja Ml 2.13):
Lendo estes textos você deve ter muito cuidado para ter seu casamento em alta estima e não achar o divórcio coisa banal e deve se guardar desse mal terrível.
Por que? Primeiro, o SENHOR repudia aquele que pelo divórcio repudia sua esposa ou seu marido! Veja isto em Ml 2.14:

“E perguntais: Por que? Porque o SENHOR foi testemunha [da aliança] entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira e a mulher da tua aliança.”

O SENHOR diz que as lágrimas, o choro e gemido dos infiéis é porque Deus não recebe a oferta deles. E sabe porquê Deus não recebe nem se alegra a oferta deles? Por causa da deslealdade, da violação da aliança, do divórcio ilícito.
Assim um crente que se divorcia fora da vontade de Deus é desleal ao seu cônjuge e o SENHOR que foi testemunha do seu casamento, casamento que é uma aliança, O Senhor repudia esse crente que pratica a deslealdade do divórcio.
Meu irmão em Cristo, ninguém com uma pequena porção de bom senso vai ser simpático ao divórcio depois dessas palavras. E é isto o sentido do v.15a:

“Não fez o SENHOR um, mesmo que havendo nele um pouco de espírito?

Este é um verso difícil de traduzir do hebraico, mas podemos dizer que o SENHOR quer expressar que só um louco pensa em praticar o divórcio!
Somente “um louco” não consegue perceber a importância de estar em comunhão com o SENHOR e a tristeza de ser repudiado por Deus!
Agora, chamo sua atenção para a segunda parte do v. 15, para dar a você um exemplo de alguém que não foi louco em praticar o divórcio. O texto de Ml 2.15d diz: “E porque somente um? Ele buscava a descendência que prometera.”
Esta parte pode ser entendida como uma referência a “alguém bem conhecido” da igreja, que não repudiou a sua esposa porque buscava do SENHOR “a descendêndia prometida”, ou seja, a descendência que pertence a Deus”.
E quem foi este “bem-conhecido”? Foi nosso Pai Abraão! Abraão não repudiou Sara para ficar com Hagar, pois Abraão recebeu a promessa que por meio de Sara o SENHOR o faria pai de uma grande nação (vejam Gn 17.19,21)!
Assim por causa da Fé na Palavra do SENHOR Abraão não agiu como um louco: não repudiou sua esposa e buscou a descendência que pertencia a Deus!
Essa fidelidade de Abraão foi a felicidade da Igreja de todas as épocas, porque foi por meio da “descendência prometida a Abraão, que veio o descendente da mulher, Jesus Cristo, o Salvador da igreja de Deus! O SENHOR fala isto à igreja da época de Malaquias.:
Vamos concluir com Ml 2.15,16. Veja algumas coisas interessantes:
Primeira, o SENHOR diz v. 15: cuidai de vós mesmo. Isto significa que deve haver atenção, cuidado para ser fiel ao seu cônjuge.
E o interessante é que Deus chama a atenção do marido! Porque do marido? Primeiro porque eram os maridos que estavam buscando o divórcio!
Segundo, porque deve ser o marido o primeiro a ser atento, cuidadoso para manter seu casamento.
Deus diz a você marido: Você é o cabeça do seu lar. Por isso, você deve ser o mais atento, o primeiro para guardar o seu casamento!
Muitos casamentos são desfeitos porque os maridos não fazem seu papel. Maridos que acabam seu casamento diretamente ou indiretamente. Diretamente repudiando sua esposa e buscando outra.
Indiretamente não exercendo a liderança do lar em amor, não cuidando da sua esposa como deve cuidar.
Por exemplo: Tem maridos que não se esforçam para sustentar sua família adequadamente e, por isso, forçam sua esposa a trabalhar fora de casa e debaixo da autoridade de outro homem. Dizem eles: Minha mulher tem que trabalhar fora porque o dinheiro está curto!
Outros maridos que quando a mulher bate o pé e diz: Não fui feita para ficar entre quatro paredes e cuidar de crianças! Este tipo de marido logo justifica a sua covardia e irresponsabilidade dizendo: É se eu não deixar ela trabalhar ela vai me deixar!
Será que estes tipos de maridos estão cumprindo o mandamento do SENHOR dado em Ml 2.15?
Meu irmão em Cristo, cuidado para você ao mandar sua esposa trabalhar fora de casa não esteja pondo sua esposa em tentação! Cuidado para você não joguar sua esposa nos braços do chefe dela, porque falta, não dinheiro em sua casa, mas porque falta esforço e criatividade de sua parte para melhorar a renda do seu lar.
Se o dinheiro PARECE está curto não pense primeiro em mandar sua esposa trabalhar fora de casa, procure primeiro os diáconos da Igreja e busque sabedoria para melhorar a renda da sua família.
Meu irmão em Cristo, se você tem dificuldade de exercer a liderança de sua casa e deixa sua esposa ser rebelde ao mandamento do SENHOR, que diz: Mulheres, sede submissas aos vossos maridos no Senhor!”
Busque os presbíteros da igreja para orientar você e sua esposa nessa questão. Não faça corpo mole, não deixe sua covardia e a rebeldia da sua esposa violarem o seu casamento e trazer a maldição de Deus sobre sua casa.
Agora tenho uma palavra para as esposas: O SENHOR menciona somente o marido em Ml 2.15. Mas isto não significa que você está fora desse mandamento.
Você esposa deve cuidar, ter atenção para ser fiel ao marido da sua mocidade. Essa responsabilidade é sua também e não só do seu marido. Como vão seus sentimentos para com o seu casamento, com seu esposo?
Veja que o diabo primeiro foi a eva, para chegar em Adão e tentar acabar com a obra de Deus. Você não pense que o diabo deixou de usar essa estratégia.
Por isso, se o seu sentimento por seu marido, por seu casamento está sendo atacado não fique calada, mas busque ajuda no Senhor. Isto significa converse com seu esposo os problemas, busque apoio na comunhão dos santos, busque seus pastores com seu marido.
Também, não deixe o cuidado com seu marido e filhos cairem. Muitas esposas são infiéis lançando os seus maridos no braço de outra. Sabe como?
Não busca devotar ao seu marido o cuidado e serviço devido no SENHOR Jesus Cristo. Dou algumas dicas para você:
Não deixe o seu marido chegar do trabalho e só ouvir de você reclamação, ou sentir em você o cheiro do desodorante vencido, e ver você desarrumada. Não deixe seu marido buscar a comida mau feita e fria no fogão. Faça ele perceber o seu cuidado e amor no Senhor para com os seus filhos.
E ainda por cima de tudo isto: Não deixe seu marido dormir com uma “pedra de gelo” ao invés de uma esposa amável e calorosa. Estas coisas são manifestações da sua fidelidade a ML 2.15.
Deus pergunta a você marido e mulher cristãos: Você tem praticado o mandamento do SENHOR de Ml 2.15? Você tem sido atento e cuidadoso para manter seu casamento?
Seu Pai Celestial odeia o divórcio! Seu Pai diz que odiará você se você se separar da sua esposa ou do seu esposo!
O fato do divórcio ser algo abominável a Deus e algo que ameaça sua vida é mais que suficiente, para você lutar com todas as forças, para repudiar o divórcio e manter o seu casamento conforme a Vontade de Deus!
“Portanto, cuidai de vós mesmos, e ninguém seja infiel para com a mulher da sua mocidade… portanto, cuidai de vós mesmos e não sejais infiéis.”
Meu irmão em Cristo, o SENHOR é enfático para proteger você do divórcio. O SENHOR ama você, seu irmão ou irmã com quem você está casado.
O SENHOR ama os frutos do seu casamento: os pequeninos da Aliança. O SENHOR ama Sua Igreja, Sua porção santa, a descendência que pertence a Ele!
Lembre-se: Você é a porção santa e descendência de Deus. O SENHOR ama você e sempre quer o seu bem!
Por isso, Guardem-se para não serem infiéis ao SENHOR! Que o SENHOR abençoe você e guarde você em fidelidade a Ele. Amém.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Pregações em Malaquias (Parte III): Eu, o SENHOR, tenho uma aliança com vocês

Sermão preparado pelo Rev. Adriano Gama sobre Ml 2.4,5

Texto: Ml 2.4,5

Leitura: Ml 1.6-14; 1 Pe 2.4-10

Amada Congregação do Senhor Jesus Cristo e visitantes,

Depois do SENHOR revelar o pecado dos sacerdotes infiéis e amaldiçoar os enganadores Ele vai e chama os sacerdotes a fidelidade.
Agora: fidelidade a quê? Fidelidade a aliança que o SENHOR tem com estes sacerdotes. Veja os textos 4 e 5.
Assim o SENHOR lembra aos sacerdotes e mostra para você que existe uma aliança firmada pelo SENHOR com todos os seus sacerdotes.
Eu proclamo a todos o Evangelho do SENHOR no seguinte tema:

Eu, o SENHOR, tenho uma aliança com vocês

1. Uma aliança que chama a fidelidade
2. Uma aliança que promete maldição
3. Uma aliança de vida e paz

1. Eu, o SENHOR, tenho uma aliança com vocês: Uma aliança que chama a fidelidade

A leitura dos vs. de Ml 1.6-14 revela o alto grau de infidelidade dos sacerdotes em seu serviço para Deus. Os sacerdotes desprezam a Deus no que fazem, porque desprezam o SENHOR no que pensam.
E o SENHOR não faz vista grossa, não passa a mão por cima da cabeça nem esconde o pecado dos seus oficiais. Deus chama os sacerdotes a se converterem do pecado:

“[1] Agora, ó sacerdotes, para vós outros é este mandamento. [2] Se o não ouvirdes e se não propuserdes, no vosso coração dar honra ao meu nome, diz o SENHOR dos Exércitos enviarei sobre vós a maldição e amaldiçoarei as vossas bênçãos; já as tenho amaldiçoado, porque vós não propondes isso no coração.…

Nos v. 1 e na primeira parte do v. 2 o SENHOR dá um mandamento aos sacerdotes: “Vocês devem propor em seus corações dar honra ao Meu Nome! (Veja o v.2):
Agora, note que o SENHOR tem um objetivo quando dá o mandamento: é para que a aliança dele “continue com Levi” (v. 4):

[4] Então, sabereis que eu vos enviei este mandamento, para que a minha aliança continue com Levi, diz o SENHOR dos Exércitos.

Devemos definir bem as coisas aqui: A aliança que o SENHOR tem com os sacerdotes é de serviço, por isso Ele define esta aliança como “aliança com Levi”. O mandamento é para que os sacerdotes possam continuar dentro dessa aliança.
Meu irmão em Cristo e visitantes, Deus com isto mostra a você que viver em aliança com Deus não é o mesmo que viver sem compromisso de fidelidade com Deus!

Esta verdade se aplica também à Nova Aliança de Deus com Sua nação sacerdotal: a Igreja. Lembre-se: na Nova Aliança em Cristo você é um sacerdote e você é chamado à fidelidade (abra 1 Pe 2.5):

“... também vós mesmos [igreja], como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo”.

Assim: Não pense que Deus suporta dentro da Aliança no sangue de Cristo pessoas que querem viver sem compromisso e infidelidade. Para você continuar dentro da Nova Aliança você deve permanecer fiel aos mandamentos do SENHOR!
Deus ensina a você pela Escritura a não confundir eleição soberana com a aliança do SENHOR. A doutrina da eleição é bíblica e o SENHOR a usa para consolar você no meio dos ataques e perturbações desta vida. Deus diz (Rm 8.30):

“E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou! ou seja: “Meu filho escolhi você e você vai chegar na glória”.

E na Aliança o SENHOR diz a você (Gn 17.1):

“Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda na minha presença e sê perfeito”, ou seja, tenho um pacto e seja fiel a meu mandamento!

Tem crentes que confundem eleição com aliança e assim pensam que Deus vai tolerar os seus pecados e sua vida de infidelidade, mas Jesus Cristo, o SENHOR da Nova Aliança diz (Jo 15.1,2,6):

“Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. [2] Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o corta; e todo o que dá fruto limpa, para que produza mais fruto ainda. [6] Se alguém não permanecer em mim, será lançado for a, a semelhança do ramo, e secará; e o apanham, lançam no fogo e o queimam”.

Nas palavras de Cristo dar fruto é ser fiel aos Seus mandamentos! E assim Jesus Cristo é claro para você está nEle, que é sacerdote da Nova Aliança: Seja fiel ou seja cortado!
Quem não entender a diferença entre Eleição e Aliança não vai entender as Palavras de nosso Amado Mestre Jesus Cristo.
Quem não entender Eleiçao e Aliança pode cair numa vida de libertinagem e pecado e provar a foice do Agricultor Divino!
Assim irmão: na Eleição o SENHOR dá a você a consoladora garantia de salvação eterna e na Aliança o SENHOR garante que é seu Deus e chama você a fidelidade!
O SENHOR pergunta a você: Como você tem atendido ao chamado da Aliança? Você tem sido fiel a mim? Você tem proposto em seu coração honrar o Meu Nome?
O SENHOR diz: Eu amo você e, por isso, dou a você meu mandamento e chamo você a fidelidade: Proponha no seu coração honrar o Meu Nome!

2. Eu, o SENHOR, tenho uma aliança com vocês: Uma aliança que promete maldição

Uma aliança tem mandamentos, obrigações e promessas. Estas promessas servem para estimular o compromisso de fidelidade à aliança firmada.
E uma das promessas é a maldição em caso da quebra da aliança. O SENHOR diz aos sacerdotes:

“[2] Se o não ouvirdes e se não propuserdes, no vosso coração dar honra ao meu nome, diz o SENHOR dos Exércitos, enviarei sobre vós a maldição e amaldiçoarei as vossas bênçãos; já as tenho amaldiçoado, porque vós não propondes isso no coração.
[3] Eis que vos reprovarei a descendência, atirarei excremento ao vosso rosto, excremento dos vossos sacrifícios, e para junto deles sereis levados.”

Veja a palavra “SE”: ela indica uma condição: Se você não faz isto, acontecerá aquilo”.
É igual quando seu pai ou sua mãe chega para você e diz: “Olhe SE você não fizer a sua tarefa de casa, você vai apanhar ou vai ficar de castigo!” A promessa de palmadas ou de castigo serve como um estímulo para você fazer a obrigação!
Nesse sentido o SENHOR usa a promessa de maldição do vs. 2, para estimular os sacerdotes a abandonarem o pecado e colocarem no coração o desejo de honrar o nome do SENHOR.
A maldição virá “SE” os sacerdotes não aplicarem em seu coração o mandamento do SENHOR.
Parece estranho falar que o SENHOR promete ao seu povo a maldição, principalmente, nos dias de hoje onde as pessoas pensam que DEUS É FIEL apenas para abençoar.
Mas, podem “tirar-o-cavalhinho-da-chuva” aqueles que pensam que DEUS É FIEL apenas para abençoar, porque a Escritura diz que DEUS É FIEL também para AMALDIÇOAR.
Na aliança mandamento e ameaça de maldição andam juntos. Agora eles andam juntos para quê? Para levar você à fidelidade. Dessa forma a ameaça é uma coisa ótima e é para o seu bem!
Veja o que SENHOR promete nos vs. 2,3:
Amaldiçoar a igreja, porque “amaldiçoarei as vossas bênçãos”. Isto tem a ver com a igreja, porque os sacerdotes levantavam suas mãos para abençoar a igreja e cada bênção dada por um infiel seria uma maldição para a igreja.
Amaldiçoar os filhos dos sacerdotes, porque “vos reprovarei a descendência”. Isto mostra que na aliança não há lugar para o individualismo. O pecado dos sacerdotes irá atingir também os seus descendentes.
Amaldiçoar os próprios sacerdotes, porque “atirarei excremento ao vosso rosto, excremento dos vossos sacrifícios, e para junto deles sereis levados.” Isso significa o fim do ministério e da vida dos sacerdotes infiéis. porque serão considerados imundos como as fezes das festas de sacrifícios do povo de Deus!
Assim o SENHOR revela que se você for infiel a maldição da aliança chegará sobre a Igreja, você e também sobre seus filhos. Agora note que depois destas ameaças o SENHOR diz (v. 4):

“Então, sabereis que eu vos enviei este mandamento, para que a minha aliança continue com Levi, diz o SENHOR dos Exércitos.

A frase “então, sabereis que eu vos enviei este mandamento” mostra que a maldição da aliança também revela que os sacerdotes estão fora da vontade de Deus: É como se o SENHOR dissesse:
Estão vendo vocês? Sabe porque você está apanhando? Você está apanhando porque não cumpriu o mandamento que dei a você! Entenda meu filho, minha filha: Desobediência dói!
Esta mensagem é também para todos nós, porque o SENHOR na Nova Aliança promete maldição para colocar você longe de uma vida de desobediência (veja Hb 10.26-29).
Nesse texto (v. 29) Deus revela a promessa de maldição: “de mais severo castigo” para o crente na Nova Aliança.
Mais severo, que a maldição que foi prometida aos sacerdotes infiéis de Israel, porque um crente que vive em pecado profana o sangue da Nova Aliança, o Sangue de Cristo, com o qual foi santificado!
Meu irmão em Cristo, você deve ter mais receio de viver em pecado contra Deus que os sacerdotes da Antiga Aliança.
Por que? Porque os sacerdotes da Nova Aliança não foram consagrados com sangue vil, de animais, mas pela aspersão do precioso Sangue de Cristo Jesus!
Deus ama a Igreja, os seus filhos e a você, por isso Deus promete “a maldição da aliança” a você, para afastar você do pecado e para estimular você a colocar em seu coração: O ARDENTE DESEJO DE HONRAR O NOME DO SENHOR!
É bom para você ouvir estas palavras neste culto, porque precisamos ser alertados sobre a seriedade da aliança: o SENHOR mostra o perigo de se viver uma vida de DESOBEDIÊNCIA no ofício que recebemos dEle.
O SENHOR ensina a você o Seu amor para com a Igreja, um Deus que não quer nos fazer sofrer, por isso nos revela a maldição da aliança. Por isso, se sinta amado e guardado por Deus quando Ele lembra e promete a você a maldição da aliança.
E se você vive em desobediência sinta o chamado de Deus antes que chegue o dia do desprezo eterno! Sinta o chamado do SENHOR Deus que quer que desfrutemos sempre de VIDA e PAZ com Ele.

3. Eu, o SENHOR, tenho uma aliança com vocês: Uma aliança de vida e paz.

“[5] Minha aliança com ele foi de vida e de paz; ambas lhe dei eu para que me temesse; com efeito, ele me temeu e tremeu por causa do meu nome.”

O SENHOR diz: Minha aliança consiste nisto: que vida e paz foram garantidas e concedidas a Levi!
No original a palavra “paz” é “shalom” que não significa apenas tranquilidade, mas salvação, ou seja, a soma de todas as bênçãos de Deus para nosso bem estar!
O SENHOR para levar os sacerdotes a temer e honrar o Seu Nome garante e concede vida e salvação pactual para os sacerdotes da Antiga Aliança.
Muito bonito isto: Vida e paz, a essência da Aliança com os sacerdotes, foram dadas para estimular os sacerdotes antigos à fidelidade.
E Deus usa esta essência e o testemunhos de fidelidade dos sacerdotes do passado, para chamar os sacerdotes infiéis dos dias de Malaquias ao arrependimento.
Deus diz que os sacerdotes fiéis se humilharam na presença do SENHOR, eles cumpriram fielmente seu chamado: os sacerdotes antigos ensinaram a verdadeira instrução do SENHOR, andaram com o SENHOR em fidelidade aos mandamentos, e da iniquidade separou a muitos, ou seja, foram fiéis mensageiros do SENHOR!
Meu irmão, se a essência da aliança de Levi (vida e paz) foram uma alavanca para os sacerdotes antigos desempenharem fielmente o seu chamado, então, muito mais alavancado você deve se sentir para viver uma vida de temor e tremor diante de Deus, porque somos sacerdotes de uma Aliança Superior: a Nova Aliança em Cristo!
Você desfruta de uma Aliança Sacerdotal mais excelente, porque é uma aliança de vida e paz (salvação) no Sangue de Cristo. O Senhor Jesus Cristo diz (Jo 10.10):

“O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância!

E o apóstolo Paulo diz:

“Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo.

O SENHOR chama você a olhar a essência da Nova Aliança! Ele faz isto estimular os fiéis a serem mais fiéis, para chamar os infiéis ao arrependimento e para o bem de toda Sua igreja.

Conclusão:

Você meu irmão e minha irmã que têm se esforçado para dar um bom testemunho como um bom sacerdote de Cristo: Deus te promete vida e paz abundantes em Cristo!
Agora tenho em nome de Deus uma palavra para você que está na Aliança e pensa que pode viver do seu jeito e no seu caminho.
Amado irmão em Cristo, o SENHOR não dá uma opção aos sacerdotes, mas um mandamento, uma ordem! Uma mandamento radical.
Por que radical? Porque o SENHOR não quer uma mudança de aparência, o SENHOR quer uma mudança na raiz, ou seja, no coração: a conversão de um coração descompromissado e infiel para um coração compromissado e fiel ao SENHOR!
“Proponham no seu coração honrar o Nome do SENHOR, para viver na Aliança de Vida e Paz em Cristo!
Compreenda que a aliança chama você à fidelidade. Uma aliança que permite você viver a vida de seu jeito é algo que não encontramos na Escritura!
Pare para pensar: Por que os sacerdotes deveriam ser fiéis ao mandamento de Deus? Por que Deus nunca disse a eles: Vivam do seu jeito meus filhos, façam o que bem entenderem em seus casamentos, nos seus trabalhos e na igreja!
Deus não diz isto para você, porque Deus não fez uma aliança com você para que você viva do seu jeito, mas para que você viva do jeito de Deus, em FIDELIDADE A ELE!
Deus quer respostas de você: Qual o compromisso que você tem comigo? Você tem o compromisso de viver para ser fiel a Minha Aliança? Você tem sido fiel ao Meu mandamento ou tem sido fiel ao seus pensamentos? Você tem proposto em seu coração honrar o Meu Nome?
O SENHOR chama você a responder estas perguntas. O SENHOR em Cristo tem com você uma aliança superior: a Nova Aliança no sangue de Cristo: Uma Aliança de Vida e Paz superabundantes no Sangue de Cristo!
Neste sangue você foi santificado, para uma vida de obediência a Deus como um sacerdote fiel ao mandamento do SENHOR.
Deus também chama a atenção dos visitantes que ainda não tem um compromisso com Cristo: Somente em Cristo você pode desfrutar de verdadeira Vida e Paz!
Não pense que somente vindo à Igreja aos domingos você terá vida e paz: Deus garante vida e paz somente para os seus sacerdotes em Cristo Jesus. Amém!