sábado, 8 de dezembro de 2007

Os Cânones de Dort - uma pequena introdução*

O terceiro dos padrões doutrinários das Igrejas Reformadas é Os Cânones de Dort, também chamado de Os Cinco Artigos Contra os Remonstrantes. Os Cânones são exposições doutrinárias que foram adotadas pelo grande Sínodo Reformado de Dort de 1618/1619.
Esse Sínodo teve dimensão internacional, pois não se compunha apenas de delegados das Igrejas Reformadas dos Países Baixos; vinte e sete representantes de igrejas estrangeiras também participaram dele.
O Sínodo de Dort foi convocado em vista de uma séria perturbação no seio das Igrejas Reformadas causada pelo surgimento e propagação do Arminianismo.
Armínio, Professor de Teologia da Universidade de Leyden, e seus seguidores desviaram-se da Fé Reformada quanto ao que alegavam em cinco importantes pontos. Ensinavam a eleição condicional tendo por base a previsão da fé, a expiação universal, a depravação parcial, a graça resistível e a possibilidade de cair da graça.
Tais posições foram rejeitadas pelo Sínodo e as percepções opostas materializaram-se naquilo que é hoje chamado de Os Cânones de Dort, ou de Os Cinco Artigos Contra os Remonstrantes. Nesses Cânones o Sínodo fixou a Doutrina Reformada dos seguintes pontos, a saber, a eleição incondicional, a expiação definida, a depravação total, a graça irresistível e a perserverança dos santos.
Cada Cânone consiste de uma parte positiva e de outra negativa. A primeira é uma exposição da Doutrina Reformada referente à questão, e a última é a refutação do erro arminiano correspondente. Embora, quanto à forma há apenas quatro capítulos, causados pela união da terceira e quarta seções em uma única, é certo falarmos em cinco Cânones; o terceiro capítulo é sempre designado como Capítulo III/IV. Requer-se de todos os oficiais eclesiásticos das Igrejas Reformadas que subscrevam aos Cânones, como também à Confissão Belga e ao Catecismo de Heidelberg.

* Introdução dos Cânones de Dort extraída das “Três Formas de Unidade das Igrejas Reformadas” publicadas pela CLIRE

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