Segunda-feira, 16 de Junho de 2008

Resenha - A Igreja Apostólica: O Que Significa Isto?

Por Rev. Adriano Gama

A Editora Os Puritanos lançou no ano de 2005 em língua portuguesa o livro “A Igreja Apostólica: O Que Significa Isto?” de Thomas Witherow (1824-1890).
O alvo dessa obra é apresentar para o povo presbiteriano, partindo da Escritura, a visão de que há um e somente um tipo de governo bíblico para a Igreja de Cristo no Novo Testamento, a Igreja Apostólica.
O autor coloca de forma clara que o tema Governo Eclesiástico não é algo de menor importância, mas é uma das marcas da verdadeira igreja apostólica, pois “a Igreja moderna que incorpora mais princípios apostólicos no seu governo é a mais próxima da Igreja Apostólica”.
Thomas Witherow apresenta:
1. A definição da palavra “igreja” dentro da Escritura;
2. O fato da Igreja ser apresentada como um reino onde Cristo é Seu Rei Supremo e Seu Cabeça, ela deve ter um corpo governante;
3. Apresenta os ofícios que encontramos na Escrituras: Apóstolo, Profeta, Evangelista, Presbítero e Diácono.
Witherow ensina bem a função de cada um desses ofícios, suas áreas de ação e o tempo de suas vigências. Para os ofícios de Apóstolo, Profeta, Evangelista a ação era abrangente e a vigência foi o período apostólico, enquanto a ação dos ofícios de prestítero e diácono era limitada às igrejas locais e ainda perduram até nossos dias.
São mencionadas sinteticamente, mas de forma clara, as três formas de governo praticadas nas igrejas cristãs: Episcopal (papistas e anglicanos), Congregacional (batistas e independentes) e Presbiteriano.
Depois disto Witherow inicia a explicação de seis princípios extraídos da Escritura e que mostram o padrão de governo eclesiástico deixado pelos apóstolos para a Igreja Cristã. Na Igreja Apostólica:

1. Os oficiais eram eleitos pelo povo;
2. Os ofícios de bispo e presbíteros eram a mesma coisa;
3. O governo era exercido por uma pluralidade de presbíteros;
4. A ordenação era um ato de um presbitério – uma pluralidade de presbíteros;
5. Havia o privilégio de se apelar ao presbitério em casos especiais e o direito de governo exercido por seus delegados.
6. Cristo é a Cabeça suprema da Igreja em todas as coisas.

Thomas Witherow usa estes seis princípios para examinar as formas de governo praticadas na Igreja Cristã. Sua conclusão é:
O governo Episcopal Romano e Anglicano quebra todos os princípios apresentados e são contrários a todos eles. “É um sistema completamente humano; é, em todos os sentidos, uma invenção de homens”.
O governo Congregacional é melhor, pois preserva os princípios 1, 2, 6 porém nega os princípios 3, 4 e 5. “É mais defeituoso que errôneo, precisando ter as suas deficiências corrigidas”.
A conclusão de Witherow é que o “sistema Presbiteriano é, em termos de governo, a única Igreja Apostólica”, porque “todos os princípios apostólicos de governo eclesiástico são encontrados somente na Igreja Presbiteriana”.
Outro detalhe importa na obra é que o autor não quer apenas apresentar a doutrina, mas aplicar seu ensino na vida da Igreja. Witherow de forma prática chama os presbiterianos a serem de fato presbiterianos, assumindo sem medo, que o seu sistema de governo é o único ensinado pelos Apóstolos inspirados.
Witherow é bem contundente ao afirmar que o presbiterianismo de sua época evita ensinar o seu sistema de governo com receio de ferir as outras “igrejas” que não o adotam.
No livro Igreja Apostólica Thomas Witherow revela um pouco dos problemas dentro do presbiterianismo na Irlanda. Para ele muitos presbiterianos eram políticos, frios, tradicionalistas, omissos em passar os fundamentos bíblicos do presbiterianismo às novas gerações; presbiterianos por nascimento e não por convicções. Esta prática tinha feito a distinção bíblica peculiar ao presbiterianismo ser apagada e até mesmo esquecida dos seus membros, levando muitos a abandonarem suas igrejas ou até mesmo viverem dentro delas discordando do seu sistema de governo.
Witherow coloca na obra muita ênfase no trabalho dos ministros da Palavra para influenciar a Igreja e a Sociedade em favor do governo bíblico. Segundo ele, o melhor remédio para a indiferença morna e odiosa ao sistema presbiteriano “é o ensino da Palavra de Deus para instruir o povo, pública e privadamente, o que o presbiterianismo realmente é”. Para Thomas Witherow, o deixar de pregar estes princípios nos púlpitos das igrejas é o fim delas.
O Livro termina conclamando os presbiterianos a, por amor a Cristo, defenderem os princípios presbiterianos; a se esforçarem a honrarem o sistema bíblico ao qual os presbiterianos estão ligados.
Pontos fortes do livro:
1. Chama atenção para a discussão sobre governo eclesiástico, algo pouco refletido pelas igrejas no mundo, especialmente, no Brasil;
2. Apresenta de forma simples e clara as formas de Governo Eclesiástico praticados pelas igrejas cristãs;
3. Extrai da Escritura toda sua base de argumentação para os seis princípios sobre Governo Eclesiástico;
4. Apresenta esses princípios de forma clara e objetiva;
5. De forma prática discute e aplica os princípios apresentados nas formas de governo eclesiástico existentes, deixando à disposição do leitor o julgamento desses sistemas à luz dos princípios bíblicos expostos;
6. É um chamado aos presbiterianos para serem seguros naquilo que eles praticam, sabendo que estão governando a Igreja de Cristo conforme a Palavra de Deus.

Conclusão:

Apesar de sua primeira publicação ser datada em 1856, o pequeno livro de Thomas Witherow é uma excelente obra para abrir em nossos dias a discussão sobre governo eclesiástico em nossa nação. Uma nação que ainda está engatinhando, ou melhor, rastejando na teologia, na prática protestante e apenas começando a provar a gloriosa Fé Reformada.
Temos no livro Igreja Apostólica uma boa exposição do que é o presbiterianismo na sua essência. Witherow mostra de forma clara, forte e irrefutável as bases bíblicas do Sistema Presbiteriano de Governo.
O presbiterianismo, especialmente, o brasileiro só tem a ganhar com essa obra. Pois Witherou chama atenção para um presbiterianismo mais próximo das igrejas locais e não hierárquico. Um presbiterianismo que tem sua força vital nos presbitérios e contra um tipo de presbiterianismo centralizado numa cúpula nacional.
Para Witherow o presbitério é o cerne das igrejas presbiterianas, que podem funcionar muito bem sem sínodos e a Assembléia Geral conhecida no Brasil como Supremo Concílio (em todo mundo presbiteriano somente a Igreja Presbiteriana do Brasil usa esse termo).
O livro A Igreja Apostólica é um instrumento prático na área de governo eclesiástico para instruir às igrejas que se dizem protestantes e para fortificar os presbiterianos na sólida base bíblica de seu sistema de governo. Essa obra só vem para acrescentar o trabalho de Reforma nas Igrejas Brasileiras, especialmente, para reforçar o presbiterianismo do Brasil.

Palavras chaves:

1. Eclesiologia; 2. Governo Eclesiástico; 3. Presbiterianismo.




Terça-feira, 10 de Junho de 2008

Deus chama a igreja a guardar seu coração da soberba espiritual

Sermão Preparado pelo Rev. Adriano Gama sobre Dt 9.1-5

Texto: Dt 9.1-5
Leitura: Gn 15.1-21; Dt 9.1-12

Amada Igreja de Jesus Cristo e visitante,

Deus inspira Moisés a escrever o Livro de Deuteronômio de um modo interessante: O Livro de Deuteronômio são três grandes sermões de Moisés.
Três grandes sermões pregados para ensinar, explicar a Lei de Deus de uma forma que o povo fosse educado, guiado a tomar posse da Promessa da Aliança do SENHOR em Canaã.
E esses sermões são cheios de exortações, ou seja, cheios de palavras de ânimo, incentivo e avertências para Israel viver em fidelidade ao Senhor quando entrasse na Terra Prometida.
Por isso não é a toa que um dos nomes dados pelos judeus ao Livro de Deuteronômio é o “Livro das Admoestações”.
Deus começa o capítulo 9 de Deuteronômio (veja o v. 1,2) descrevendo o que e quem a Igreja vai possuir e vencer quando passar o Rio Jordão.
Israel vai tomar posse de nações mais numerosas e poderosas que ela, cidades fortificadas e exércitos de guerreiros que ninguém havia conseguido vencer antes.
Moisés inspirado pelo Espírito Santo descreve essas nações, cidades e povos de tal modo que você só pode lembrar das cenas de filmes como o Senhor dos Anéis, Tróia e outras grandes obras cinematográficas.
Agora, por que Deus chama a atenção da Igreja para esses detalhes? Detalhes que daria medo a qualquer nação e guerreiro treinados na guerra, quanto mais a Israel que era uma nação formada de ex-escravos egípcios, sem tradições na guerra, sem expressão no mundo e fracos!
Meu Irmão em Cristo, Deus não descreve isto para a Igreja ter medo desses inimigos fortes e perigosos!
Deus descreve o que vai acontecer para proteger a Igreja de algo mais perigoso que os inimigos que a Igreja enfrentará em Canaã. Deus quer proteger a igreja da SOBERBA ESPIRITUAL (veja o vs 3,4).
Agora você sabe o que é SOBERBA? Soberba é orgulho excessivo, arrogância.
A SOBERBA ESPIRITUAL é o perigo que vai ameaçar a Igreja, quando ela começar a ver os muros das cidades fortificadas caindo, os exércitos de gigantes sendo derrotados.
Deus sabe bem quem é a Igreja, sabe do perigo da soberba, sabe bem que a igreja cai facilmente nesse pecado, então, o SENHOR exorta a Israel a se proteger contra esse forte e perigoso inimigo.
Agora o Espírito Santo trouxe você aqui para pregar e exortar você com a seguinte mensagem:

Deus chama a igreja a guardar seu coração da soberba espiritual:

1. Porque é o SENHOR que dá a vitória.
2. Porque a derrota dos inimigos é obra da Justiça de Deus
3. Porque a Posse da Herança é baseada na Promessa da Aliança

1. Deus chama a igreja a guardar seu coração da soberba espiritual: Por que é o SENHOR que dá a vitória.

Meu irmão em Cristo, o que Deus faz para proteger a Igreja da Soberba Espiritual? (veja o v.3):
Deus no início do v. 3 faz Israel saber que Quem vai na frente do Seu povo é Ele. Deus no texto hebraico se identifica como o PASSADOR! O PASSADOR QUE É FOGO que destruirá, aniquilará, humilhará os inimigos da Igreja, garantirá e dará a Igreja a vitória sobre todos os inimigos poderosos!
Deus assim mostra a Israel que a vitória da igreja contra seus inimigos não está na força da Igreja, no seu número, na sua habilidade de guerra. A vitória da igreja é uma OBRA DO SENHOR e uma DÁDIVA DE DEUS!
A soberba espíritual chegaria no coração do povo de Deus na Antiga Aliança, SE o povo se esquecesse que a vitória sobre seus inimigos era uma obra e dádiva de Deus!
Agora você deve entender uma coisa: Que aquilo que Deus falou para a Igreja no Antigo Testamento é palavra para a Igreja hoje.
No Antigo Testamento a Igreja era Israel, o povo da Aliança. As nações de Canaã representava o mundo caído, debaixo do domínio de Satanás e inimigo de Deus. A luta entre Israel e esses povos era aquilo que Deus falou a Serpente em Gn 3.15.
A vitória sobre estas nações e a Posse da Terra de Canaã faziam parte do cumprimento da Promessa da Aliança firmada com Abrãao. Esta vitória e Posse eram sombras da Vitória que Cristo Jesus dará a Sua Igreja no cumprimento pleno da Aliança.
Meu irmão em Cristo, qualquer doutrina que ensina que a Vitória do cristão é uma conquista da força humana é uma doutrina que cria pecadores SOBERBOS e não adoradores gratos e humildes!
Aqui você pode ver como é perigoso e nocivo o arminianismo. O arminianismo levado às ultimas consequências diz que a Vitória do cristão sobre o mundo caído é uma conquista do livre-arbítrio do homem, da fé do homem, ou seja, do poder do homem!
Um arminiano convicto nunca será um pecador que tem um coração cheio de humildade e louvor ao SENHOR Deus pelas vitórias espirituais em suas vidas!
Meu irmão em Cristo, nunca se esqueça: Não é a força do seu conhecimento teológico, da sua moralidade, do seu zelo pelas coisas de Deus, das suas virtudes e dons que garantem a você a Vitória sobre o mundo e o diabo.
Como a vitória de Israel sobre seus inimigos na Antiga Aliança era uma obra e dádiva de Deus, assim também a vitória contra o diabo e o mundo é uma obra do próprio Deus que, em Cristo, derrotou os seus inimigos e aniquilou na Cruz a força desses inimigos sobre você!
O Espírito Santo quer livrar você da soberba espiritual, por isso, Ele chama você a olhar para as vitórias que até agora você vem tendo e terá como UMA OBRA E DÁDIVA de Deus em Sua vida, em Cristo, e que são concedidas a você, por pura graça, em Cristo Jesus!
Agora, meu irmão em Cristo, o fato de Deus ser Aquele que vence os inimigos e que a vitória da igreja é uma obra e dádiva de Deus, não significa que a Igreja vai ficar de braços cruzados sem fazer nada (olhe o final do v. 3): “… assim, os desapossarás e, depressa, os farás perecer, como te prometeu o SENHOR”.
Vou ilustrar o que digo: Deus poderia soprar um vento poderoso e derrubar as muralhas de Jericó. Poderia ou não? Sim, claro que poderia!
Mas o que o SENHOR fez? Mandou Josué e todo Israel rodear Jericó e depois soar as trombetas contra a Cidade e assim derrotou Jericó e a deu aos filhos de Israel.
O SENHOR em toda conquista de Canaã continuou a dar a vitória a Israel, mas o povo não ficou deitado numa rede esperando Deus limpar os seus inimigos da face da terra!
Aqui em Deuteronômio o Espírito Santo mostra a você a soberania de Deus em garantir e dar a igreja a vitória sobre seus inimigos, mas também mostra a responsabilidade da igreja de se apropriar dessa vitória pela Fé e pela operosidade dessa Fé!
Estas duas verdades bíblicas devem estar sempre vivas na mente da Igreja: Vitória como obra e dádiva de Deus e Responsabilidade de pela Fé tomar posse da Vitória!
SE a igreja se esquece da primeira doutrina cai no pecado de Soberba Espiritual! Mas, se a Igreja se esquece da segunda doutrina cai no pecado de preguiça, descuido e relaxamento espirituais.
Estas verdades são repetidas em Filipenses 1.27,28 e em 2.12,13 onde o Apóstolo Paulo combina essas duas verdades de Deus: Deus é o Autor e Sustentador da Vitória de Salvação em Cristo e você, em Cristo, tem o chamado de lutar pela Fé e desenvolver a Salvação que recebeu do Senhor por pura graça.
Por isso, guarde seu coração da soberba e lance mão da espada para conquistar pela Fé a vitória que o SENHOR garante a você sobre os seus inimigos espirituais!

2. Deus chama a igreja a guardar seu coração da soberba espiritual: Porque a derrota dos inimigos é obra da Justiça de Deus

Deus ADVERTE FORTEMENTE a Israel: Não pense em seu coração que é a sua justiça a base da sua Vitória sobre os inimigos e a posse da terra de Canaã! Veja o v.4.
Deus sabe quem é a Sua Igreja. Deus sabe que o homem mesmo quando prova derrotas é soberbo, quanto mais soberbo é quando está provando vitórias!
Por isso, Deus adverte fortemente a Igreja a guardar o coração! Em Provérbio 4.23, o livro onde o Espírito Santo ensina como aplicar a Lei na vida, o SENHOR diz: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida”.
O Espírito Santo em Provérbios diz que do coração depende toda a vida do homem, por isso, você deve guardar o seu coração de sentimentos que ameaçam a Sua relação com Deus.
Deus manda Israel a não permitir que o sentimento de justiça própria chegue ao coração. Deus quer que quando Israel estivesse vendo as cidades e os guerreiros fortes tombando e a vitória se concretizando não dissesse em seu coração:
- Está vendo? É por minha justiça que Deus está me fazendo possuir a terra e meus inimigos serem derrotados!
Para prevenir a Igreja desse pecado Deus revela que o possuir da terra e a destruição dos inimigos é uma obra da SUA JUSTIÇA e NÃO DA JUSTIÇA DA IGREJA! Veja os v. 4 e 5a:
Deus diz: “não é por causa da tua justiça, nem pela retidão do teu coração, mas pela maldade dessas nações”, que vou lança-la de diante de ti! Deus quer que isto fique bem gravado na mente da Igreja, pois o SENHOR repete essa explicação duas vezes somente nessas passagens.
Agora, meu irmão em Cristo, Deus nessa Palavra de Deuteronômio revela uma verdade espantosa:
A justiça do homem nunca será o motivo da Posse da Promessa do SENHOR, mas que a perversidade, injustiça, perversão e delitos humanos serão sempre o motivo do justo juizo de Deus sobre o homem!
A vitória e o possuir a Terra da Promessa é uma sombra da Salvação prometida na Aliança para o povo de Deus. E a punição dos inimigos de Israel também é uma sombra do que vai acontecer com todo o mundo rebelde contra Deus, os rebeldes pecadores.
O Espírito Santo revela pelas Palavras inspiradas de Moisés que a doutrina de salvação e da perdição no Antigo Testamento é a mesma doutrina de Salvação e Perdição encontrada no Novo Testamento.
Veja o que o Apóstolo Paulo inspirado fala em Tt 3.4-7. Claramente o herdar a Promessa de Deus é uma obra da graça de Deus.
Agora veja Rm 6.23:

“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor!

O Espírito Santo diz que a morte é o SALÁRIO DO PECADO! Assim, não existem duas doutrinas de salvação e perdição na Escritura (uma do Antigo e outra do Novo Testamento)!
Existe uma só doutrina, um só Evangelho da Graça de Deus e uma só mensagem da Justiça de Deus, que condena pecadores que querem se manter na perversidade dos seus pecados!
Meu irmão em Cristo, Deus é PACIENTE com pecadores! Deus mostrou uma paciência de Quase 500 anos para com as nações de Canaã! Deus já havia falado a Abrão que iria acertas as contas com as nações de Canaã (vá para Gn 15.16). E depois de todo esse tempo chega a HORA DO ACERTO DE CONTAS!
O Espírito Santo mostra na Escritura que a paciência de Deus tem um limite: Chegou o dia quando se encheu a medida da iniquidade dos amorreus. Chegou o dia do SENHOR cumprir a PROMESSA DE FAZER JUSTIÇA sobre os perversos e impenitentes povos de Canaã!
Deus é FIEL a Sua Promessa: Os pecadores de Canaã seriam destruídos, humilhados e despojados por causa do mérito de suas obras perversas, pecaminosas contra Deus.
O SENHOR quer deixar isto claro para livrar Israel da Soberba Espiritual: Israel não por causa da sua justiça punirei as nações de Canaã, mas por causa da perversidade delas!
Esta mensagem do SENHOR ao mesmo tempo que chama a Igreja à humildade é um FORTE chamado de Arrependimento para todo pecador que deseja ficar em sua perversidade!
O Evangelho de Deus mostra que o SENHOR é um Deus paciente! Mas, que a paciência de Deus tem um limite.
Muitos homens vivem nos seus pecados como se Deus não estivesse vendo as suas obras malignas e como se Deus nunca fosse pedir contas dessas obras.
O Juízo de Deus sobre as nações de Canaã revela que Deus é Fiel para cumprir Sua palavra de Juízo contra o mundo caído e que quer viver em desobediência a Vontade de Deus Revelada na Escritura!
Deus mostra na Escritura tanto no Antigo Testamento como no Novo Testamento, que Ele pedirá conta de toda obra humana. Nosso Amado Salvador Jesus Cristo disse em Mt 12.36,37:

“Digo-vos que toda palavra frívola (ociosa) que proferirem os homens, dela darão conta no dia do juízo; porque, pelas tuas palavras, será justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado”. E se você quer ver a execução dessa promessa então veja Ap 20.11-15.

Deus pacientemente ainda chama o mundo ao arrependimento e a pela Fé na Promessa de Salvação graciosa em Cristo Jesus ser salvo da ira vindoura.

3. Deus chama a igreja a guardar seu coração da soberba espiritual: Porque a vitória é baseada na Promessa da Aliança

Moisés prega que o despojamento e o perecer das nações de Canaã será (literalmente no hebraico está escrito): “conforme prometeu o SENHOR”! (veja o final do v. 3).
É com base nessa Promessa de Deus que Israel devia começar sua campanha de conquista da terra de Canaã. É com base nessa Promessa que Israel deve ver a Sua vitória sobre seus inimigos e a posse da Promessa da Aliança (veja o v. 5).
O Espírito Santo na pregação de Moisés revela que a vitória da Igreja é baseada somente na Promessa da Aliança de Deus.
Esta verdade fica mais clara e forte quando você lê as Palavras de Deus em Hb 11.30-34. Veja que em Hebreus o Espírito Santo fala que o povo de Deus vai à luta com base na Palavra de Deus e pela fé nessa Palavra subjulgaram seus inimigos!
Assim você aprende pela Escritura que a Salvação do povo de Deus sempre foi com base na Promessa da Aliança e por meio da Fé somente.
A Promessa que Deus fez a Abraão, Isaque e Jacó. A Promessa que garantiu a Salvação do Povo de Deus sobre os seus inimigos no Antigo Testamento. A Promessa que foi cumprida pelo Descendente e Herdeiro de Abraão, o Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo!
A Promessa que você, por meio da Fé em Cristo, já desfruta na Nova Aliança e desfrutará PLENAMENTE no retorno do Nosso Salvador Jesus Cristo.
Meu irmão em Cristo, qualquer mensagem que diga ao homem que a Salvação é baseada na justiça do homem e não somente na Promessa de Deus é um acréscimo à Escritura. Na verdade é um falso evangelho.
A Igreja deve se manter no Evangelho Gracioso pregado por Moisés a Israel. O Evangelho pregado por Moisés que chama os homens a confiarem que a Salvação é somente pela Fé na Promessa do Senhor!

Conclusão:

Amada Igreja, a pregação de Moisés adverte e chama a Igreja a não ser soberba se achando justa aos seus próprios olhos e digna da Salvação Pactual.
Salvação Pactual representada na vitória contra os inimigos e na posse da Terra e não baseadas na Justiça do Homem!
Mas, essa mensagem é também uma palavra de ESTÍMULO, para a Igreja continuar bravamente na luta pela Fé Evangélica e para tomar posse plenamente da Herança Prometida em Cristo Jesus.
Veja que o Escritor da Carta Aos Hebreus usa o testemunho dos fiéis do Antigo Testamento para estimular a Igreja no Novo Testamento a se manter firme na carreira da Fé.
O Espírito Santo em Hebreus (Hb 11.34) diz que os crentes do Antigo Testamento pela Fé na Promessa do SENHOR “escaparam ao fio da espada, da fraqueza tiraram força, fizeram-se poderosos em guerra, puseram em fuga exércitos de estrangeiros.”
Veja, meu irmão em Cristo, que estes crentes fizeram tudo isto pela Fé vendo Cristo de longe, foram testemunhas fiéis, porém estes seus irmãos não provaram a concretização da Promesssa, ou seja, esses amados irmãos morreram salvos na esperança antes de verem Jesus Cristo em carne!
Você hoje vive a Promessa Concreta em Jesus Cristo, Deus proveu a você em Cristo cousa superior, pois você prova aquilo que os crentes da Antiga Aliança esperavam e morreram salvos na esperança.
Meu irmão em Cristo, se eles pela graça de Deus tiraram da Promessa força para continuar na luta, muitos mais você que em Cristo já prova a Salvação Prometida, que já prova os poderes do mundo vindouro!
Deus cerca você de uma nuvem de testemunhas, os santos do Antigo Testamento, que foram salvos pela fé somente na Promessa da Aliança, eles servem como torcedores em um estádio que dizem a você:
Continue na luta, pois Deus, em Cristo, já venceu POR VOCÊ os Seus inimigos! Continue na luta pois o Juízo de Deus vai ser executado fielmente contra o mundo rebelde! Continue na luta pois veja que Deus é Fiel para cumprir Sua Promessa de Salvação em Cristo Jesus!
Deus quer despedir você com está palavra de encorajamento com base na PROMESSA DA ALIANÇA EM CRISTO:
Meu irmão em Cristo, Deus é quem dá a você a Posse da Herança Prometida, por isso: Continue OLHANDO PARA JESUS QUE É O CAPITÃO DA NOSSA FÉ! Amém.

Sexta-feira, 25 de Abril de 2008

As Igrejas Reformadas São Uma Seita Nova?

Talvez você tenha ouvido falar de uma Igreja Reformada. Esta Igreja tem um ensino, um padrão de culto, um governo, e um estilo de vida bem diferente de muitas igrejas que se chamam evangélicas.
Talvez alguém já tenha lhe falado, "Cuidado. É uma seita, uma seita nova!".
Se você não tiver medo da verdade, convido-o a ler um pouco sobre o que são verdadeiramente as Igrejas Reformadas. Depois de tomar melhor conhecimento dos fatos, você pode tomar uma decisão sobre a pergunta que é o título deste humilde panfleto.

A Grande Reforma Protestante (1517)

Nos quase 1500 anos entre a igreja primitiva e a Reforma protestante, a Igreja estava se desviando mais e mais da pureza da doutrina e da adoração que a Bíblia ensina. A Igreja através dos séculos estava se afundando mais e mais na superstição católica romana. Mas Deus sempre manteve um remanescente fiel que conhecia o verdadeiro evangelho: que Deus salva pecadores por pura graça, não por obras.
Na Grande Reforma Protestante, Deus usou homens como Martinho Lutero e João Calvino para reformar a Igreja. O intuito dos reformadores, especialmente João Calvino e seus sucessores, nunca foi de estabelecer uma nova igreja. Eles entenderam que estavam reformando a única Igreja de Cristo e trazendo-a de volta à doutrina e prática das Escrituras.
As Igrejas Reformadas do Brasil são ligadas pela história e pela confissão da fé apostólica com todas as igrejas fiéis que voltaram à pura doutrina e à verdadeira adoração bíblica na Grande Reforma. A Grande Reforma redescobriu a ligação Bíblica com a igreja primitiva e apostólica, e assim as Igrejas Reformadas têm uma linhagem que vai até o tempo dos apóstolos.

As Igrejas Reformadas no Brasil: primeira igreja evangélica no país (1555-1558)

Em 1555, iniciou-se uma colônia francesa na baía da Guanabara, onde hoje se encontra a cidade de Rio de Janeiro. Em 1557, chegou um grupo de cristãos reformados, junto com vários pastores mandados pelo reformador João Calvino. Assim os primeiros cultos evangélicos em nosso país foram celebrados no Rio de Janeiro, por uma Igreja Reformada francesa.

A Igreja Reformada da Baía da Guanabara: primeiros mártires brasileiros (1558)

Infelizmente, os reformados foram traídos e perseguidos pelos romanistas franceses, e assim a Igreja Reformada foi dizimada. Os primeiros mártires brasileiros pelo evangelho do Senhor Jesus Cristo foram membros da Igreja Reformada. Antes de morrerem, eles escreveram a Confissão da Guanabara—a primeira confisssão de fé do Novo Mundo.

As Igrejas Reformadas No Nordeste: primeira igreja missionária do país (1630-1654)

Muitos conhecem o nome de Maurício de Nassau, que governou o Brasil holandês com uma tolerância e sabedoria muito adiantadas para sua época. Poucos sabem que o Conde Maurício de Nassau fazia parte da família real da Holanda. A família Nassau estava jurado de defender a fé reformada e promover a tolerância religiosa e liberdade de consciência. Durante os anos que Pernambuco e uma grande parte do Nordeste ficou debaixo do governo holandês, as Igrejas Reformadas embarcaram num projeto missionário impressionante. Dezenas de pastores e missionários pregaram a fé em várias idiomas: inglês, holandês, espanhol, francês, português, e até tupi (a língua indígena). O Catecismo de Heidelberg, que ensina o caminho da salvação, foi traduzido em tupi. Muitas aldeias conhecerem a graça de Deus em Jesus Cristo, e muitos indígenas se converteram ao Senhor. Você já ouviu do famoso índio Poty? Ele foi membro da Igreja Reformada do Recife.

As Igrejas Reformadas e a Tradução da Bíblia em Português (século XVII e XVIII)

Convido você a abrir sua Bíblia nas primeiras páginas. A grande maioria das Bíblias usadas no Brasil fazem uso da tradução de um tal "João Ferreira de Almeida". Quem foi este homem? Ele foi um dos primeiros portugueses a abraçar publicamente a fé reformada, em 1642. Mais tarde ele se tornou um pastor das Igrejas Reformadas numa região da Ásia onde se fala português, e iniciou o trabalho de traduzir a Palavra de Deus para a língua portuguesa. A obra que ele iniciou foi completada por outros pastores reformados no século XVIII.

As Igrejas Reformadas e a Segunda Vinda da Igreja Evangélica para o Brasil (século XIX)

No século XIX, depois de muitos séculos, a igreja evangélica voltou para o Brasil. Foram os presbiterianos e congregacionais que trouxeram desta vez a pregação da fé reformada: Deus salva pecadores por pura graça, não por obras. É importante observar que as igrejas presbiterianas e congregacionais originalmente foram herdeiras da Grande Reforma por meio de Genebra, que é o berço das Igrejas Reformadas. As igrejas da reforma no continente da Europa costumam chamar-se "Igrejas Reformadas", enquanto as igrejas que surgem da reforma na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos costumavam chamar-se "presbiterianas" ou "congregacionais".

As Igrejas Reformadas no Brasil (século XX e XXI)

No decorrer do século XX, várias igrejas reformadas foram estabelecidas no Brasil por imigrantes vindos da Holanda. No ano de 1970 as Igrejas Reformadas do Canadá iniciaram trabalhos missionários em pequenas aldeias de pescadores entre Recife e Maceió; na mesma época, as Igrejas Reformadas holandesas iniciaram uma obra missionária no estado de Paraná. Hoje, existem Igrejas Reformadas oriundas da Reforma continental em muitos estados e cidades do Brasil.

Qual é sua conclusão?

As Igrejas Reformadas vêm da Grande Reforma do século XVI, e através desta reforma têm uma ligação com a igreja primitiva apostólica. O primeiro culto evangélico no Brasil foi um culto da Igreja Reformada, já no século XVI. Os primeiros mártires brasileiros foram membros da Igreja Reformada. A primeira confissão de fé escrita foi desenvolvida por membros da Igreja Reformada. A primeira igreja missionária no Brasil foi a Igreja Reformada. A primeira tradução da Bíblia para a nossa língua foi obra de um pastor reformado, e depois foi completada por seus colegas. A segunda vinda da igreja evangélica no Brasil foi por meio de igrejas que são descendentes da Igreja Reformada continental.
À luz destes fatos, o que você vai responder quando alguém que faz parte de uma igreja que apareceu apenas 100 anos atrás lhe disser que as Igrejas Reformadas são uma seita nova?
Rev. Kenneth Wieske
Ministro da Palavra e dos Sacramentos da Canadian Reformed Church em Surrey na Colúmbia Britânica, Canadá. Atualmente o Rev. Kenneth desempenha o trabalho missionário junto com a Igreja Reformada no Grande Recife e faz parte da CLIRE.

Terça-feira, 22 de Abril de 2008

PENSE BEM ANTES DE SAIR DE SUA IGREJA OU DENOMINAÇÃO

Antes de você sair da denominação onde é membro, reflita seriamente sobre esta decisão. Principalmente, porque para tal atitude você deve ter fortes motivos, pois igreja não é um supermercado ou um clube social para que possa mudar de um para outro de acordo com seus interesses particulares e pelas ofertas que lhe são oferecidas.
Escrevo este artigo para ajudá-lo a pensar bem. Portanto, à Luz da Escritura, tenho algumas coisas bem gerais a dizer quanto ao assunto:

A primeira coisa que digo é que a igreja local é o Corpo Visível de Cristo plantada em determinado lugar (Ef 1.22,23; 4. 10-16; Cl 1.18). Por isso, não deve ser visto como algo tão simples sair de uma igreja e ir para outra.

A segunda coisa é que deve existir motivos legítimos para uma pessoa deixar a igreja em que se congrega. Por exemplo:

1. A morte — Quando você morre há uma mudança da igreja visível e terrena para a igreja invisível que está no céu (2 Co 5.1-10; Hb 12.22,23).

2. Mudança de residência — Quando você se muda de uma localidade para outra é inevitável (muitas vezes) permanecer na mesma igreja local. A atitude correta deve ser buscar a igreja fiel mais próxima da sua nova residência e apresentar aos presbíteros desta igreja uma carta de testemunho emitida pela sua igreja de origem.
Esta carta de testemunho dada ao membro e direcionada à igreja que o recebe é indispensável, pois ninguém com base na Escritura pode testemunhar por si mesmo (Dt 19.15; Jo 5.31; 2 Co 3.1-3; 13.1).

3. Excomunhão — Quando um membro permanece deliberadamente em pecado ao ponto de ser excomungado, então, este membro é desligado da igreja na terra e, consequentemente, da igreja que está no céu. Assim deixa de ser membro da Igreja de Cristo (Mt 16.17-19; 18.15-20; 1 Co 5.1-5).

4. Abandono da Verdade por parte da igreja ou denominação da qual você é membro — A Igreja tem marcas que mostram que ela pertence a Cristo por se manter fiel à Verdade do Evangelho. São elas:

a. A prática da Pura Pregação do Evangelho (Gl 1.8,9; 1 Tm 3.14,15).
b. A manutenção da pura Administração dos Sacramentos, a Santa Ceia e o Santo Batismo, segundo Cristo os instituiu (At 19.3-5; 1 Co 11.20-29).
c. O exercício da Disciplina na igreja para a punição dos pecados e a correção do penitente (Mt 18.15-17; 1 Co 5.4,5,13; 2 Ts 3.6,14; Tt 3.10).

Quando você descobrir que sua denominação não tem essas marcas ou as perdeu, abandonando a Verdade da Palavra, então, por necessidade, deve advertir e chamar seus líderes e a igreja ao arrependimento e o retorno à Verdade.
É importante que busque na igreja ou na denominação outros irmãos fiéis, especialmente homens ordenados, que estejam percebendo os mesmos problemas, para juntos trabalharem nesse chamado ao arrependimento e à Verdade.
Este chamado deve ser feito aos líderes da sua igreja ou denominação de modo claro (através do diálogo e por meio de documentos oficiais), com todo respeito, verdade, paciência e amor.
O fato de seus líderes estarem guiando a igreja no erro ou para o erro não lhe tira a responsabilidade de honrá-los como autoridades constituídas por Deus sobre você e de tratá-los com amor e paciência (Êx 20.12; Rm 13.1; 1 Ts 5.12,13; Hb 13.17; 2 Tm 2.14-26).
Depois deste chamado bíblico, aguarde em oração e veja se o chamado produziu resultado.
Habitualmente este resultado não é imediato, especialmente, se sua igreja ou denominação tiver um sistema de governo hierárquico ou conciliar. Por isso deve ter paciência e aguardar o resultado (aceitação ou rejeição) que virá através das respostas dadas pela igreja local ou pela denominação, quer sejam por meio de cartas-respostas, manifestações práticas ou pelo silêncio (ato de ignorar seu chamado).
Caso tenha provas claras de que sua igreja ou denominação não deseja atender o chamado da Escritura de retornar ao Caminho, então você agora tem motivos bíblicos para sair dessa igreja ou denominação.
Acredito que estes quatro motivos são biblicamente legítimos para levar uma pessoa a deixar sua igreja ou denominação.

A terceira coisa importante neste processo de mudança de uma denominação para outra, é o estudo, a oração e a meditação.
Estudo para saber os reais motivos que levam você a mudar da denominação que você faz parte.
Oração, pois precisa apresentar seus planos e ansiedades ao Senhor Deus e dEle pedir orientação e paz em Cristo para agir com sabedoria bíblica (Pv 16.1-3; Fp 4.4-6).
Meditação, para levá-lo a refletir na seriedade de uma possível saída de uma igreja da qual faz um julgamento. Faça isso após meditar nos resultados dos seus estudos, após analisar a realidade espiritual da igreja onde é membro, nas orientações que o Senhor lhe der pela Sua Palavra e nos conselhos recebidos de outros irmãos fiéis e mais experientes, sobre a questão.

A quarta coisa é que o período de meditação deve incluir o estudo da Igreja que pensa fazer parte. Lembre-se que você não deve sair de sua denominação e ficar vagando pelo mundo sem estar ligado ao Senhor Jesus Cristo por meio da comunhão com uma igreja fiel.
Você deve lembrar que é seu dever estar ligado a uma igreja de Cristo, porque fora da Igreja de Cristo não há salvação (Mt 16.18,19, At 2.47; Gl 4.26; Ef 5.25-27; Hb 2.11,12; 12.23). Por isso é vital estar em comunhão com uma igreja verdadeira, uma igreja fiel (2 Cr 30.8; Jo 17.21; Cl 3.15; Hb 10.25).
Só depois deste período de meditação, você poderá tomar a atitude de sair de sua igreja ou denominação.
Encerro pedindo que você tome este pequeno artigo como um conselho prático e bem geral, mas que acredito ser pautado na Palavra de Deus e que poderá ajudá-lo a refletir bem antes de sair da sua igreja ou denominação.

Fraternalmente, em Cristo,

Rev. Adriano Gama

Pregações em Filemom (Parte IV): Chamo você a ser obediente

Sermão preparado pelo Rev. Adriano Gama sobre Fm 21-25

Texto: Fm 21-25
Leitura: Fm 1-25

Amada Igreja de Cristo e visitantes,

Bem, chegamos ao final das pregações em Filemom. E o Espírito Santo até agora tem falado grandes coisas para você nessa pequena Carta.
É maravilhoso como os pedidos inspirados do Apóstolo Paulo a Filemom transferem tantos ensinos práticos para a vida da Igreja de Cristo hoje.
É impressionante, por exemplo, os chamados de Deus contidos nesta Carta para você:
Deus chamou você a desfrutar e promover a paz de Cristo entre os irmãos. A praticar o amor e a fé para com Cristo e para com seus irmãos, por meio, do compartilhar dos seus dons. E Deus chamou você a exercitar o perdão recebendo seu irmãos em Cristo, não por obrigação mas por livre e espontânea vontade.
Muitos chamados de Deus para você em apenas 20 versículos! Mas, você pensa que acabaram o ensino e os chamados de Deus para você? Não!
Ainda faltam mais 5 versículos para acabarmos essa série de sermões em Filemom. Faltam as saudações finais e a bênção Apostólica para a igreja de Cristo na casa de Filemom.
Então, alegre-se e prepara-se para mais ensino e chamado de Deus para você. Por isso, Deus proclama a sua Igreja o Seu Evangelho no seguinte tema:

Chamo você a ser obediente

1. Estimulando o ensino
2. Assintindo o Ministério da Palavra
3. Confiando na Graça do Senhor Jesus Cristo

1. Chamo você a ser obediente: Estimulando o ensino

Obediência é um poderoso estímulo para o ensino. O Espírito Santo ensina isto nas palavras do v. 21, pois no original encontramos o texto da seguinte forma: “estimulado por tua obediência escrevi a ti”.
E a palavra obediência refere-se a obediência ao Evangelho de Cristo que Paulo ensina. Assim você pode ver que foi a obediência de Filemom ao Evangelho, que estimulou o Apóstolo a escrever a Carta a Filemom, pedindo a Filemom coisas tão difíceis como receber e perdoar Onéssimo.
Mas, o Espírito Santo usou a obediência de Filemom para ensinar, por meio dos pedidos de Paulo, a vontade Deus para vida de Filemom e para a Sua Igreja.
O Espírito quer ensinar a você uma coisa: Existe dois modos de você estimular seus oficiais a ensinar a Palavra de Deus à Igreja.
O primeiro é mostrando uma vida de desobediência. A sua desobediência estimula seus pastores a instruir você mais e mais, porque o ensino é um dos meios para mudar sua vida.
Porém, este modo é traumático, porque produz cansaço e tristeza para os oficiais da igreja.
O segundo modo de estimular seus oficiais ao ensino é seu testemunho de obediência. A sua obediência à Palavra estimula seus pastores a instruir você mais e mais. E este modo não é traumático, porque produz ânimo e alegria para os oficiais da igreja.
Este é o modo utilizado por Filemom. Filemom pela graça de Deus mostra mais um bem para Cristo: a Obediência. Obediência que não deixava dúvidas quanto ao atendimento das Palavras do Apóstolo. O Apóstolo Paulo diz: “sabendo que farás mais do que estou pedindo”.
Agora tem uma pergunta de Deus para você: Qual desses dois modos você usa para estimular os seus pastores a ensinar? O primeiro ou o segundo?
Pare e pense, pois isto é muito importante para sua vida, para seus oficiais e para a Igreja toda!
Você deve se preocupar como você está estimulando seus oficiais a ensinar você, porque a vontade de Deus para você é a seguinte (abra a Palavra em Hb 13.17):

“Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo; porque isto não aproveita a vós outros.”

Amado irmão e irmã, não é proveitoso para você estimular o ensino por meio da desobediência! Se alguém escolhe esse modo prejudica os oficiais e prejudica a si mesmo.
Prejudica seus oficiais, porque ao invés de vigiarem com alegria a sua alma, passarão a vigiar com tristeza, com lamento. E, além disso, serão tentados por você a fazer o trabalho de pastoreamento com reclamação.
Prejudica a você mesmo, porque quando você é desobediente e insubmisso ao ensino bíblico dos seus pastores, na verdade, você é desobediente e insubmisso Àquele a quem os seus oficiais vão prestar conta: A Cristo Jesus, o Grande Pastor das ovelhas.
Você quer estimular os seus pastores, ou seja, o ministro e os presbíteros, a ensinar a Palavra a você e a igreja? Sim? Então, demostre claramente uma disposição para obedecer a Palavra de Deus ensinada por eles.
Esse é um passo muito importante para promover o ministério do ensino na Igreja: a sua manifestação de obediência!
Saiba meu irmão e irmã, que quanto você mostra claramente que é um cristão disposto a obedecer o ensino da Escritura, você de verdade diz aos seus oficiais:
Ensinem mais! instruam mais! Vão em frente com ânimo e alegria no ministério do ensino, que Cristo deu a vocês!

2. Chamo você a ser obediente: Assistindo o Ministério da Palavra

O Apóstolo Paulo continua (v.22):

“E, ao mesmo tempo, prepara-me também pousada, pois espero que, por vossas orações, vos serei restituído.”

Filemom é um amado cooperador. Durante toda carta vemos esse testemunho sendo manifestado: Filemom é um instrumento de Deus para reanimar os santos. Filemom é motivo de ações de graças, de alegria, de conforto e de reanimação para o Apóstolo Paulo.
Todo esse bom testemunho de amor e fidelidade para com Cristo e a todos os santos deixa o Apóstolo à vontade, para pedir assistência a Filemom: um quarto de hóspede para sua estada em Colosso.
Agora entenda, que essa “pousada” não é uma simples pousada para um irmão. Mas é uma “pousada” para um Apóstolo de Cristo. É uma “pousada” que manifesta assistência ao Ministério da Palavra.
É tão bom quando o seu testemunho de obediência deixa os seus oficiais à vontade, para pedir a você assistência ao Ministério da Palavra – E nesse momento não pegue logo no bolso da sua calça ou na carteira, porque assistência ao Ministério da Palavra é muito mais do que dar ofertas.
A assistência a esse Ministério envolve coisas como, por exemplo:
Mostrar amor a Cristo sendo hospitaleiro com àqueles que ministram a Palavra a você. Quantas vezes você convidou o seu pastor, presbítero ou diácono para comer algo em sua casa?
Não pense que os oficiais só podem visitar sua casa para fazer visitas pastorais! Quando você manifesta hospitalidade aos oficiais é pura manifestação de amor a Cristo e assistência ao Ministério da Palavra.
Outro exemplo: assistência ao Ministério da Palavra com orações! Deus quer que você invista tempo em oração pelo Ministério da Palavra!
As vezes os crentes se preocupam mais em mostrar que sustentam o seu pastor por meio do dinheiro no bolso, ao invés, de primeiramente, mostrar que sustentam seu pastor por meio dos joelhos no chão!
É muito bom e importante que seus pastores saibam que você ora por seus ministérios. Seus pastores precisam que você coloque seus joelhos no chão em favor deles!
Isto dará confiança e poder para o pastor pregar com ousadia o Evangelho de Cristo! Veja que o Apóstolo Paulo escreve esperançoso que pela obediência dos crentes na oração ele seria libertado:

“prepara-me também pousada, pois espero que, por vossas orações, vos serei restituído”

Lembre-se que pregação e oração são coisas que não se separam (veja por favor Mt 9.37,38; At 6.4; Cl 4.2,3):
Jesus Cristo diz que a oração será o meio para que Deus mande mais pregadores do Evangelho para o mundo. O ofício de diácono foi instituído na Igreja Cristã, para que os Apóstolos pudessem se dedicar integralmente “à oração e ao ministério da Palavra” (At 6.4). E o Apóstolo Paulo chama a igreja a orar para que Deus promova a pregação do Evangelho.
Então, você tem sido obediente na assistencia do Ministério da Palavra com suas orações? Quanto tempo você investe orando em favor daqueles que estão ensinando e pregando a Palavra a você e ao mundo?
Meu irmão em Cristo, Deus chama você e toda a igreja a viver fervorosamente em oração pelo Ministério da Palavra: nos cultos, nas reuniões de oração e em casa.
Veja que o Apóstolo confia no poder da oração dos crentes ao ponto de esperar que seja restituído para Igreja segundo a vontade de Deus.
Seja obediente nisto, porque quanto mais oração pelos seus pastores, mais poder na pregação, mais oportunidade para proclamação do Evangelho, mais estímulo para os pregadores e mais assistência para o Ministério da Palavra. Resumindo: mais bênçãos para a Igreja de Cristo!
Bênção para a igreja mesmo! No caso da igreja na casa de Filemon, o Apóstolo Paulo seria restituído e isto significava mais ensino da Palavra para aquela igreja. Mais pregaçôes vindas do Céu para, em Cristo, santificar o povo e salvar pecadores.
Então, citei dois exemplos para você, mas existe mais exemplos de assistência além de hospitalidade e oração. E agora Deus pergunta a você: COMO e QUAL a assistência que você está dando ao Ministério da Palavra? Qual exemplo você pratica além desses dois? Responda isto a Deus em seu coração.

3. Chamo você a ser obediente: Confiando na Graça do Senhor Jesus Cristo

O Apóstolo encerra a Carta comunicando as saudações dos seus cooperadores: Epafras, que estava preso com o Apóstolo, Marcos, Aristarco, Demas e Lucas (v.23,24).
Agora, note que o Apóstolo fala de Marcos como seu cooperador. Quem é Marcos? Vá para At 13.13 e depois para At 15.36-40.
Marcos aqui é João Marcos. Aquele que abandonou Paulo e Barnabé na primeira viagem missionária. O Marcos que foi o motivo da separação de Paulo e Barnabé no início da segunda viagem missionária de Paulo.
E o que é interessante nisto? O interessante é que o Apóstolo chama Marcos de seu cooperador! O interessante é que Paulo mostra de modo bem prático o poder restaurador do Evangelho de Cristo!
O Evangelho de Cristo que é o poder de Deus, para restaurar relacionamentos quebrados pelo pecado!
O poder de Deus que salvou você, restaurando a relação de Deus com você em Cristo Jesus;
O Poder de Deus para restaurar em Cristo a sua relação com qualquer irmão ou irmã, que tenha sido afastado de você pelo pecado!
O Espírito Santo testemunha esse poder quando inspira Paulo a falar de Marcos como seu cooperador. E isto não é por acaso, especialmente, por que o Apóstolo escreve a Filemom com o objetivo de restaurar a relação de Filemom com Onésimo em Cristo.
Meu irmão, você crê neste poder restaurador do Evangelho de Cristo? Então, viva está fé na restauração dos seus relacionamentos na igreja, especialmente, na sua casa com seus parentes, marido ou esposa, filhos, ou com seu pai e sua mãe!
Agora, para você viver nessa Fé e nesse poder você precisa de uma coisa: “Você precisa da “graça do Senhor Jesus Cristo em seu espírito”! Deus chama você a obediência: Confiando na Graça do Senhor Jesus Cristo!
Deus diz a você, especialmente, aos visitantes que não estão em Cristo: o homem não tem o poder para restaurar relacionamentos quebrados! Na verdade o homem tem poder para quebrar relacionamentos: nisto o homem dá show-de-bola desde o Jardim do Éden!
O homem precisa da Graça do Senhor Jesus Cristo no seu espírito, para restaurar qualquer relacionamento quebrado! Isto significa que o homem precisa ser uma nova criatura em Cristo Jesus!
Se você não tem o Dom da Graça do Senhor Jesus Cristo em seu espírito, você pode até tentar restaurar seus relacionamentos, mas digo a você, que esta restauração não passa de uma gambiarra.
E essa gambiarra vai se quebrar, na primeira bronca que ocorrer entre você e a pessoa com quem você brigou, porque é uma obra do homem e não de Deus!
SE falta a Graça do Senhor Jesus Cristo no seu espírito, então você não conseguirá perdoar os que ofendem ou ofederam você! SE falta a Graça do Senhor Jesus Cristo, então, você só consegue quebrar relacionamentos e nunca consertar relacionamentos!
Então, Deus pergunta a você: Você já recebeu de Deus a bênção da Graça do Senhor Jesus Cristo em seu espírito? Se você recebeu, então, você já tem, em Cristo, o suficiente para promover a restauração de relacionamentos quebrados: dentro da igreja, da família e em outros lugares!
Se, você ainda não recebeu essa Graça, porque ainda vive fora de Cristo, então, Deus chama você ao arrependimento: Arrependa-se, creia no Evangelho e prove a Graça do Senhor Jesus Cristo no seu espírito!
Faça isto, pois Deus quer despedir você junto com Sua igreja com a seguinte bênção: A graça do Senhor Jesus Cristo seja com o vosso espírito. Amém!


Segunda-feira, 14 de Abril de 2008

Pregações em Filemom (Parte III): Em nome do amor receba seu irmão

Sermão preparado pelo Rev. Adriano Gama sobre Fm 8-20

Texto: Fm 8-20
Leitura: Fm 1-20


Amada Congregação de Cristo e visitantes,

Vou confessar para você uma dificuldade que tenho: É muito difícil para mim receber um irmão, que me lesou, feriu ou magoou! Meu desejo natural é nem querer saber dele, mesmo que veja seu arrependimento.
Será que você não sente esta mesma dificuldade? Será que alguma vez em sua vida você não sofreu uma decepção ou foi profundamente lesado por alguém e você pensou: “Não quero saber de Fulano nem que ele esteja pintado de ouro!
Mas, eu quero confessar outra coisa: Para nós recebermos aqueles que nos lesaram, ou ofederam, ou nos magoaram, precisamos da obra de Deus em nosso coração. Precisamos exercitar a fé em Cristo, para exercermos o perdão para com aqueles que arrependidos vêm a nós.
E, por isso, precisamos ouvir a mensagem de Deus na carta de Filemom:
O Apóstolo Paulo já havia dado uma amaciada no coração de Filemom, falando a Filemom que Filemom é um bom motivo de ações de graças a Deus, que Filemom praticava amor e fidelidade para com “todos os santos” (vs.4,5).
O Apóstolo falou que orava para que Filemom torne mais eficiente a comunhão da sua fé (v.6). Está oração é, ao mesmo tempo, uma instrução e um chamado para Filemom partilhar todo bem que há nele em Cristo e para Cristo e para com todos os santos.
E fechando no v. 7, o Apóstolo disse a Filemom que seu serviço de amor para reamimar os corações de todos os santos dá “grande alegria e conforto” ao Apóstolo e assim contribui para a propagação do Evangelho.
Estas palavras do Apóstolo são a introdução do grande pedido que Paulo fará a Filemom. Um pedido inspirado para o bem da Igreja de Cristo, de Filemom e de Onésimo.
E Deus chama você a ouvir o Evangelho de Cristo nas palavras de Paulo a Filemom no seguinte tema:

Em nome do amor receba seu irmão

1. Não por obrigação
2. Mas por livre vontade


1. Em nome do amor receba seu irmão: Não por obrigação

O Apóstolo faz uma bela introdução e prossegue para o alvo. O alvo que é fazer que Filemom receba Onésimo. Onésimo que tinha fugido e lesado seu dono Filemom.
E não pense que era fácil para Filemom receber Onésimo. Filemom, pela lei romana, tinha plenos poderes sobre a vida de Onésimo: Poder até de matar Onésimo por seus atos.
Lembre-se que um escravo era uma PROPRIEDADE de seus senhores. Então, não é fácil para Filemom, humanamente falando, olhar para Onésimo, abrir os braços e dizer: Venha, eu recebo você como se nada tivesse acontecido! Não, não é fácil.
Imagino que não seja fácil para você (por exemplo) receber seu marido ou esposa, ou, seus filhos, ou seus alunos, ou seus irmãos em Cristo, quando eles pisam na bola com você, quando eles pecam contra você! É fácil? Não, não é!
As vezes você pode até pensar: Ah, se eu pudesse torcer o gogó de fulano…! Era esse o poder que Filemom tinha: Filemom (de verdade) podia torcer o gogó de Onésimo!
O Apóstolo sabe dessas dificuldades quando apela a Filemom para receber a Onésimo. E, por isso, Paulo apela sobre uma sólida base. E qual é a base do pedido de Paulo?
Não é a autoridade de Apóstolo que Paulo tem (veja o v. 8). O apóstolo não PREFERE falar sobre esta base, porque Paulo não quer constranger Filemom a agir.
Por isso, Paulo usa o nome e o poder do Amor como a base do seu pedido (v.9): “prefiro, todavia, solicitar em nome do amor”.
É muito fácil para você resolver conflitos usando o título que você possui.
Por exemplo: Para o marido melhorar a cara emburrada da mulher diz: “Mulher, deixe dessa cara feia! Eu sou seu MARIDO, VENHA LOGO PRA CÁ! Ou a mãe para sua filha: “Olhe, não fique com raiva do seu irmão não viu!
Mas, puxando mais para dentro da igreja. As vezes tem ofíciais que gostam de apelar para o nome e o poder do ofício, para levar os crentes a cumprirem seus deveres como membros de Cristo.
Não é ILEGÍTIMO apelar aos ofícios, não é não! Existem certas situações que você até deve “chamar na grande” os irmãos, usando o nome e o poder do ofício que Cristo dá a você (marido, mãe, patrão e ofícios na igreja).
O Apóstolo reconhece isto, porque diz que tem liberdade para usar o poder do ofício. Até em outros lugares da Escritura Paulo usa o ofício apóstólico, para repreender e ensinar a igreja.
Mas, o Espírito Santo ensina mais um modo, para você solucionar problemas de relacionamentos, especialmente, entre pessoas debaixo de sua autoridade. O Espírito Santo diz: Apele ao nome e ao poder do Amor!
E que amor? O amor que é fruto da Fé em Cristo! O amor que é um dos bens que há em Filemom. O amor que é a manifestação do Espírito de Cristo. É em nome desse amor que Paulo “suplica” a Filemom que receba a Onésimo:
Filemom, receba a seu irmão NÃO por ser obrigado pelo nome e pelo ofício que tenho, mas pelo nome e poder do amor em Cristo!
Maridos, mães e oficiais tenham o cuidado para não usarem (logo de cara) o nome e o poder dos seus ofícios, para solucionar problemas de relacionamentos dentro da igreja.
Deus, na atitude de Paulo, mostra que você não deve e nem precisa usar sempre a força do nome do seu ofício.
Apontem para o amor seu cônjuge, filhos e ovelhas devem manifestar por causa da fé em Cristo. Assim toda reconciliação será muito mais agradável, pois não é feita por constrangimento. Veja como vai ser agradável a reconciliação!

2. Em nome do amor receba seu irmão: Mas por livre vontade

Por favor, veja o que o Apóstolo diz a Filemom no v.14.
O princípio que o Apóstolo fala neste versículo serve para toda a carta: Filemom que a tua bondade venha a ser de “livre e espontânea vontade”.
Você sabe o que é livre e espontânea vontade? É fazer algo não por constrangimento legal, não por obrigação de um mandamento. Esse é o sentido da palavra que o Apóstolo usa no original grego.
Paulo já falou a Filemom que tinha a liberdade, para ordenar a Filemom o que Filemom deveria fazer: Paulo é Apóstolo de Cristo e o seu ensino é o ensino de Cristo, a vontade de Cristo!
Mas o desejo de Paulo, como um bom ministro de Cristo, é conduzir Filemom a exercitar o compartilhar da fé.
Paulo dá oportunidade para Filemom revelar o bem que nele há para Cristo, por meio de uma atitude voluntária e não motivada por obrigação.
A palavra “bondade” no texto original do v. 14 é a mesma que foi traduzida para o português como “bem” no v.6. Então, “bondade” aqui é algo mais específico que o dom “bondade”, que é generosidade, que é o fruto do Espírito.
E essa “bondade” ou “bem” é receber Onésimo em sua casa. É aceitar que a separação e problemas que aconteceram entre Onésimo e Filemom estava debaixo e seguia o PROPÓSITO DE DEUS (v.15).
O propósito de Deus para tornar mais profunda a relação de Filemom com Onésimo no Senhor Jesus Cristo.
O propósito de Deus que levaria Filemom exercitar o perdão pleno e receber Onesímo como caríssimo irmão em Cristo (veja o v.16).
Agora existe um detalhe importante: Onésimo é apresentado pelo Apóstolo Paulo a Filemom como “caríssimo”. Por que Caríssimo? Não porque foi um escravo que custou caro para Filemom!
Onésimo é caríssimo porque foi um escravo caro para Cristo. Onésimo foi comprado por um alto preço, não prata nem ouro, mas o preço do Sangue de Jesus Cristo.
O mesmo Sangue que pagou o preço por Filemom. O mesmo Sangue que comprou Filemom, para Filemom ser escravo de Cristo e não mais escravo do diabo e do pecado.
O Sangue de Cristo prende Onésimo a Filemom como irmãos. E, por isso, apesar da diferença social entre Filemom (senhor) e Onésimo (escravo), Onéssimo, por causa do Evangelho, deve ser recebido por Filemom como um caríssimo irmão, e não como caríssimo escravo (veja os vs.17-19).
O Espírito Santo tem muitas coisas para ensinar a você nestas poucas palavras:
Primeira coisa, os oficiais devem dar oportunidade para as ovelhas exercitarem o bem que há nelas. Veja que Paulo não foi logo obrigando a Filemom a operar o bem do perdão e a aceitar a vontade de Deus.
Paulo instrui e deixa que Filemom por livre e espontânea vontade opere o bem. Os oficiais devem ter paciência para instruir e deixar o Espírito Santo agir nas ovelhas, levando as ovelhas a exercitarem a fé.
Segunda coisa: Por livre e espontânea vontade você recebe seu irmão ofensor em amor? Ou, você sempre tem que ser obrigado pelos presbíteros a fazer isto?
O Espírito Santo instrui a você: exercite o bem que há em você de “livre e espontânea vontade” e não por constrangimento! Não espere que os presbíteros coloquem você no canto da parece e constranjam você a receber seu irmão.
Terceira coisa, veja que os problemas de relacionamento entre você e um irmão não estão fora do controle e do bom propósito de Deus (veja os textos 15,16). Paulo tinha certeza que a separação entre Onésimo e Filemom foi para aproximar permanentemente Filemom a Onésimo.
O Evangelho mostra que até problemas entre irmãos é uma chance para melhorar o relacionamento no Senhor e não uma desastrosa separação entre irmãos!
Você pode pensar: isso é muito difícil! Sim, ninguém está dizendo que é fácil! Mas olhe o que Deus diz a Filemom! Creia que o poder transformador do Evangelho vai além da sua capacidade de ação e de compreensão:.
Se um irmão se separa de você por desavença e se esse mesmo irmão volta a você, arrependido: Coloque sua mágoa de lado e não deixe de receber seu irmão!
Faça a separação melhorar a comunhão entre você e esse irmão. Aceite seu irmão de livre e espontânea vontade como um caríssimo irmão! Um caríssimo irmão, não por sua pessoa em si, mas caríssimo por causa do preço que foi pago por ele.
Cristo pagou um alto preço para que esse irmão fosse feito seu irmão. Você não pode desvalorizar aquilo que Cristo valorizou. Quando você deixa de receber um irmão que se arrepende de um pecado cometido contra você, você não valoriza o que Cristo valorizou e, pior: Você quer se fazer melhor que Cristo!
Receba seu irmão arrependido de livre e espontânea vontade! Você pode pensar; Ah, irmão, Fulano me magoou muito!
– Sim, pode até ser verdade – Mas acredito que você magoa muito mais a Cristo com seus pecados diários, porém, Cristo, mesmo assim, pagou o preço na Cruz e recebe você de livre e espontânea vontade!
Só este fato é suficiente para levar você a receber seu irmão de livre e espontânea vontade.
Agora há um detalhe nesse recebimento. Receber não é somente aceitar, mas é perdoar plenamente todo o pecado e dano cometido contra você. Essa é a quarta coisa que o Espírito ensina para você neste texto!
É muito fácil camuflar seu rancor: Sabe como se esconde, um rancor? Vou dar uma dica a você: “Eu já perdoei Fulano, mas ele pra lá e eu prá cá! Ou: Bem, recebi fulano, mas Fulano pensa que eu esqueci o que Ele fez comigo?
Você acha que uma atitude de perdoar só por aparência, guardar rancor mostram sua gratidão a Cristo?
Lembre-se do Evangelho quando você for tentado a não receber seu irmão, a guardar rancor no coração por seu irmão: Cristo Jesus não me perdoou só por aparência, Cristo Jesus não guarda rancor por mim. Cristo Jesus me perdoou plenamente!
Veja as palavras inspiradas do Apóstolo (veja os vs. 17-18): Perdão pleno! Perdão de verdade! Por amor a Cristo exercite este perdão com seus irmãos.
O Espírito Santo chama a Filemom e a você: a perdoar em nome do amor, de livre e espontânea vontade.

Conclusão:

Vamos concluir com os vs 19 e 20. Paulo quer certificar a Filemom que é o próprio Apóstolo que escreve aquelas palavras e que vai pagar todo prejuizo causado por Onésimo (de próprio punho, ou seja, assino esta carta).
Mas, o Apóstolo, ao mesmo tempo, que coloca-se à disposição para pagar as dívidas de Onésimo, menciona o fato que Filemom deve ao Apóstolo a vida.
Essas palavras não são para constranger Filemom a perdoar as dívidas de Onésimo, mas para despertar Filemom a exercitar outro bem: o bem da gratidão!
A Gratidão é a sua resposta a um bem feito a você. Paulo parece ter beneficiado Filemom com a vida: Vida em Cristo que foi dada a Filemom por meio do ministério de Paulo.
Por isso, Paulo está certo da resposta grata de Filemom, porque Paulo diz: “sim (literalmente é: de fato, certamente), irmão, que eu receba de ti, no Senhor, este benefício. Reanima-me o coração em Cristo” (v.20).
Há ensino de Deus para você nesse versículo:
Primeiro, obras de gratidão são o reconhecimento do benefício recebido. Veja os oficiais da igreja. Esses homens são dons de Cristo para aperfeiçoamente e vida da Igreja.
Cristo por meio dos oficiais comunica benefícios e vida a você através do ministério deles: A palavra pregada e o sacramento dado pelo ministro, o cuidado pastoral e ensino dos presbíteros, o amor e a comunhão providos pelos diáconos.
Se você reconhece o bem que Cristo faz a você por Seus oficiais, então, você mostrará ações que mostram gratidão a Cristo: Obediência, respeito, amor, cuidado e dedicação. Todas estas ações é igual a gratidão!
Segundo ensino, todo benefício que você faça seja no Senhor, ou seja, na comunhão do Senhor, refletindo o benefício que Cristo fez a você. Digo isto pois muitas vezes fazemos benefícios, porque gostamos de Fulano ou de Beltrano.
Este tipo de benefício pode ser bom, mas não é no Senhor. Qualquer ateu pode fazer esse tipo de benefício e até melhor que você.
Terceiro ensino, sua gratidão a Cristo levará você a ser obediente ao ensino apóstólico e isto reanimará os trabalhadores do Evangelho. O Apóstolo diz: “Reanima-me o coração em Cristo” (v. 20).
Paulo está velho e preso em Roma. A obediência de Filemom vai servir como um meio de “fazer descansar”, “reanimar” o coração do velho Paulo:
A palavra “reanima-me” usada por Paulo é a mesma usada no v. 7. Esta palavra é usada para descrever a ação de reanimar, fazer descansar um trabalhador ou um combatente cansado, para que possa retornar com força ao trabalho ou a batalha.
Assim, o Espírito Santo, chama você a manifestar gratidão a Cristo, reanimando o coração daqueles que estão guiando você!
E o Espírito mostra que para reanimar seus oficias é necessário mais que um tapinha nas costas e que dizer: “Meu pastor! Ou meu presbítero, ou meu diácono! É muito mais que isto: é uma vida de obediência a Deus!
O Espírito Santo pergunta: O que você faz para reamimar seus oficiais, para eles continuarem no trabalho e na batalha na fé? Você pensa que seus oficiais são super-heróis: como Batman, super-homem ou Hulk?
Seus oficiais podem até viver saindo toda noite (como Batmam), ficar voando de um lado para o outro da cidade (como super-homem) e até ficar verde de raiva por causa do pecado da igreja (como o Hulk), mas isto não faz deles super-heróis!
Por isso, reanime no Senhor seus oficiais: seja grato e viva em obediência ao ensino apostólico, especialmente, em praticar o perdão.
É desanimador para os oficiais em Nome de Cristo trabalhar tanto para manter a igreja em comunhão, enquanto, tem crentes dentro da igreja trabalhando em favor da “DESCOMUNHÃO” no meio do povo, negando-se de perdoar, se omitindo em estimular uma vida de obediência a Deus.
O pedido apostólico é claro: “Reanima-me o coração em Cristo”! E neste pedido está o ensino: “Reanime os seus oficiais, vivendo em gratidão e obediência a Deus, especialmente, praticando perdão e promovendo a paz entre os irmãos”!
Obedeça essa palavra e você fará benefícios aos oficiais como consequência da sua gratidão e comunhão em Cristo, porque é no Senhor que você deve reanimar seus oficiais!
Caro irmão em Cristo, Deus despede você para sua casa com esta palavra, para reanimar o seu coração em Cristo:
Como Cristo Jesus fez por você: receba seu irmão, não por obrigação, mas por livre vontade. Assim você vai mostrar muita gratidão a Cristo e o bem a seus irmãos! Amém.

Pregações em Malaquias (Parte VII): Vocês verão a diferença entre o justo e o perverso

Sermão pregado pelo Rev. Adriano Gama sobre Ml 3.18

Texto: Ml 3.18
Leitura: Ml 3.13-4.6

Amada Congregação do Senhor Jesus Cristo e visitantes,

Muitas pessoas fora e dentro da igreja tem uma visão errada do que é a igreja aqui na terra. Muitos pensam que a igreja aqui na terra é constituída ou só pode ser formada de pessoas perfeitas, ou seja, sem pecados.
Este tipo de idéia da igreja foi ensinada por alguns movimentos na história: O movimento anabatista no séc. XVI, os metodistas de John Wesley no Séc. XIX e muitas seitas pentecostais de hoje defendem esta idéia perfeccionista sobre a igreja.
Mas está visão perfeccionista da igreja não pode ser baseada na Sagrada Escritura nem muito menos na experiência de vida da Igreja.
O Espírito Santo revela na Escritura e confirma no dia a dia da igreja aqui na terra uma igreja peregrina e militante: Uma igreja que está a caminho do céu e da perfeição. Uma igreja que luta contra o pecado em si mesma e no mundo.
Por isso, na igreja você vê uma diferença entre crente e crente, uma diferença entre atitude e atitude. Há crentes que desejam viver para servir ao SENHOR e há crentes soberbos que vivem para afrontar ao SENHOR.
E também dentro da igreja peregrina e militante muitas e muitas vezes os piedosos não são aqueles que levam a melhor, pelo contrário, são os piedosos que padecem sofrimentos por sua piedade e os soberbos são honrados mesmo vivendo na sua soberba.
Por isso, meu irmão, ensinar a igreja uma postura perfeccionista é ir contra a Revelação do Espírito Santo e é um bom modo de levar os cristãos a se revoltarem contra o SENHOR, quando eles verem na igreja os membros fiéis padecendo e os soberbos vivendo bem.
Por isso, Deus trouxe vocês neste culto para proclamar a Sua mensagem no seguinte tema:

Vocês verão a diferença entre o justo e o perverso

1. Uma diferença na igreja
2. Uma diferença revelada
3. Uma diferença recompesada

1. Vocês verão a diferença entre o justo e o perverso: Uma diferença na igreja

Meu irmão, nem todas as vezes quando o SENHOR na Escritura fala de justo e de perverso Ele fala de crentes e descrentes. E um bom exemplo disto é a profecia de Malaquias e, especialmente, as passagens que acabamos de ler.
O SENHOR diz no v.18: “Então, vereis outra vez a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não o serve”. Pelo contexto, esta conversação de Deus é com a igreja.
Deus revela uma igreja que vê em seu meio os perversos e começa a achar que é lucro ser perverso, porque estes parecem gozar de felicidade, prosperidade, pois na igreja escapam da punição do SENHOR.
É bom você ouvir de Deus isto, porque você não vai se espantar, se escandalizar nem se desestimular na Fé quando ver dentro da igreja a ação de crentes perversos, prejudicando o culto, ocupando os ofícios ou prejudicando serviço dos oficiais, acabando suas famílias, se misturando com o mundo, perseguindo e maltratando os fiéis e até não sendo disciplinados na igreja.
O nosso Salvador e Senhor Jesus Cristo no sermão do monte fala à igreja (Mt 7.21):

“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus”.

Ser o povo de Deus não significa dizer que todos servem a Deus! O nosso Salvador Jesus Cristo não ensina que há uma igreja perfeita na terra, porque diz que há na igreja crentes que chamam Jesus de Senhor, mas que não vão entrar no céu, porque não fazem a vontade do Seu Pai.
Meu irmão em Cristo, Deus quer que você saiba dessa diferença e quer que você aprenda a conviver com essa diferença como sendo uma coisa comum, ou seja, normal da igreja aqui nesta terra.
Se você esquecer dessa diferença dentro da igreja você será um alvo fácil de Satanás, porque não vai conseguir suportar a realidade da Igreja na terra: uma igreja constituída de justos e perversos.
E você que é oficial saiba que você foi chamado para trabalhar dentro de uma igreja que congrega justos e perversos, tementes ao SENHOR e soberbos contra Deus. É bom você saber esta diferença para você não ser desestimulado no exercício do ofício que Cristo deu a você.
E esta mensagem não é somente para os membros e oficiais da igreja, mas também Deus fala para você que ainda não é membro da igreja e que busca uma igreja “perfeita” na terra.
Deus pergunta a você: Você espera ser membro de uma igreja “perfeita” aqui na terra? Então você nunca vai pertencer a nenhuma igreja e vai morrer fora de Cristo!
Não há nesta terra uma igreja perfeita, porque o próprio SENHOR e Pai da igreja nos revela em Malaquias e no restante da Escritura uma igreja composta de justos e perversos.
Se você deixa de ir para Cristo, porque espera uma igreja perfeita na terra ou se você deixa Cristo, deixando a Sua igreja por causa de notar as obras dos perversos dentro da igreja, pode ficar certo você passará uma eternidade morando com esses perversos e soberbos no INFERNO.
Por isso, Deus chama todos aqui para revelar na Escritura de Malaquias que há uma diferença dentro da igreja e você pode ver essa diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não serve. Isto nos leva para o segundo ponto:

2. Vocês verão a diferença entre o justo e o perverso: Uma diferença revelada

Agora como sei quem é o justo e quem é o perverso dentro da igreja? Olhe a resposta de Deus:

“Então, vereis outra vez a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não o serve”

Você descobriu a resposta no texto? O justo … serve a Deus e o perverso não serve a Deus. O justo é submisso a vontade de Deus, obediente aos mandamentos.
O perverso é o insubmisso a vontade de Deus, que vive desobedecendo os mandamentos do SENHOR. Essa é a diferença revelada pelo SENHOR.
E note que o Espírito Santo quer lançar luz sobre o justo e o que o justo faz antes de falar do perverso e o que o perverso faz. Agora você sabe porquê o Espírito Santo faz isto?
Olhe para os vs. 13-15 e você vai descobrir a resposta. O motivo é porque a igreja de Malaquias olha demais para os perversos e suas obras e deixa de olhar para o SENHOR e os seus justos.
Esse procedimento da igreja leva a igreja a pecar terrivelmente contra o SENHOR.
Em Malaquias a igreja começa a olhar demais para os perversos e isto leva a igreja a achar o SENHOR lento para disciplinar os perversos.
Mas a igreja vai mais além e chega a considerar “INÚTIL”, ou seja, “vão” viver em obediência e piedade para Deus. E mais: a igreja tem os perversos como o padrão de felicidade, de prosperidade e de obras (veja os vs. 13-15).
Mas o Espírito de Deus chama a atenção da igreja para o justo e suas obras. E porquê? Porque quando olhamos para o justo e suas obras sempre somos levados a olhar para o SENHOR!
Veja no v. 16 que os que temem ao SENHOR “falavam uns aos outros”. E o que eles “falavam uns aos outros”? Bem, o texto não fala detalhadamente do conteúdo da conversa dos justos.
Mas devemos levar em consideração a atitude de alegria e satisfação do SENHOR com o que Ele atentava e ouvia sair da boca dos Seus justos.
E assim não é dificil ver que o conteúdo dessa conversa não era outro, senão, palavras que estimulavam a confiança no SENHOR, no Santo Deus e Justo Juiz que não se esquece dos que o temem e que vai pagar a cada um segundo as suas obras!
O SENHOR revela a diferença entre o justo e o perverso na igreja, usando o testemunho dos justos como uma repreensão para a igreja e como o padrão de conduta que a igreja deve ter para com o SENHOR!
Deus ensina a você que teme ao SENHOR algumas coisas:
Primeira coisa, o seu testemunho de fidelidade ao SENHOR nunca é vão na igreja!
Deus usa o testemunho dos justos como meio de repreender os pecados da Sua igreja. Por isso, pode a igreja estar de cabeça-para-baixo, mas não deixe de testemunhar Sua confiança no SENHOR!
Segunda coisa, você que teme ao SENHOR não deve perder tempo resmugando e se lamentando com a prosperidade dos perversos na igreja. Você tem um imenso trabalho de edificar os seus irmãos no SENHOR e levá-los a continuarem confiando no SENHOR!
Terceira coisa, veja a graça de Deus sustentando você. A igreja dos dias de Malaquias estava com o culto corrompido, sacerdotes que não davam testemunho nem o bom ensino ao povo, famílias quebradas e misturadas com o mundo.
Olhe para esta situação e você não encontra condições na igreja para a sobrevivência de justos no seu meio.
Mas, Deus ainda conservou pessoas, um resto santo de justos, tementes e que honravam o Seu nome! Isto é a obra soberana da graça de Deus sustentando os Seus justos e se glorificando naqueles que o temem.
Deus chama você e toda a igreja: Olhe a diferença revelada, então, olhe para os justos e suas obras, pois no testemunho e obra dos justos Eu sou glorificado e você é edificado.

3. Vocês verão a diferença entre o justo e o perverso: Uma diferença recompesada

“Então, vereis outra vez a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não o serve”

Deus diz ao povo no v. 18: “Então, vereis outra vez a diferença…”. A frase “vereis outra vez” mostra que a diferença entre o justo e o pervrso “JÁ” pode ser vista na igreja.
Mas, essa frase é falada para introduzir uma grande revelação que o SENHOR dará a igreja: A revelação da vinda do Grande e Terrível Dia do SENHOR que “AINDA NÃO” chegou (4.1-3):
Esse dia será O Dia que o SENHOR é o autor. O Dia quando o SENHOR revelará a diferença entre o justo e o perverso de modo terrível e definitivo. O Dia que vem com a recompensa para o justo e para o perverso: O Grande e Terrível Dia do SENHOR!
Deus garante a Sua igreja que SERÃO REUNIDOS todos aqueles que viveram uma vida de insubmissão a Deus e que estes NÃO ESCAPARÃO do juizo do SENHOR.
Nesse Dia o fogo do SENHOR queimará os perversos como a palha é queimada pelo fogo, com um fogo tão intenso que não restará nem raiz nem ramo dos perversos e todos eles serão transformados em cinzas (veja 4.1,2).
O SENHOR com essa revelação diz à igreja: Olhe o que espera os perversos, aqueles que não servem ao SENHOR e responda: É lucro ser perverso e soberbo? Sou Eu tardio em disciplinar os perversos?
Mas Deus também quer consolar os Seus justos: O SENHOR revela que O Grande e Terrrível Dia do SENHOR será um dia de grande recompensa para os justo: Um Dia de justiça, de salvação e de exaltação daqueles que temem e servem ao SENHOR (veja 4.2,3).
O SENHOR promete a você que se esforça para servir, temer e honrar ao SENHOR:
Vocês serão revelados como Meu “particular tesouro”, vou poupar você como “um homem poupa um filho que o serve”, a justiça será feita e Eu trarei salvação para você e os perversos não passarão de cinzas de baixo dos seus pés.
O Senhor com essas promessas diz a Sua igreja: Olhe a recompensa que espera os justos, aqueles que servem ao SENHOR!
Por isso, suporte com ânimo, perseverança e esperança em MIM, porque Eu sou fiel e velo por minha palavra para com você!
Meu irmão e visitantes, o SENHOR diz: “Então, vereis outra vez a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não o serve”.
Deus chama atenção para algumas aplicações dessa passagem para nossa vida hoje:
A primeira aplicação vai para os oficiais da igreja: Os oficiais são chamados por Deus para aplicar a disciplina bíblica na igreja.
Se o Conselho da igreja é omisso na disciplina dos perversos o Conselho vai levar a igreja a blasfemar contra o SENHOR e vai desestimular a igreja a viver em obediência e piedade ao SENHOR.
Por isso, Deus mostra em Malaquias que os presbíteros não conseguirão levar a igreja à obediência e à piedade verdadeiras, passando a mão na cabeça dos perversos de nosso meio e não os recompensado por sua insubmissão ao SENHOR.
A segunda aplicação é para os perversos de dentro da igreja, os que não querem servir a Deus: Arrependa-se dos seus pecados enquanto há tempo, pois Deus revela que todas as perversidades, insubmissão serão recompensadas com fogo e você não escapará do Dia de Juízo.
A terceira aplicação é para os que temem ao SENHOR e se esforçam para honrá-lo: continue fiel ao SENHOR, pois o seu esforço não é vão no SENHOR. O SENHOR vela por você.
Cristo Jesus está de plantão 24 horas todos os dias até a consumação dos séculos sustentando você em oração. E no final de tudo Ele vai Se glorificar em você recompensando as obras que o Espírito Santo manifestou em você.
Ouça a voz do SENHOR: “Então, vereis outra vez a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não o serve”!

Conclusão:

Agora ainda resta aplicações práticas nas últimas palavras do profeta Malaquias (4.4-6):
A primeira delas é que a igreja deve deixar de querer ser a chefe de cerimônias do SENHOR. O chefe de cerimônia é o oficial encarregado pela agenda do rei ou do presidente.
Quem é a igreja para querer determinar quando Deus vai tratar os perversos? Deus não constituiu você como Seu chefe de cerimônia.
Não queira marcar a agenda de Deus para com os perversos na igreja! Mas se preocupe com aquilo que cabe a você que é: “Lembrar da Lei de Moisés (v. 4)”, ou seja, se preocupe em ser fiel aos mandamentos de Deus e a viver em fidelidade na Aliança do SENHOR.
Segunda aplicação, não desfaleça achando que o Dia do SENHOR está demorando. O SENHOR já cumpriu parte da profecia de Malaquias: Enviou João Batista que desempenhou o papel do Elias prometido. O SENHOR enviou o Seu Filho Jesus Cristo nosso Salvador pela primeira vez para morrer na cruz e justificar a muitos.
O SENHOR “JÁ” cumpriu parte da profecia de Malaquais e ainda cumprirá tudo que prometeu para o Seu povo.
Por isso, paciência, confiança e perseverança no SENHOR. O nosso SENHOR Jesus Cristo revelou ao Apóstolo João (Ap 22.12): “E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras”
Então, nem pense que o SENHOR tarda em Sua palavra. Deus diz a você: Eu não tardo nem falho! O Meu Dia está mais próximo que nunca, por isso, PACIÊNCIA E CONFIANÇA EM MIM!
Eu garanto a você que com toda certeza “… vereis outra vez a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não o serve”. Amém.